Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
A minha vida é andar sozinho
Sem companhia, amor e carinho
Livre no mundo como um passarinho
Voltando pra casa para dormir e ver seus filhotes no ninho
Carrega no interior muita dor
Sente-se sozinho com frio ou calor
Desprezado por agir de maneira correta sem temor
Mas anda tranquilo por saber que sempre faz tudo com amor
Tem seus momentos de tristeza
Mas também sabe lidar com corações cheios de frieza
Consegue decifrar em olhares onde há alegrias e tristeza
Sabendo contagiar com alegria onde há lágrima.
De tanto cair eu aprendi a levantar e a andar novamente
Devemos ser como uma criança que esta aprendendo a andar
Pois sabemos que temos que ter confiança naquilo que estamos fazendo e nunca desistir daquilo que queremos.
Jesus andava com prostitutas e pecadores.
Os pastores modernos querem andar com políticos e patrocinadores.
Se a sua situação esta de cabeça pra baixo é pra você aprender andar de cabeça pra cima nunca desista antes de tentar.
A BELA BALZAQUIANA
O corpo já está maduro,
Tem um andar seguro,
A palavra dela já cala,
Com o seu silencio fala.
Tem uma idade que é da razão,
Que a perde na louca paixão.
São mulheres, tias, mães e amantes.
Todas têm a beleza em seus semblantes.
Mas algumas têm alma de menina,
Por isso tem o sofrimento como sina;
Esquece-se de soltar sua mulher madura
Não aceitando o cabresto sem perder a candura.
A meu redor há tantas balzaquianas
E todas elas são resolvidas e bacanas.
Coitadas das Marias Candinhas,
Envelhecem e são trocadas por estarem caidinhas.
Candinhas... Acordem sempre há tempo!
André Zanarella 18-08-2012
Balzaquiana = Aplica-se à mulher que atingiu os 30 anos
Candinha = Mulher envelhecida e fofoqueira.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4357241
ouço seu andar pelos morros dos meus olhos
nem sei se aqui é Minas
mas vejo pontas de minhas raízes ressequidas nessas páginas
conheço esse caminho de pedrinhas miúdas, reviradas...
florzinhas acanhadas, pisadas, maltratadas.
- aqui há sol! muito sol!
sua voz de nascimentos sopra-me versos
feinha vou milagrando em letras nas rachaduras
da dureza da vida
frágil, relutante, bravia...
integrando na lição terna
curvo em seu ouvido
-semear, vigiar, colher...
Ah, Aninha, ainda faço doces com suas receitas.
eu corri demais, parei de correr pra aprender a andar, eu falei demais, parei de falar pra poder dizer, eu busquei o amor pra depois do amor vim esparecer.
Podemos desfrutar os prazeres simples da vida como dar um abraço.Andar do lado de quem a gente gosta,assistir um filme, ou um telefonema carinhoso, ou simplesmente tomar um café na companhia de pessoas queridas.
A simplicidade esta sempre do nosso lado,é saber aproveitar cada momento,ela é a tal "Felicidade".
Lilián Freire Bechi
É preciso andar olhando para a frente, porque se olhar para os lados corre o risco de se perder no caminho.
Liberdade, solidão, fuga,
Esse é um vício meu,
Andar por caminhos,
Buscando carinhos,
E o que um dia foi teu,
Entregar à alguém,
Nem que eu vá além,
Dos meus limites,
Repudiando convites,
De quem não me convém,
Na realidade,
Essa liberdade,
Está me levando pra onde nem mesmo eu sei...
Mesmo que em alguns momentos você tenha que andar na corda bamba, tente manter o sangue frio e confie em si mesmo!!! É hora de estabilizar alma e coração!!!
Sentada no parapeito da janela do andar mais alto do prédio mais alto da cidade. Observo os carros passando lá embaixo. Balanço as pernas e sorrio ao ver o quão frágil a minha vida é. Basta um salto e tudo o que eu (des)construí ao longo da minha existência está acabado, estatelado lá no chão. É cômico perceber como toda a minha vida pode se basear numa única decisão.
Já pensou se a cada topada a gente parasse e desistisse de andar? E se a cada ferimento que alguém causou no nosso coração a gente desistisse de amar a pessoa esperada, de se amar, e de amar o próximo? Quando iríamos ser felizes? Nunca, né? Então não desista, nunca.
SONETO DO VELHO AMIGO
Então, depois de tanto andar trilhado
Pesar rasgado nas retaliações, malícia
Eis que a amizade súplica por carícia
De amparo, dos tantos erros, passado
Enfim, se calado, deixai de ter sevícia
E sentai tu, amigo, aqui do meu lado
É tão bom novamente em ter-te amado
Nunca abandonado, do afeto imperícia
E no abraço antigo, não fomos garrano
Perceba ao nosso arfante a se comover
Pois deixe na quimera o nosso engano
Amigo que é amigo nada e então explica
Estamos sempre reencontrando no viver
Necessidade e, no coração se multiplica...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
O dia que aprendermos a andar de acordo com a realidade, talvez deixaremos de aceitar aquilo que nos faz ficarmos iludidos.
