Nao Gosto do que Vejo

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Adaptabilidade e transição
tecnológica são necessárias,
Embora não superem andar
contigo de mãos dadas ao ar livre
para que o amor não nos evite.


Colher Capinuribas-amareladas,
ouvir a cantoria dos pássaros
e mostrar as ideias românticas
nunca serão por nada superadas;
porque somos pessoas atlânticas.


Quero sair com você pelo mundo
afora e inspirar o mais profundo
para que outras almas se sintam
a ter orgulho do amor e inspiradas.


Que digam que incansavelmente
toda a poesia não deu em nada,
que a glória de ter seja eternizada.

Não é vergonha ser pobre,
e vigora como dizem por aí:


"- Vergonha mesmo
na vida é só ter dinheiro...",


Vergonha é não reconhecer
que fica feio juntar duas
vezes a letra r por obediência
acadêmica à Nova Ortografia,
sem ter a consciência de estar
destruindo a beleza da palavra.


Não tem muito tempo tempo
que alguém achou que iria reinar
na ofensa desferida ao outro,
só pelo fato dele ser pobre.


Em queda livre pediu socorro
quando foi confrontado
com educação e cultura,
e depois disso vestido
pela falta de berço
e moral paladina de subsolo,
ironizou que o interlocutor
deveria ser salvo da loucura,
achando que iria afetar com êxito,
e recebeu a seguinte resposta:




- Não preciso de salvação, eu sou poeta.

Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.

Sururina-da-serra
cantando a memória
comigo não erra.

O preço para ser mulher
fatal de salto agulha,
é algo que admito que
não consigo sustentar,
Nem mesmo as que assumem
este papel - lá no fundo -
nunca conseguiram,
e nem conseguirão se realizar.


A maîtresse oportuna sempre
que oportuna conhece o espaço
para o seu papel mostrar,
Como a poesia que sou, lembre,
que a minha vocação é feita,
- para durar, e continuar;
Porque corre nas minhas veias
a essência das mulheres eternas.


Destas mulheres que reconhecem
o seu apoio para colher a Gueroba,
que contam com a sua força
para colher quando chegar
no tempo certo o palmito,
Não precisam nem pedir
o seu senso de preservação,
porque tu sabe que é preciso;
e te retribuir com uma boa
mesa posta com todo o carinho.

A chave no meio do decote
com habilidade o seu paladar
maduro conseguiu encontrar,
Não nego que virei predadora
dos teus lábios de Umbu-cajá.


Com esta brincadeira sedutora,
vamos que vamos nos entregar,
Juntos somos o que queremos
do jeitinho perfeito de namorar.


A cada novo segredo conhecido
surgirá outro descoberto
por instinto, e o que é infinito.


Quanto mais iremos buscar
em nós, mais vamos achar.

Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.


O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.


(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).

Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.


O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.


Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.

Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.


Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.


Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.


Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.


No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.

Todos os caminhos
que não foram escritos,
Serão coincididos
com Versos Intimistas,
que trarão os teus
lábios para encontrar
de uma vez por todas
com os meus lábios,
Para morar de vez
nos meus espaços.


Sob a benção do lindo
e frutífero Butiazeiro
poético, sublime e infinito,
Serei eu o teu amor
sereno e derradeiro,
pelo qual o coração
se dará pelo meu inteiro.

Não é apenas só um desejo,
não é um sonho passageiro,
é um propósito - um cortejo,
de manter o mel da sedução
vivo no coração e nos lábios.


Não nutro a expectativa de ter
alguém só por ter ao meu lado,
escrevo poemas para atrair
um coração forte e preparado,
para viver a grandeza do que
é simples - amar e ser amado.


O lúbrico, o libidinoso, o lascivo,
o sensual e o carnal envolvidos
com o que é dos nossos espíritos,
não podem jamais vir a nos faltar,
por isso é preciso com afeto cultivar.


O encantamento e o envolvimento
se não for por nós bem acordado,
isolados viram apenas enfeites,
sem o proteger e o bem cuidar,
podem nos afastar dos deleites
até de um raro Umari compartilhar.

Não importa mesmo
se for Tucumã-do-Pará
ou Tucumã-do-Amazonas,
Só sei que Tucumã,
assim como beijos de amor,
em hipótese nenhuma,
jamais podem faltar,
Para nos teus lábios
com doçura grudar
sem nunca cansar de beijar.

Os meus Versos Intimistas
a cada leitura têm a mesma
gostosura do Tucumã,
E eu não sou diferente
porque quanto mais você
se afasta dentro o amor
a cada dia segue crescente
- poético e imparavelmente.

Os meus Versos Intimistas
têm aroma e sabor de Pajurá,
Não se onde você está,
amoroso comigo por dentro
continua sempre a me levar,
porque nunca deixou de me amar.

O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.


Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.

Não existe florada igual


ao do poético ceibal


sob o Hemisfério Austral


na beiradinha do rio


dos pássaros coloridos.






Deveria ser proibido


olhar com outros olhos


que não os teus olhos


tão infinitos e lindos


para a beleza do Uruguai.






Porque os teus olhos


são o meu principal motivo


para olhar para frente


com o que há de mais romântico,


e não pensar nunca mais


sequer dar um passo atrás.

Política e geopolítica não podem servir de pretexto para um tiranizar o outro individualmente. Não faz nenhum sentido discussões intermináveis entre nós que somos da base da pirâmide sem nenhum poder real de decisão.

Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
interesse com certeza.


No Hemisfério Sul é só
o primeiro dia de agosto,
Do sabor da grumixama
quero partilhar o gosto
aos beijos, a chama,
e tudo o que nos ufana.


Próprio do tempo invernal
olhamos para dentro,
em total enamoramento
o andor, o ritmo e o desejo
estão em transbordamento,
Não falta muito para viver
a nossa real história de amor.

A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.


Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.


Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.


Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.