Nao Gosto do que Vejo
A hipocrisia existe em todos os tons. Falta de educação não pode jamais ser confundida com sinceridade.
Sonhe, fale e aja com amor,
mesmo que você nunca tenha recebido,
porque mesmo que você não acredite,
um dia o amor virá para ficar na tua vida.
A melhor academia para mim é estar no coração do povo. O coração do povo me basta. Não vivo de enfeites.
A regra humana é: faça o que eu diga, mas não faça o que eu faço. E sobretudo gritar nos ouvidos de quem não merece para fazer valer a autoridade.
A pessoa pode até enganar o teu coração, mas não por muito tempo. Pessoas românticas são pessoas fortes e se refazem com mais facilidade porque são o próprio amor, acreditam nele e só permanecem ao lado delas pessoas verdadeiras.
Se usar máscara para te proteger do vírus não te motiva, use máscara para nos poupar da sua feiúra!
Ser compassivo não significa absolver todos; significa nunca deixar de enxergar aqueles que responsabilizamos.
A dor mais profunda não é aquela que nos faz chorar diante do mundo, mas a que nos força a arquitetar um sorriso para esconder o colapso de uma alma que esqueceram de resgatar.
Desculpa se eu não fiz tudo como você queria. Desculpa.
Desculpa se eu não abaixei a cabeça, se eu não me submeti.
Desculpa se eu não fui o que você quis. Desculpa.
Eu peço desculpa se eu não agradei, se eu não agrado, se não vou agradar.
Mas eu peço desculpa a mim.
Desculpa é a mim, a quem eu devo mais amar.
Nildinha Freitas.
“Quando a Noite Esquece as Estrelas”
Há momentos em que a vida apaga o céu.
Não necessariamente porque tudo terminou, mas porque nossos olhos, cansados de procurar respostas, já não conseguem distinguir as estrelas.
É então que descobrimos uma verdade incômoda: quase nunca sabemos o quanto dependemos de uma luz até caminharmos pela escuridão.
Passamos boa parte da existência acreditando que somos suficientes. Construímos certezas, defendemos nossa independência, levantamos muros em torno das fragilidades e chamamos isso de força. Mas basta uma ausência, uma distância inesperada, uma noite um pouco mais longa, e percebemos que havia alguém iluminando silenciosamente partes de nós que jamais soubemos iluminar sozinhos.
Talvez seja isso que significa ter uma luz que nos guia.
Não é alguém que conhece o caminho inteiro. Não é alguém que possui todas as respostas.
É simplesmente uma presença diante da qual ainda conseguimos acreditar que existe uma manhã depois da noite.
E existem noites terríveis.
Noites em que voltamos para nós mesmos quebrados, envergonhados pelas escolhas que fizemos, carregando nas mãos os pedaços daquilo que jurávamos ser. Nessas horas, não precisamos necessariamente de alguém que nos salve. Precisamos de alguém que permaneça. Alguém que consiga olhar para nossas ruínas sem confundi-las com aquilo que somos.
Porque o ser humano não é apenas aquilo que conseguiu preservar.
Também somos aquilo que tentamos reconstruir.
Talvez por isso amar seja uma das formas mais difíceis de coragem. Amar alguém é saber que um dia a distância poderá chegar. É compreender que nenhuma promessa consegue impedir completamente a perda. É colocar alguma coisa preciosa demais sobre a mesa sabendo que a vida não oferece garantias.
E, mesmo assim, colocar.
Mas existe também uma advertência silenciosa nisso tudo: não podemos atravessar a existência de braços cruzados esperando que outra pessoa faça nascer o nosso amanhecer. Uma luz pode indicar o caminho, mas nossos pés ainda precisam caminhar.
Há uma espécie de cegueira que não nasce da escuridão, mas da desistência.
Quando paramos de procurar.
Quando deixamos de perguntar.
Quando aceitamos viver apenas daquilo que já sabemos.
Por isso precisamos continuar descobrindo alguma verdade nova, mesmo depois de tantas decepções. Precisamos conservar alguma capacidade de espanto. Talvez envelhecer verdadeiramente não seja acumular anos, mas perder a capacidade de ainda se maravilhar diante de alguém, de uma ideia, de uma manhã ou da possibilidade de começar novamente.
E talvez algumas pessoas atravessem nossa vida justamente para nos lembrar disso.
Elas não eliminam a noite.
Não afastam todas as tempestades.
Não prometem que voltaremos inteiros.
Apenas deixam uma pequena claridade acesa dentro de nós.
E quando tudo parece distante, quando nenhuma estrela permanece visível e quando o mundo inteiro parece ter esquecido o caminho de casa, compreendemos finalmente:
há luzes que enxergamos com os olhos.
E existem aquelas que só reconhecemos depois que o mundo escurece.
São essas que levamos conosco.
Porque algumas pessoas não iluminam simplesmente o nosso caminho.
Elas nos ensinam que, mesmo perdidos na noite, ainda existe dentro de nós alguma coisa procurando pelo amanhecer.
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
Uma sociedade verdadeiramente sábia não pergunta apenas quantos crimes puniu, mas quantos conseguiu evitar que acontecessem.
