Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Não somos seres materiais, estamos apenas matriculados aqui na escola Terra, quando terminar, o nosso curso, retornaremos para casa e viveremos a nossa verdadeira vida.
O que acontece no céu que não acontece na Terra? Qual mentira aqui seria verdade lá? Qual a diferença de viver em cada lugar, se a junção deles formam meu lar? Como fazer para desfrutar? O que falta para dominar? Qual o passo para o Seu amor eu respirar?
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
Para que a ansiedade na vinda de Jesus Glorioso, fazendo o fim dos tempos um terror, se não sabemos quando será? Devemos nos preocupar sempre como está nossa vida com Jesus hoje, no irmão e em sua presença na Eucaristia, porque se o fim dos tempos não acontecer e Ele não vier Glorioso enquanto vivemos aqui, você poderá ser levado até Ele ainda hoje.
Não quero partir sem um feito bom
Sou apenas um x nesse planeta Terra
Tentando mudar o mundo
Não chore por mim
Eu estarei sempre contigo
Nem sempre fisicamente
Mas de algum lugar
Assinado -xlucasxbadx
Dia do Lavrador
Hoje é dia do que trabalha com a terra
E a hora da colheita não erra
Que levanta bem antes do galo cantar
Ainda é noite e já começa a trabalhar
Ele ara bem a terra e deixa preparado o terreno
Não deixa vir a praga e prevenindo joga o veneno
Planta a semente, em cada cova preparada
O plantio é seu ofício, deixa a semente germinada
Se a chuva não vem o trabalho é dobrado
Precisa aguar o plantio, deixar o solo molhado
E aos poucos vai crescendo aquela vasta plantação
E esse homem vai colhendo cada fruto com a mão
Nesse ciclo trabalha sem parar
E o fruto que colhe vai nos alimentar
Gratidão por esse trabalhador
A quem chamamos de lavrador
Aprecio as estrelas... não apenas por sua beleza silente, mas por aquilo que simbolizam: a doce ilusão da permanência. Embora saiba que estão em perpétua agonia, consumindo-se em esplendores terminais, ainda assim parecem eternas aos olhos de quem, da Terra, as contempla. Lá do alto, brilham com uma serenidade que desmente o caos de sua essência. Enquanto os mundos se desfazem, os deuses se calam e os mortais esmorecem como brumas ao vento, as estrelas seguem cintilando, indiferentes à finitude que nos devora. E é nesse cenário celeste que me permito sonhar... sonhar que o tempo cessa, que os amores não fenecem, que os instantes ternos permanecem suspensos no véu da eternidade. Porque, ao fitá-las, sinto como se tudo aquilo que me é caro — um olhar, um gesto, uma memória — pudesse resistir ao tempo, envolto na luz serena de um firmamento que não se apaga.
Não terá ocorrido que sejamos, nós mesmos, os infortunados anjos caídos, aqueles que Miguel, o arcanjo, e o próprio Deus expulsaram do Reino dos Céus, e que a roda de Samsara, ou seja, a Terra, seja uma espécie de cárcere destinado a conter os nossos espíritos rebeldes, condenados a reencarnar em múltiplas existências, até o dia do Juízo Final, quando então seremos julgados por nossos atos?
Ela dança na terra
com os pés fortificados,
junta tudo o que já possui
e não deseja bens preciosos.
Apaixone-se pelas manhãs que todos os dias te levanta, porque pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam a nova chance que Deus nos dá com a chegada de um novo amanhecer.
PENSANDO EM NÃO TE PERDER
Autora: Profª Lourdes Duarte
A noite chaga, depois de um dia quente de verão
Sinto que a cada minuto que passa,
A saudade vem como uma tempestade
Atordoando-me e sufocando meu coração.
Tua voz tão linda ecoa como sussurro em meus ouvidos,
E a solidão vem me sufocar nesta noite vazia
quando vejo o tempo passar em vão
Sinto a tua falta a me maltratar.
Fecho os olhos tristonhos , mais uma noite
Que irei te sentir em sonho
Sufocada pela saudade e um desejo que inflama.
Aqui neste quarto, frio e silencioso
Lá fora a chuva cai molhando a terra
E o que sinto, me faz viver pensando em não te perder.
Quem roubou tua glória? São Aqueles que planejam mas não vão à guerra que tornam-se os heróis e comemoram a vitória. E os que lutam não têm se quer um pedaço de terra e nem ao menos entram para a história.
A terra acolhe a todos, corpos bonitos ou feios. Não importa seu padrão de vida quando sua certeza é a morte!
Terra que exalta a meritocracia
Finge que não sabe o passado que tem
Diz que é só trabalhar pra ser alguém na vida
Mas nós só começa do modo ninguém
Já pensou se certa feita,
num futuro não distante,
em um mundo inconstante,
não tiver mais natureza,
sem riacho e correnteza?
E se todo rio secar?
E se água acabar?
O que você vai beber?
A do mar não vai poder.
Só nos resta preservar.
