Nao me Comove mais

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O individuo não pode tudo, mas pode alguma coisa.

⁠Quando há algo na Palavra de Deus que eu não gosto, o problema não está nela. Está em mim.

“O homem que não domina as palavras é dominado por elas: vive num mundo de ilusões verbais, que toma por realidades. Quando consegue montar uma frase, imagina que provou um fato. A fala, em vez de ser uma janela para o mundo, substitui o mundo”.

Se eu não for por mim, quem o será?
Mas se eu for só por mim, que serei eu?
Se não agora, quando?

Lutar não é o único método para resolver as coisas.

A mediocridade não reconhece nada que lhe seja superior, mas o talento reconhece a genialidade instantaneamente.

Você acha o que fazemos é fácil, mas não é - muitos se machucam.

Bem, eu não sou uma pessoa legal.

Amor e verdade são fontes de vida, são a vida. E uma vida sem amor não é vida

Não são os políticos os que governam o mundo. Os lugares de poder, além de serem supranacionais, multinacionais, são invisíveis.

José Saramago
Jornal Expresso 1993

Uma pergunta não é uma pergunta se você sabe a resposta.

Uma mentira não teria sentido se a verdade não fosse vista como perigosa.

O fato de um milhão de pessoas participarem dos mesmos vícios não os transforma em virtudes”.

Sabe, eu estou apaixonado.
Homem tem muita dificuldade em falar sobre sentimentos.
Eu não. Eu amo. Eu sei o quanto sofro quando não estou com você.
É um amor suave, mas absurdamente intenso.
Sei, um dia você vai me deixar, se assim for a regra da natureza.
Mas só não vou olhar, abraçar, acarinhar, viver sua alegria.
Mas vou manter a luz de teus olhos e a paz que sinto ao me dizer: te amo e quero que você seja feliz.

Você é a minha luz!

Amanheceu.
E o dia, indiferente, abriu as janelas do mundo como quem não sabe da ausência.
As pedras da rua não guardaram os passos de ontem; a feira já se enchia de vozes, e o barulho dos sacos plásticos abafava qualquer lembrança.
Ninguém reparou que havia um vazio a mais no caminho — o vazio nunca chama atenção, ele apenas existe.


A vida não para para velar dores.
Ela mastiga rápido, engole em seco, e segue adiante como se nada tivesse acontecido.
O coração que ontem batia, hoje não pulsa mais, mas os relógios continuam impassíveis, ticando segundos.
É cruel: o tempo não tem luto.


Há quem espere que a memória seja abrigo, mas a memória também cansa.
Logo, o nome se perde no meio de tantos outros, o rosto se dissolve em poeira de esquina, e o silêncio se torna o único registro.
Tudo volta ao fluxo, como se nunca tivesse sido.


Talvez seja essa a verdade mais dura:
ninguém é insubstituível na pressa do mundo.
E, ainda assim, dói pensar que um gesto tão definitivo se apague com a mesma facilidade que uma pegada na areia.

A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.


Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.


A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.


É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.

Espalhar alegria não é apenas contar piadas, ou dizer coisas engraçadas.. é sim fazer uma alma sorrir quando ela quer chorar.

Da calma e do silêncio


Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.

Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.

Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.

Deixe uma falsa saída ao seu inimigo, pois assim ele não lutará com a força da coragem do desespero.

Não a chame de amor se você não a ama, não a faça sorrir hoje se for pra fazer ela chorar amanhã.