Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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Há muitos de mim que carrego aqui dentro, uns bons, outros maus, alguns educados, outros arrogantes.
Eu mantenho cada um e só os libero em ambientes propícios.
Sou fera feroz, sou manso e pacífico.
Mas, se me descuido, alguns dos males em mim escapam e eu preciso prendê-los novamente.
Sou multifacetado...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Há lugares na alma onde nem a luz ousa entrar

⁠[sem título]

manhãs sem plateia também contam.
há um intervalo entre acordar e obedecer
onde ainda não se é função,
nem imagem,
nem ideia mastigada de beleza.
apenas corpo e respiração.

o que vem depois disso
é o que sustenta.
não o que produziu, entregou, agradou.
mas o que silenciou
o impulso de se esconder
no que já deu certo.

há dias em que o silêncio fede.
há dias em que a sombra
pesa mais que o vestido.
há dias em que nada encaixa.
e ainda assim, não se grita.
não se implode.
não se performa dor.

apenas se insiste.

não por heroísmo.
mas por uma espécie de pacto secreto com o próprio eixo.

o mundo não aplaude
quem não cede ao papel.
mas existe um tipo de vitória
que não sobe em palco:
aquela que acontece
quando o salto aperta
e, em vez de sorrir pra foto,
opta-se por tirar o sapato.

ninguém repara,
mas é ali que mora a liberdade.
no não contar.
no não provar.
no gesto pequeno de sair do personagem
sem pedir desculpa à narrativa.

não é sobre força.
é sobre não fingir mais leveza
onde se carrega concreto.
é sobre sentar-se reta na cadeira
sem torcer o corpo pra parecer menor.
é sobre encarar o espelho
e não ver projeto, nem fracasso,
só estrutura.

quando isso acontece,
quando já não se quer ser preferida, escolhida, notada
quando já não se mede valor pelo reflexo
quando não se escreve mais
pra ser entendida
mas pra não adoecer..

então sim:
há paz.

não como prêmio.
como consequência.

Juliana Umbelino

Inserida por Umamineira

O mal só habita onde há ausência de bem.

⁠Nó no gorgomilo

Há dias convivo com esse nó no gorgomilo.
Acordo cansado,
durmo em vigília.
Como demais quando posso,
e quando não, tanto faz.

Se bebo água, mijo.
Se não, só percebo dois dias depois.
Sobreviver virou protocolo.
Viver... virou luxo.

Se respiro, é automático.
Se morro, me liberto.

Inserida por yuri_de_levi

Um Pequeno Sorriso

Há dúvidas que se instalam como neblina na mente densas, persistentes, inalcançáveis por qualquer lógica. E há tristezas que não choramos, porque se tornaram parte da respiração cotidiana.

Seguimos por instinto, como quem anda sobre um fio invisível, disfarçando o peso com gestos comuns, ocultando o abismo sob passos calculados.

É uma sobrevivência sutil: esconder as ruínas enquanto oferecemos fachadas inteiras.

Talvez seja isso o que chamam de força
não a ausência da dor, mas a habilidade de seguir mesmo quando tudo desaba por dentro… e ninguém percebe.

Inserida por reinaldohilario

⁠SENTIR
.
Ter as palavras do que está escrito, antes de escrever,
O que tão somente há, na mente do escritor,
Que queria saber como se expressar,
Surrupia ele então ligeiramente,
Uma palavra que lhe escapa à mente
E experimenta se calar.
Pensa!
Pois bem, sentimento vivo,
Vislumbra imagem tão nítida e forte,
Que o tato dos cheiros e sabores não sabiam o que expressar.
Tão grande era sua vontade de descrever aquela maravilha que acabara de viver,
Pois nenhuma palavra ou letra conseguiria extravasar.
O senso do sentido tão interno e contraído, íntimo e vazio,
Preenchido com tamanha força,
Que não sabia de onde ter saído.
Abria os seus olhos e olhando para as mãos,
No entorno, donde ninguém havia assistido ou sentido.
Em pé ele fica,
Tirando os joelhos da terra batida,
Olha pros céus e em prece incontida,
Agradece à Deus
Por poder Amar a Vida

Inserida por Molini

ÁRVORE
⁠Antes de uma copa
Frutífera e Frondosa
Há de se ter as Raízes
Arraigadas e Fortalecidas
Senão qualquer que seja
A tempestade
Iremos ao Chão.

Inserida por Molini

⁠Os dias vem e vão
Como o tempo e o verão
Mas há dias nublados e frio
Os quais faço birra como uma criança não querendo viver
Não adianta é inevitável!
A verdade é que temos que aprender dançar na chuva mesmo no frio!
Priorizando o que carregamos de mais precioso!
Essa jóia chamada mente e coração
Se eu não cuidar de mim, quem cuidará?
O desafio é equilibrar e acalmar e pra isso dedico minha vida.

Inserida por EgovsAlma

⁠Sempre que alguém fala muito, sempre há quem escuta e concorda.

⁠Há comunhão verdadeira em seu lar ou apenas convivência silenciosa?

Inserida por AngelaCaldas

Chega no final do dia
Há uma alegria
no horizonte dos olhos.
⁠^
"A eternidade das árvores".
🍃 🌳

Inserida por AllamTorvic

"Quando a Tarde Confessa Silenciosamente"

Há um instante, quando o sol se inclina e os contornos do mundo se acendem em brasa, em que a alma decide falar. Não alto. Mas em sussurros. É nesse tempo suspenso entre a luz e a escuridão que me confesso ao céu — e o céu, generoso, não me interrompe.

Ali, no exato momento em que o dia se despede sem prometer retorno, despeço-me também das culpas que nunca ousei nomear. Revelo as saudades que ainda ardem, os afetos que não soube cultivar, as palavras que morreram na garganta, as esperas que jamais se cumpriram.

Falo baixinho com a luz que se deita. E ela me entende. Há uma linguagem no pôr do sol que só se aprende com o tempo: a linguagem do não dito, do que pulsa nas entrelinhas, do que escorre por dentro, sem ruído. O céu se tinge de confissões veladas — e eu, feito parte dele, também me pinto de verdade.

No crepúsculo, tudo parece mais leve — até mesmo o que mais pesa. É como se o coração encontrasse abrigo na paleta avermelhada do entardecer. Como se o mundo, por um breve segundo, aceitasse a imperfeição como forma de beleza.

E quando o sol, por fim, desaparece, não é o fim — é o início de um entendimento. O escuro não assusta quando o coração foi ouvido. Porque ali, naquela cena de despedida que se repete todos os dias, minha alma reencontra a paz... de simplesmente ser.

Inserida por rosangela_montano_1

⁠Há gestos que vestem a alma com a leveza que o espelho inveja.

Inserida por ninhozargolin

⁠"Amor em Camada de Valência"

No silêncio atômico do ser,
há um núcleo que só quer entender
por que falta algo no fim do dia,
como se a alma pedisse alquimia.

Sou ametal, um ser de atração,
não busco ouro, nem combustão.
O que me falta é só conexão,
um elétron que acalme meu coração.

Tua carga vem de longe, flutua,
como próton que à noite recua.
E eu, com fome de completar,
atraio o que tens pra doar.

Mas não é roubo, nem imposição —
é enlace, é química, é comunhão.
Compartilhamos elétrons com calma,
como quem entrelaça corpo e alma.

E se a vida é feita de ligações,
de forças fracas e paixões,
então que sejamos moléculas unidas,
pelo amor que dá sentido às vidas.

Inserida por kadulouzada

⁠Tardes com Teu Nome

Há um instante no crepúsculo que cai,
Quando a luz, já cansada de ser sol,
Se derrama nos vidros a cantar
Um segredo que o mundo não sabe ouvir.

É nessa hora branda, quase parada,
Que teu rosto se forma no ar morno:
Não é lembrança, é presença delicada,
Um refúgio de sombra no fim do dia.

Penso em ti — e o tempo se dobra:
O vento traz tua voz nas folhas secas,
A poeira dourada dança devagar
Como gestos teus pela sala vazia.

Ah, que ofício simples e profundo
Deixar que a saudade, lenta, se instale: Pois ainda não vivi.
Não dói, aquece. É um fogo brando
Que a tarde carrega em seu manto largo.

O mundo lá fora se tinge de mel,
As nuvens desfiam algodão doce,
E eu — apenas navego sem pressa
Nesse mar calmo onde teu nome é porto.

Porque pensar em ti à tarde não é fuga:
É encontrar, no meio do dia que finda,
A quieta certeza de que existes,
E que essa luz, por um instante,
É tua mão acariciando o horizonte...

Inserida por OdaraAkessa

⁠"Há um sussurro no universo: aquilo que procuras, também te procura. O que é teu conhece o caminho até ti. Tudo já dança no invisível, antes de tocar o chão do real."

Inserida por mironfsa

⁠Boa noite!
É tão bonito quando alguém fala e a gente sente que há verdade.

Inserida por sol_sorte

⁠"Está acompanha de vozes, gente, multidões - Há um silêncio que grita dentro de mim - é desta solidão a qual eu me refiro.

Inserida por rosemeri_tulio

⁠Morrer é Injusto

Morrer é injusto tão cedo, tão frio,
Quando ainda há sonhos no peito vazio.
Não pede licença, nem diz o porquê,
Só leva embora quem a vida quer ver.

É roubo sem rosto, é sombra sem cor,
Um fim que não cabe num mundo de amor.
Deixa perguntas no ar, sorrisos partidos,
E passos perdidos em caminhos vencidos.

Por que se desfaz o que mal começou?
Por que o adeus vem sem quem suplicou?
A vida se esvai, e ninguém pode deter,
Esse silêncio cruel que é o morrer.

É injusto, é demais, é duro demais,
Ver olhos fecharem sem olhar para trás.
Mãos que abraçavam, já não vão tocar,
Lábios que riam, não vão mais cantar.

Mas mesmo na dor, que o tempo não cura,
Há algo que fica, uma luz que perdura.
Pois quem partiu cedo, por mais que doa tanto,
Ficou nos abraços, ficou no encanto.

Ainda assim, é injusto, cruel, imoral,
Levar quem amamos sem gesto final.
Morrer é um erro que a vida comete
Um fim sem justiça, que a alma repete.

Inserida por Giltamele