Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
E meu desejo
é ser rabisco e manchete
na sua memória
mesmo não sendo
seu único amor,
seria o melhor da sua história
Estou aqui trancado em meu quarto
Ouvindo os sons que veem da rua
Só não escuto tua voz.
Escuto o choro de pequenos escravos
Acabaram de nascer, acho que já sabem como funciona.
Estou aqui trancado em meu quarto
Ouvindo os sons que veem da rua
Só não escuto tua voz.
Escuto os pensamentos de alguém que passa apressado
Tentando escapar de um bandido armado, destemido, temido e
Que veio o seu telefone confiscar.
Estou aqui trancado em meu quarto
Ouvindo os sons que veem da rua
Só não escuto tua voz.
Um tic-tac de um relógio que inocente insiste em marcar
Quase que me deixam surdo, quase que me deixam cego, um dia essas horas vão me levar.
Estou aqui trancado em meu quarto
Ouvindo os sons que veem da rua
Só não escuto tua voz.
Nada me anima
Nem a vida nem a morte, pois nunca escaparei,
Da sorte de estar nessa TV, que me faz atuar como fantoche,
Que me enrosca nas cordas que enforcam.
Aqui trancado no meu quarto grito para os sons que veem da rua
Lutem, busquem e não desistam não se tranquem aqui!
Meu e fim e acabar so .Então não venha me disendo que tenho que amar.... francamente , sou assim não amo e não amarei ninguem nunca
►Fundo do Lago
Não vou mais escrever para ela
Já não quero ser sua passarela
Meu coração já me pede por favor
Alegando ser um clássico sofredor
Diz que sofreu muito em nome do amor
No lado afundou-se a minha inocência
Não digo que perdi minha paciência
Talvez perdi minha essência
Afundou-se o anel que era dela
"Não faz sentido dá-lo à mim"
Digo que este foi o fim
Naquele momento eu o joguei
Com toda força que aguentei
E, do fundo das águas, dele me despedi
E eu fiquei bem ali, não me movi
Poderia ser um presente aparente
Talvez posso ter feito de repente
Mas não estou chateado, ou abalado
Sinto estar determinado, focado
Mesmo sabendo que ainda serei magoado
De idiota não quero mais ser chamado
Mesmo sendo jovem, disto já estou farto.
Aquele simples anel era um símbolo
Aquele simples anel representava meu vínculo
E, por ela dizer que não fazia sentido
Fechou-se a porta daquele tal abrigo
Me pergunto onde está meu amigo
Onde está aquela frase, "Quero estar contigo"
Aquela alegria, já não mais sinto
Um lugar mais calmo, necessito.
Estava "preocupada" que uma outra pudesse nos separar
Mas talvez, em nossas mãos, a relação pode acabar
Uma mensagem, depois, me enviou
Eu a ignorei, apaguei... perdi o amor?
Disse que os pensamentos, com ela eu podia compartilhar
Chegou até a perguntar o que eu estava a pensar
Mas, depois que me abri, ela começou a gargalhar sem parar
A magoa então começou a se apresentar
A confiança que depositei estava acabando
Portanto, me encontrei pensando, enquanto ela ria
Eu já havia perdido o dia
Não pensei que seria assim que ele acabaria
A tristeza, hoje comigo irá dormir
Sinto que já não mais depende de mim
Perdido? Arrependido? Iludido?
Entristecido!
Eu estava presente para te escutar
Vejo como soube me recompensar
Mas, nada serio contigo irei contar
Nessas palavras irei confiar e acreditar
De idiota não quero mais "pagar"
Em ti confiei e me entreguei, me importei
Meus problemas, dores, você ridicularizou
Não creio em mais nada que, para mim, você falou
Prometo não fazer mais nada contigo para depois me arrepende
Talvez o problema não seja com você
Talvez eu esteja começando a enlouquecer
Hoje não quero prazer, quero me esconder
Venha, Sol da manhã, para me aquecer.
Não sei por que o meu cérebro ama a madrugada, ou ele tem problema com a luz ou ele é de outro planeta.
Se não gosta de mim,novidade fala uma coisa de mim que eu num sei, porque isso meu anjo já não é novidade.
Tem homem que pensa existir somente mulheres besta...
Mas não se iluda meu bem, aquela que você julga a mais
inocente, é a pior de todas!
Não tenho pai
Meu pai me disse um dia
e esta coisa não me sai:
“não sei se ajo certo
como amigo de um rapaz
ou devo ser mais sério,
eu nunca tive pai.”
Não vejo a magia:
se todos são “normais”
briga, não brinca, “boa noite” “bom dia”
todos formais;
no tratar de assuntos, grana, carro, mulher
que passa na rua, meu pai
somos dois imorais.
Te digo neste dia:
não aprenderá jamais
se tu não percebeu
não é assim que faz
porque inventaste um novo amor,
vai muito além de pai.
Se o coração é terra que ninguém anda como podemos dizer: você mora no meu coração e não paga aluguel?
Não posso dizer que meu amor será para sempre. Mas posso prometer que enquanto durar, será verdadeiro.
Peço-te que não chame meu amor de idolatria, eu não realço meus ídolos. Pois o meu falar se alia ao seu jeito de cantar, e isso me faz bem. A partir de algum tempo você percebe a sutil diferença entre dar as mãos e entrelaçar uma alma. Você aprende que estar com alguém não significa estar seguro. E que beijos não são apenas contatos. E dizeres não são apenas promessas. E com o tempo você aceita suas derrotas de um jeito mais maduro do que aceitava. Com o tempo você aprende a construir estradas no “hoje”, porque o “amanhã” pode não ser próximo o bastante, e o futuro podem ser em vão. Quando penso em ti me vejo flutuar e assim eu vou tentando melhorar. Você me olha e eu fico intacto, não sei o que fazer. Você passa a mão em meu cabelo e me deixa sem graça. Sinto saudade quando não estou consigo. A saudade me dá a certeza que ficaremos unidos para sempre. Tenho medo de que as pessoas me vejam, mas também quero mostrá-las que estou bem, eu estou feliz. És bela, és delicada, és tudo que eu tenho. E digo isso porque eu te amo.
BRIGANDO COM DEUS
Ainda que infrutuosas convicções incitem o meu mísero direito de gente, eu não exigirei mais de Deus todas as explicações que me foram omitidas desde quando fui arrancado do calmoso útero que me cobria e arremessado, inexoravelmente, ao labirinto ilógico desse fadário universo de venturas.
Eu sou sem pedir para ser, e mesmo carregando o indesejável estorvo da incoerência que veio pregada comigo, quero, inexplicavelmente, continuar sendo quem eu nunca saberei se fui. Sou um gerúndio de reticências funambulando descalçado com a razão ignorada que herdei.
Sou um sujeito assim... Aleatoriamente à toa. Sem motivo algum para ser. Pois se o tenho, não conheço, e ao desconhecê-lo torno-me um estranho insignificante de mim mesmo. Submisso a passiva incapacidade de prever a minha sina, sigo buscando desatinadamente o meu tino. Mesmo sem saber se o tenho.
O meu destino vestia-se de casualidades intempestivas para ludibriar que minhas atitudes mudariam o meu futuro, entretanto nunca fora nada senão, parte da estúpida necessidade humana de acreditar que tudo seria em conseqüência de minhas nobres decisões. Mas, deixando um pouco de lado as crenças dos desesperados, que por defesa vital nos cega, ainda consigo enxergar com a sobriedade desapontada de um descrente que, o futuro da minha vida sempre independeu das minhas escolhas. Meus amanhãs são ignotos de mim, assim como todos os meus anelos são subservientes aos planos que não seguem sequer os meus roteiros. Sou um fantoche com asas que não voa. Aprisionado numa grande interrogação invisível que não responde as minhas perguntas por preces. Sou impotente, oco e não carrego sequer, a minha própria razão. Sou escravo de uma entidade onipresente que jamais encontrei, curvado aos intermitentes equívocos da sua soberana onisciência que – nem ao menos – posso contestar.
Biologicamente, até que com rara racionalmente, explicam de onde eu vim. O que de maneira geral, não elucida muita coisa. Tampouco minora essa minha totalmente tola falta de rumo: como se o bastante fosse suficientemente vital, batizaram a minha carne com um nome, deram-me um coração de vidro trincado, um espírito que nunca vi e privaram-me do meu significado de haver... Afora a certeza de um indesviável desfecho, que ainda rogo a misericordiosa reputação do tal criador para que procrastine de encontrar.
Ainda assim, ao revés de toda lucidez e contradizendo qualquer sobriedade, eu não reivindicarei mais de Deus as justas justificativas que ele me deve. Pois, atrelado aos acaso do descaso, trilho o meu caminho por pura intuição, oscilando entre passadas alargadas da certeza inexistente, com pegadas hesitantes de medo, tropeçando nas incertezas que me inibem de ir adiante ou anelante entusiasmo quando quero andar ligeiro. Porque, permeio a toda insensatez que torna a vida ilogicamente incoerente, também persistem irracionais significados que a fazem prazenteira o bastante para vivê-la sem buscar a racionalidade que não existe em existir.
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