Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Não somos nada do que juntamos, senão um pouquinho de tudo que consumimos e espalhamos.
Passamos boa parte da vida acumulando coisas: dinheiro, objetos, títulos, fotografias, propriedades, conquistas e até certezas.
Como se, ao juntar mais, pudéssemos construir uma versão mais sólida de nós mesmos.
Mas chega um momento em que percebemos que quase tudo aquilo que chamamos de patrimônio é apenas matéria esperando pelo tempo.
No fim, não somos a casa que construímos, mas as histórias que nela vivemos.
Não somos o veículo que conduzimos, mas os caminhos que percorremos.
Não somos os livros que compramos, mas aquilo que eles transformaram dentro de nós.
Não somos sequer aquilo que conseguimos guardar, mas aquilo que, de alguma maneira, fomos capazes de oferecer.
Somos um pouco de tudo que consumimos — das palavras que ouvimos, dos livros que lemos, das músicas que nos atravessaram, das conversas que nos fizeram pensar, das dores que nos ensinaram, dos afetos que nos deram abrigo.
Somos também um pouco das pessoas que encontramos pelo caminho, porque ninguém passa pela nossa vida sem deixar alguma coisa, ainda que seja uma ausência.
E somos, sobretudo, aquilo que espalhamos.
Um gesto de gentileza pode sobreviver à memória de quem o praticou.
Uma palavra pode acompanhar alguém durante muitos anos.
Um ensinamento pode continuar sendo repetido por quem um dia o recebeu de nós.
Até mesmo uma ferida pode ser uma herança quando não aprendemos a interromper o ciclo e continuamos espalhando aquilo que um dia nos machucou.
Talvez a verdadeira riqueza não esteja naquilo que conseguimos acumular, mas naquilo que conseguimos multiplicar.
Porque as coisas que guardamos terminam ficando para trás.
As coisas que compartilhamos continuam circulando.
O dinheiro pode mudar de mãos, os objetos podem mudar de dono, os títulos podem perder o brilho.
Mas aquilo que despertamos nas pessoas — um pensamento, uma coragem, um sorriso, uma esperança — pode continuar existindo muito depois de nossa passagem.
No final das contas, talvez viver seja exatamente isso: consumir o mundo com mais consciência e devolvê-lo um pouco melhor do que o encontramos.
Somos feitos do que recebemos, mas também do que devolvemos.
E, quando tudo o que juntamos deixar de nos pertencer, talvez reste apenas aquilo que fomos capazes de espalhar.
Desculpem-me por não poder ajudá-los a Romantizar a Separação; estou muito ocupado com a Normalização das mulheres poderem continuar Vivas depois dela.
Há separações que encerram uma história…
E há homens que, incapazes de aceitar o fim, transformam o término em uma guerra.
Talvez precisemos parar de romantizar frases como “se ela não for minha, não será de mais ninguém”, “ela acabou comigo” ou “eu fiz tudo por ela”.
Não há romantismo quando o amor se transforma em posse, quando o ciúme se apresenta como prova de sentimento ou quando a rejeição é tratada como uma ofensa que precisa ser vingada.
Separar-se deveria ser apenas isso: separar-se.
Não deveria exigir coragem para sair, medo de ser perseguida, mudança de rotina, bloqueios, medidas de proteção ou a preocupação constante de que o ex-parceiro não aceite que a relação terminou.
Uma mulher não deve precisar convencer ninguém de que tem o direito de ir embora.
Ela não precisa oferecer uma última conversa.
Não precisa permanecer disponível para aliviar a frustração de quem não aceita o fim.
Não precisa justificar cada passo depois da separação.
E, principalmente, não precisa pagar com a própria vida pelo simples direito de dizer“acabou”.
Precisamos normalizar algo que jamais deveria ter deixado de ser óbvio: mulheres continuam pertencendo a si mesmas após um relacionamento.
Continuam livres.
Continuam donas dos próprios corpos, das próprias escolhas, dos próprios caminhos e, sobretudo, do direito de reconstruir a própria vida.
Romantizar a separação é muito fácil quando se olha para ela como roteiro de filme ou novela.
Difícil é encarar aquilo que acontece quando o amor termina e alguém decide que o outro não tem o direito de seguir em frente.
Por isso, talvez seja hora de trocar algumas narrativas.
Menos: “ele a amava demais”.
Mais: “ele precisava respeitar o fim.”
Menos: “ela destruiu o coração dele”.
Mais: “a dor não dá a ninguém o direito de destruir outra pessoa.”
Menos histórias sobre os homens inconformados com a perda.
Mais atenção à mulher que só queria continuar viva após dizer não.
Porque terminar um relacionamento não deveria ser um ato de coragem.
Deveria ser apenas uma escolha.
E nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que teve o direito de fazê-la.
Se não formos Cautelosos com o que Consumimos, nos transformarão num Amontoado daquilo que nem sequer existiu.
Há uma espécie de Servidão Moderna que não exige Correntes, apenas Distração.
Não nos ordena diretamente o que pensar; oferece-nos, incessantemente, aquilo sobre o que devemos pensar.
E, pouco a pouco, o pensamento deixa de ser uma atividade do espírito para tornar-se apenas o reflexo daquilo que recebemos.
Kant talvez nos lembrasse que a Maioridade Intelectual começa quando ousamos recorrer à própria razão.
Não basta possuir uma consciência; é preciso exercê-la.
Não basta ter opiniões; é preciso saber por que as temos.
Entre aquilo que nos chega aos olhos e ouvidos e aquilo que admitimos como verdadeiro, deveria existir o intervalo indispensável da reflexão.
Consumimos notícias, imagens, discursos, indignações, certezas e versões dos fatos numa velocidade que frequentemente não permite ao juízo respirar.
E, quando não examinamos o que recebemos, nos arriscamos a confundir informação com conhecimento, repetição com verdade e convicção com pensamento.
O perigo maior, entretanto, talvez não esteja na mentira evidente, mas naquilo que nunca existiu e, ainda assim, passa a ocupar espaço em nós.
Uma Realidade Fabricada pode tornar-se — psicologicamente — verdadeira quando repetida o bastante.
Podemos chegar ao ponto de defender acontecimentos que não testemunhamos, combater inimigos que não conhecemos e sustentar certezas que jamais submetemos ao tribunal da razão.
É assim que o indivíduo deixa de ser Autor do próprio pensamento e se converte em arquivo das ideias alheias.
Pensar, nesse sentido, é também resistir.
É interromper o fluxo.
É perguntar: quem disse?
Com que fundamento?
O que estou deixando de considerar?
Eu realmente concluí isso ou apenas fui conduzido a concluir?
A autonomia não significa desconfiar de tudo — isso é Ceticismo Apaixonado —, mas não entregar a ninguém o direito de pensar por nós.
Significa conservar a faculdade de julgar, inclusive quando a multidão já decidiu.
Significa compreender que liberdade não é apenas poder escolher entre aquilo que nos oferecem, mas possuir lucidez suficiente para questionar o próprio cardápio.
Talvez uma das formas mais discretas de Alienação seja justamente esta: consumir tanto conteúdo que já não sabemos distinguir o que pensamos daquilo que apenas lembramos ter visto ou ouvido.
Por isso, talvez seja necessário recuperar uma virtude quase esquecida: a cautela diante do que entra em nossa consciência.
Porque aquilo que consumimos não permanece do lado de fora.
As ideias repetidas moldam nossas categorias; as narrativas que aceitamos orientam nossos julgamentos; aquilo a que prestamos atenção participa, silenciosamente, da construção de quem somos.
E há uma diferença fundamental entre ser Informado e ser Formado.
O primeiro pode acontecer por acumulação.
O segundo exige discernimento.
No fim, a verdadeira liberdade talvez comece quando deixamos de perguntar apenas “o que estão dizendo?”
E passamos a perguntar:
“Por quais razões eu devo acreditar nisso?”
É nessa pequena distância entre o estímulo e o juízo que a Autonomia Humana encontra seu último abrigo.
Quem
não me lê
enquanto estou quente, pode até me julgar um louco.
Há Pensamentos que só podem ser compreendidos no instante em que atravessam nossa alma.
Depois que esfriam, parecem exagerados, desproporcionais, quase estranhos ao próprio sujeito que os pensou.
É que a Razão, quando chega depois da tempestade, costuma encontrar apenas os destroços — e muito raramente consegue reconstruir o céu que existia antes.
Quem me lê apenas depois, talvez encontre palavras duras demais onde antes havia urgência; contradições onde havia conflito; intensidade onde havia ferida.
Pode até concluir que enlouqueci.
Mas talvez eu apenas estivesse vivendo, naquele instante, aquilo que agora parece absurdo porque já não queima.
Existe uma injustiça em julgar o incêndio pela fotografia das cinzas.
A fotografia registra apenas o que restou, mas não explica o fogo.
Somos frequentemente avaliados pela versão fria de nós mesmos.
Esperam que sejamos ponderados enquanto sentimos, silenciosos enquanto doemos, razoáveis enquanto tudo dentro de nós pede passagem.
Como se a lucidez exigisse ausência de paixão.
Como se pensar fosse incompatível com sentir profundamente.
Mas há uma lucidez que só aparece no calor.
Não aquela que grita para ter razão, mas aquela que se recusa a fingir indiferença.
Aquela que, mesmo desorganizada pela emoção, tenta dizer o que não conseguiria dizer em estado de completa anestesia.
Talvez por isso algumas pessoas pareçam loucas quando estão quentes e sábias quando estão frias.
Não porque tenham mudado completamente, mas porque o tempo alterou a temperatura daquilo que sentiam.
E talvez seja justamente aí que devêssemos ter mais cuidado.
Antes de julgar alguém pelo que disse no calor do momento, talvez fosse necessário perguntar: o que estava queimando para que essas palavras precisassem existir?
Porque nem toda explosão de pensamentos nasce da loucura.
Às vezes, é apenas uma verdade que ficou tempo demais abafada.
Se nos preocupássemos uns com os outros, como fazemos com a matéria, talvez não houvesse tanta ferida aberta no mundo.
Gastamos tempo demais cuidando daquilo que podemos possuir e tão pouco cuidando daqueles que podemos perder.
Preocupamo-nos com casas, carros, contas, aparências, posições e conquistas, como se a vida pudesse ser medida pelo tamanho daquilo que acumulamos.
Enquanto isso, há pessoas ao nosso lado carregando dores que ninguém vê, silêncios que ninguém pergunta e feridas que, muitas vezes, foram abertas justamente pela nossa indiferença.
Talvez tenhamos aprendido a consertar quase tudo, menos aquilo que se quebra dentro de alguém.
Sabemos restaurar objetos, reformar paredes, substituir peças, recuperar patrimônios…
Mas ainda temos dificuldade para oferecer uma palavra quando alguém desaba, um abraço quando alguém se sente sozinho, ou simplesmente presença quando não há nada a dizer.
A matéria nos chama atenção porque faz barulho quando cai, quebra quando é atingida e deixa marcas quando se perde.
O coração humano, porém, muitas vezes sofre em silêncio.
E talvez seja por isso que tantas feridas permaneçam abertas: porque aprendemos a enxergar o que falta às coisas, mas nem sempre percebemos o que falta às pessoas.
Cuidar uns dos outros não exige grandes gestos.
Às vezes, começa com uma pergunta sincera: “Você está bem?”
E, principalmente, com a disposição de permanecer para ouvir a resposta.
No fim, tudo aquilo que acumulamos ficará para trás; só levamos o que espalhamos.
As coisas envelhecem, os objetos se desgastam, as paredes perdem a cor e aquilo que parecia tão urgente um dia deixa de importar.
Mas a maneira como tratamos alguém pode permanecer por muito tempo — tanto como cicatriz quanto como lembrança de um carinho que chegou na hora certa.
Talvez o mundo não precise de mais pessoas preocupadas em ter.
Talvez precise de mais pessoas dispostas a cuidar.
Porque há feridas que não pedem riqueza para serem curadas.
Pedem humanidade.
O grande Amor da nossa vida não é só quem Acelera nosso coração, mas também quem Desacelera nossa cabeça.
Porque amar não deveria ser viver em constante estado de alerta, tentando decifrar silêncios, justificar ausências ou adivinhar sentimentos.
O amor que realmente importa não é aquele que nos deixa presos à ansiedade de saber se somos suficientes, mas aquele que nos oferece a tranquilidade de simplesmente sermos nós mesmos.
Há pessoas que chegam e despertam borboletas no estômago, fazem o coração bater mais forte e transformam dias comuns em momentos inesquecíveis.
Mas existe algo ainda mais profundo: encontrar alguém diante de quem a alma consegue respirar.
Talvez o verdadeiro amor seja menos sobre a intensidade dos primeiros encontros e mais sobre a paz que permanece depois que a euforia passa.
É ter alguém que não alimenta inseguranças, que não transforma afeto em disputa, presença em prêmio ou silêncio em castigo.
É poder descansar no abraço de alguém sem precisar perguntar se amanhã esse abraço ainda estará ali.
Porque paixão pode incendiar.
Desejo pode estremecer.
Encantamento pode nos tirar o chão.
Mas, amor, quando é saudável, também sabe nos devolver ao chão — e permanecer ao nosso lado enquanto recuperamos o equilíbrio.
No fim, talvez o grande amor não seja quem nos faz sentir tudo ao mesmo tempo, mas quem nos ensina que não precisamos sentir medo para sentir amor.
É aquele alguém que acelera o coração quando chega, mas que, quando fica, faz a nossa mente finalmente encontrar silêncio.
E talvez seja essa a forma mais bonita de amar: encontrar alguém que não seja apenas motivo para o coração bater mais forte, mas também razão para a alma descansar.
Normalmente, quem precisa subir o tom para sustentar uma ideia não tem ideia alguma para sustentar.
Quem já chega subindo o tom, para mim, é pura perda de tempo.
Há uma diferença enorme entre ter convicção e fazer barulho.
A convicção se apoia em argumentos; o barulho, muitas vezes, tenta escondê-los.
Quem realmente sabe o que pensa não precisa transformar a conversa em disputa de volume, porque entende que uma ideia não se torna mais verdadeira só porque foi dita aos berros.
Gritar pode até intimidar, mas muito raramente convence.
Pode calar alguém por alguns segundos, mas não muda uma consciência.
E, quando a intenção é apenas vencer a discussão, qualquer argumento parece servir — inclusive a agressividade.
Prefiro a firmeza que não precisa de espetáculo.
A palavra dita com serenidade, mas sustentada por razão, experiência e coerência, costuma ter muito mais força do que a voz que se eleva para compensar a fragilidade do que está sendo dito.
Aprendi que não preciso falar mais alto para ser ouvido.
Preciso apenas ter algo que valha a pena ser escutado.
Porque, no fim, quem tem razão não precisa gritar para parecer certo; e quem não tem argumentos pode até aumentar o volume, mas não aumenta a verdade.
O Dinheiro
não pode comprar Vida, mas pode comprar Qualidade para a Vida que restar.
É uma frase bastante incômoda, talvez porque toque justamente onde preferimos não olhar: o Tempo é o único patrimônio que, depois de gasto, não pode ser recuperado.
Dinheiro não compra mais uma manhã, não devolve um abraço que ficou para depois, não impede que os anos passem.
Não compra juventude, nem garante que estaremos aqui amanhã.
Mas pode, sim, diminuir sofrimentos, proporcionar conforto, permitir escolhas e transformar determinados momentos da existência.
Há quem passe a vida inteira acumulando recursos e se esqueça de viver.
Há também quem romantize a falta de dinheiro, como se a precariedade fosse uma virtude.
Nenhum dos extremos parece fazer sentido.
O dinheiro é uma ferramenta.
O problema começa quando ele deixa de servir à vida e passa a ser o motivo pelo qual a vida é adiada.
Porque, no fim, talvez a verdadeira riqueza não esteja simplesmente em ter muito, mas em poder usar aquilo que temos para tornar melhor o tempo que nos foi concedido.
Uma moradia mais confortável.
Um tratamento médico digno.
Uma viagem há muito sonhada.
Tempo para estar com quem amamos.
A possibilidade de dizer “não” ao que nos destrói e “sim” ao que nos faz bem.
Pequenas liberdades que, quando a vida aperta, descobrimos que também têm preço.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quanto dinheiro conseguimos juntar, mas quanto da nossa vida conseguimos preservar enquanto o juntávamos.
Afinal, chegar ao fim da estrada com os bolsos cheios e o coração vazio também pode ser uma forma de pobreza.
O dinheiro não compra a vida…
Mas pode ajudar a cuidar dela — enquanto ela ainda é nossa.
Não há espaço para a Arrogância nas fileiras silenciosas e gélidas de parede e meia dos cemitérios.
Onde todos se nivelam por baixo, em barraquinhos tão pequenos e cheios de nada.
Ali, onde o mármore já não distingue o rico do pobre, o poderoso do anônimo, o aplaudido do esquecido, toda vaidade parece uma espécie de piada contada diante da Eternidade.
Os títulos ficam do lado de fora.
As posses não atravessam sequer os portões.
O orgulho não encontra lugar para se acomodar entre quatro paredes tão estreitas.
Diante dos túmulos, a vida parece revelar sua verdadeira proporção.
Aquele que passou anos só acumulando bens termina com quase nada.
Aquele que se julgava indispensável torna-se só ausência.
A voz que tantas vezes ordenou, silencia.
As mãos que apontavam caminhos já não apontam para lugar nenhum.
E o nome, antes pronunciado com respeito ou temor, pouco a pouco se transforma em uma inscrição sobre a pedra, sujeita ao tempo, à chuva e até ao esquecimento.
É muito estranho pensar que passamos a vida inteira disputando espaços: espaço nas empresas, nas famílias, nas rodas de influência, nas vitrines sociais e até nos pensamentos dos outros.
Queremos ser vistos, reconhecidos, lembrados.
Construímos muros para separar o que é nosso do que pertence aos outros e, muitas vezes, gastamos a existência inteira tentando provar que somos maiores do que alguém.
Mas basta visitar um cemitério para perceber a inutilidade de tantas disputas.
Ali, nas terras silenciosas e gélidas, ninguém ocupa uma suíte.
Ninguém leva o veículo para dentro.
Não há cofre, diploma, medalha ou conta bancária.
Não há seguidores, aplausos ou plateias.
Há apenas profundo silêncio.
E, diante dele, a humanidade inteira parece caber na mesma medida.
Talvez os túmulos sejam uma das mais duras e espinhosas aulas de humildade intelectual que a vida oferece.
Eles nos lembram que somos passageiros, apesar da maneira como, tantas vezes, vivemos como se fôssemos proprietários do tempo.
Lembram-nos que o corpo que hoje se veste de vaidade amanhã dependerá apenas da memória daqueles que ficaram.
E que, no fim, a pergunta mais importante talvez não seja o quanto acumulamos, o quanto juntamos, mas o quanto espalhamos.
Porque há mortos que não morrem jamais, e há outros que morrem sem jamais terem vivido.
Os que não morrem jamais, vivem nas histórias que alguém conta, no conselho que alguém repete, na saudade que aperta o peito, no gesto de bondade que aprendemos com eles.
Há pessoas que partiram há décadas, quiçá séculos, mas ainda ocupam lugares enormes no coração de quem teve a graça de conhecê-las.
E talvez essa seja a única grandeza que mereça ser perseguida: não a de possuir um túmulo maior, mas a de deixar uma lembrança muito maior do que ele.
No cemitério, todos parecem pequenos.
Na memória e no amor de quem fica, alguns conseguem permanecer imensos.
Por isso, antes de olhar para alguém de cima, talvez devêssemos visitar um túmulo.
Antes de alimentar a arrogância, lembrar que a eternidade não se impressiona com nossos títulos e posses.
E, antes de desperdiçar a vida tentando parecer superior, compreender que, quando tudo termina, não importa a altura do pedestal que construímos.
Importa aquilo que fomos quando ainda havia tempo para ser.
Porque, no fim das contas, a morte não nivela apenas os corpos.
Ela desmascara as vaidades.
A primavera fria não frustra jamais,
nesta porção austral, os corações
e a florada das flores-de-outubro
na nossa bela Santa Catarina:
a tua presença me envereda,
enreda, encanta e fascina.
O que sustenta sempre será
a próxima música ou poema,
para que o que já temos cresça
como as flores-de-outubro quando
crescem nos troncos e galhos —
do mesmo jeito que nascemos
para nos assumir devotados.
A Mata Atlântica, neste tempo,
anda se vestindo de flores-de-outubro
que parecem estrelas rosas,
vermelhas, brancas, amarelas, laranjas
ou vermelhas-alaranjadas,
do mesmo jeito que as nossas intenções
não conseguem mais ser disfarçadas.
[Chegou outubro de é tudo ou nada!]
Se não deu certo,
não é que DEUS é ruim,
é DEUS te livrando do fim...
Você está olhando pra uma conquista
e DEUS está preservando a sua vida!
”Eu sou Eu. Você não é!”
Frase Minha 0001, Criada no Ano 2006
A Frase que deu origem à Serie
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
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”Se não sabem meu nome, por que acham que TAMBÉM me chamo Papagaio ou Maria Vai com as Outras? Hein?
Frase Minha 0002, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
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"Não sei os demais, mas do Ovo vim e ao Ovo pretendo voltar!"
Frase Minha 0007, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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"Sim, adoro cachorros! O que não adoro são os donos dos cachorros que não têm "Semancol" e passam a vida incomodando os outros com os cachorros mal educados que têm. Isso não adoro. E vocês?"
Frase Minha 0014, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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"Se eu morrer um dia que eu morra vivo, enquanto dormindo. Só assim não vou lembrar que morri nem que estava vivo!"
Frase Minha 0016, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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"Não me conhece ou não foi com minha cara? É porque somos Antônimos, não tenho dúvida!"
Frase Minha 0018, Criada no Ano 2006
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"Sou biógrafo de mais Alguns, além de mim mesmo. Isso para não ficarem fofocando que eu falo só da vida alheia!"
Frase Minha 0020, Criada no Ano 2006
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"Ainda não vi ninguém assumir que o próprio é isso ou aquilo. Mas quase todos (mesmo não nos conhecendo) vivem dizendo que nós (e os outros) temos dezenas de defeitos!"
Frase Minha 0024, Criada no Ano 2006
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"Quem não sabe sorrir, ora bolas, não deveria saber chorar. Vá ser egoísta assim nos Quintos!"
Frase Minha 0027, Criada no Ano 2006
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