Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Amor de avó (in memorian)
Sua alma
ainda vive pulsando
dentro do meu coração
e a sua essência
ainda motiva o meu ser.
A sua fé
engrandeceu a minha fé
e o seu amor
foi a prova de que O amor
andou entre nós.
"As novas e surpreendentes criações artisticas
A imaginação toma conta do meu ser, fazendo com que se desenvolva o meu lado artístico, concretizando novas criações que me fascinam, me encantam, que vão surgindo de modo intenso e vibrante, dando colorido e forma a todas as expressões da arte.".
Arrepios
Arrepios de felicidade
dominaram meu corpo
minha mente
transformou-se numa brisa refrescante
e meu corpo tornou-se amor
Um triste adeus
passou na minha vida
atravessou o meu ser
como um raio alucinante
cortou meu coração ao meio
e fez de mim uma triste mulher
Becos do Cerrado
Becos do meu cerrado
Amo a tua melancolia, seca e tortuosa
Teus ipês breves. Teu devaneio encantado
De recantos de chão árido, e flora andrajosa
Teu cascalho roliço, céu cinza e enfumaçado
Deixando a alma da gente, comovida e chorosa
Do pôr do sol nos tordos galhos, luzidio, encarnado
Amo o silencioso horizonte, cheios de tal quimera
Que em polmes dourados e os olhos cheios d’água
Suspiram em poemas de rogo, tal a rudeza, quisera
O vento, em açoites nos buritis, aturando a frágua
Nas frinchas de suas folhas, e que ali então esmera
Que se defende, peleja, viceja e na imensidão vivace
Desenhando o sertão do planalto de intrigante biosfera
Como se a todos nós um canto de resistência declamasse.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de março de 2020 – Cerrado goiano
paráfrase Cora Coralina
Linda flor
Exala boa fragrância,
Perdoa amor,
O meu jeito criança
Em meio a raros problemas
Vou rompendo e seguindo,
E esse é meu dilema,
Levar a vida sorrindo.
Eu queria que ele tocasse todas as curvas do meu corpo, assim como toca as teclas sempre que senta em frente ao piano.
Meu coração escolheu o seu desde o primeiro dia que o vi. Mas ele já te amava antes mesmo de saber que era amor.
O meu ódio emite um peso no meu tronco, que chega a estalar um pouco a minha coluna.
A pior parte disso é que sinto-me sujo e coberto de maldade.
há uma vaga mágoa
no meu coração...
como que um som de água
numa solidão...
um som tênue de água...
Memoro o que, morto,
ainda vive em mim...
memoro-o, ansorto
num sonho sem fim,
estéril e absorto.
Será que me basta
esta vida em vão?
que nada se afasta
de sua solidão...
nem de mim me afasta
não sei. Sofro o acaso
da mágoa em meu ser...
cismo, há em mim o acaso
do que quis viver -
sempre só o acaso
Os amigos saíram do meu lado, alegando que meu ego me deixou cego de vez
O foda é você achar que humildade é ter que se sentir culpado por fazer o que você não fez
Que se foda você
A hora do aperto passou,
E meu coração descansou.
Sumiram os sentimentos de medo e receio, e o antidoto meu coração descobriu que era simplismente o seu cheiro.
Na cama aprendeu a linguagem do amor, compreendeu seu idioma e traduziu o que seu beijo sussurava para a minha alma.
Compreendeu, ainda, que cada abraço seu era o seu corpo me dizendo: ei amor, calma.
A angustia chegava,
E ele dizia: ei medo, sai fora,
Não é mais a sua hora.
Descansava nos seus braços,
E esquecia o medo, ao perder-se na constelação dos seus abraços.
Seguia seus passos, compassos e descompasso, atrasava um pouco mas não perdia o compasso.
Ignorou seus receios, confiou e deixou que a luz guiasse as suas batidas no tempo e espaço ... finalmente ele se achou, e batia mais forte dizendo: demorei, mas cheguei amor, mesmo que com muitos atrasos, me encontrei nos seus braços.
Um dia silenciou-se a angustia do peito,
E o meu coração batia forte um desejo:
Demonstrar-te todo amor que seus lábios me transfundiam pelos beijos.
Porém, alguma coisa em você agora dizia: calma.
E meu peito passou sentir o espaço que seu beijo pedia pra minha alma.
Meu abraço tentou te encontrar,
Mas seu medo turbou seus desejos,
Seu coração batia mais lento...
Escondendo de mim o amor que dominava seu beijo.
A ausência passou a ser a minha companhia,
E meu amor tentando se achar, na sua desconfiança se perdia.
Tentava, olhava pro céu, seguia a constelações que conhecia... mas não conseguia encontrar o caminho de casa,
Tentava, tentava, e a sua angustia fechava todas as portas que o meu coração alcançava.
O meu coração procurava um desvio, batia na porta da sua alma,
Procurava uma janela,
E seu medo respondia: ei, não nela.
Sua confiança derepente se assustou,
Conversou com o medo e angustia e os
Convenceu a dizer: não, esquece esse amor.
O coração batia, o coração partia,
A alma chorava, o peito travava,
A magoa cantava... o nosso amor se afogava.
Procurou minha alma uma mudança,
Parou com as andanças, confiou no que me dizia a sua alma: ei amor, paciencia... calma.
Descobriu o coração que nem todo amor que toca a alma, permanece,
Aprendeu meu coração que as vezes no atraso,
O medo e a confiança tem um caso, e a angustia aparece, engolindo a batida da sua prece.
Entendeu que as vezes o melhor é ouvir o medo, e ouvir o que ele pede: ei amor, me esquece.
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