Nao me Peca pra te Esquecer
A inclusão social e a expressão comunitária de cidadania pela arte e pela cultura hoje não é mais uma meta e sim uma realidade naturalmente alcançada, vive de forma independente diante da não participação omissa do estado politico-educacional e cultural brasileiro.
Uma sociedade jovem muito doente que vende fácil o que não é para vender e ainda depende de ter sem fazer por achar que tem algo especial para valer.
Uma forma justa do povo descontente dizer não a politicagem suja de nosso falso estado democrático, é não votar mais em políticos profissionais demagogos que nada fizeram até hoje e nada vão fazer. Não eleja velhos políticos profissionais. Faça diferente, acredite no novo.
O grande problema da idiotice digital contemporânea é que tudo que ouve, mesmo não sabendo nada sobre o assunto, julga merecer retoques, deflagrando idiotas e insensatas burrices.
Para os sentimentos puros do coração não há palavras, só energias, vibrações e olhares. O que tem palavras muitas delas bonitas e inexatas são racionais vontades que relativam se entre momentos, necessidades entre delitos penitencias expressivos de solidão e da paixão.
Difícil imaginar quantos não e quantos sim serão precisos dizer pelos caminhos, para construção e conquista de nossa insipiente, confusa e relativa felicidade.
Trabalho e Roubo não são nunca duas faces de uma mesma moeda. Na verdade, são imagens energéticas de duas moedas extremamente distintas, pois uma delas é preciosa e verdadeira confeccionada de ouro no mais alto teor e a outra é falsa numa liga impura de metal opaco sem valor.
O pequeno rio não tem medo de entrar no mar por que ele sabe muito alem de sua vontade terrena, que o mar é uma parte do grande oceano que desde sempre surgiu e continuará a se preservar vivo pela entrada de todos os rios do mundo.
Não tolero quem diz não tolero, cada um é como é, quem ainda não aprendeu isto melhor ir viver sozinho no deserto.
A verdadeira vida em cultura não é feita de cargos, de funções e muito menos projetos remunerativos. A verdadeira vida em cultura é uma atmosfera existencial e seu percurso um comprometido sacerdócio.
Quem não caminha sozinho, de coração puro e a mente vazia de pre-saberes ortodoxos entre os degraus da escada dos mistérios, jamais será contemplado com as sabedorias, as tênues verdades e menos ainda com as descobertas. O novo só aparece para os espíritos humildes e livres que os veem.
Tudo fica pra trás, a vida vai se acabando pois os que ligavam de vez em quando não ligam mais. Lembranças vazias que a vida nos trai. Não existem saudades afinal nunca foi tão generoso e bom assim se não dependesse de mim.
Não existe prova maior de ignorância e idiotice quando um punhado de analfabetos arrogantes equivocadamente abandonam e apagam uma secular tradição por uma frágil situação.
Quem ama de verdade e livre não se engana, sabe que por amor vai sempre um doador, de mais dar e se importar sem esperar trocar, mensurar ou receber, de volta do mesmo modo ou na mesma intensidade que ofertou um dia.
A verdadeira arte não destrói o que quer que seja, o que destrói sobre qualquer coisa que existe como plataforma é uma ilegitima perversão destrutiva da anti-arte. A arte criativa em qualquer tempo exalta o que já existe, respeita e dialoga em seu tempo diante do esquecido, despercebido e do mais comum, revigora a existência na quintessência regenerativa da criação.
Na verdade o que a cultura carioca, amazonense e brasileira não sabe é que veio de Lisboa a ideia de todo o calçamento feito com pedras portuguesas, as mesmas que vemos no Brasil, equivocadamente e não originalmente na praia de Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro e em Manaus. Mas para quem achou ate hoje que o desenho das ondas, foram feitas pelo contraste das pedras brancas e pretas que seriam exclusividade do calçadão de Copacabana, e que representam as ondas do mar da famosa praia e bairro carioca, ou mesmo na praça em frente ao Teatro Amazonas em Manaus, representando ponto alto turístico manauara que é o encontro das águas de duas cores ocorrido naturalmente entre do Rio Negro com o Rio Solimões, estão todos equivocados. O desenho original se encontra na Praça do Rossio, ao final da Rua Augusta, em Lisboa, Portugal, que é historicamente comprovadamente muito mais antiga que as localidades brasileiras. O que sei é que a calçada de Copacabana, foi realizada um pouco depois de 1922, pois o Hotel Copacabana Palace não ficou pronto a tempo para o aniversario do primeiro centenário da independência do Brasil, 1822 - 1922, como queriam os Guinle e tempos depois um engenheiro discípulo de Francisco Franco Pereira Passos que foi um engenheiro também e político brasileiro, prefeito do então Distrito Federal que era o RJ entre 1902 e 1906, que concebeu a ideia não original de fazer o mesmo desenho lisbonense em Copacabana já que tinha importado as pedras portuguesas. Diante disto fica registrado então para toda cultura brasileira que não conhece o Brasil, a minha humilde homenagem a quem teve a original criatividade da majestosa obra emblemática e por conseguinte ao original criador português, de fato e de direito. Falta me elementos fiáveis para pesquisa mas pelo que acho que sei o desenho original português é alusivo ao fato histórico do Grande Terremoto de Lisboa.
O Carnaval brasileiro um bom espetáculo de exportação mas internamente ainda pequeno pois não tem a união de todas as artes e suas múltiplas possibilidades das plataformas criativas do Brasil. Acredito sim, que um dia vai ser maior e será gigante em todo o mundo e aqui.
O Brasil ainda cresce desordenadamente pois ainda não aprendeu a trabalhar em feliz e produtiva convivência em uma só direção.
