Nao Gosto do que Vejo
NÃO SE APRESSE
O tempo passa tao devagarinho, é agente que se apressa em querer chegar logo, e nessa agonia perdemos tantos detalhes importantes, tantos momentos que valiam tanto à pena ser vividos mais que não foram valorizados e o pior é que quando agente chega no final dessa estrada, percebemos que corremos por nada, talvez pisamos tanta pessoas por nada, pois o final da estrada é só o final, é um lugar que agente fica pra relembrar os lugares que agente passou até chegar lá, e quando não há lembranças o que resta é um vazio, uma solidão.
Por isso viva, não perca nenhum momento, nenhuma chance de sorrir, de está com quem você ama, com quem você se sente bem, pois esses momentos valem mais que mil riquezas e qualquer fortuna.
TRAVESSIA
Chorei o amor que se foi
com a certeza de que já não me cabia.
Não por falta de espaço,
talvez por falta de diálogo,
ou por culpa minha.
Mas como achar culpados
numa via de mão dupla?
Era mais descompasso.
Um passo errado
e cruzamos a contramão.
Depois restou
a mania estúpida
de culpar o coração.
Chorei o amor que se perdeu
atravessando a rua no sinal vermelho.
Não olhei pros lados.
Queria chegar
ao outro lado mais cedo.
E do outro lado, só havia eu.
✍🏻Lute, mas não se esqueça de descansar porque do contrário só tua "sombra" vai sobrar pra quem ficar.
😴😊♾️💤💟💌🔲
Os anjos não decidem como a História acontece, apenas anunciam e acendem a fogueira para que ela seja contada.
Jiaolong e a Virtude da Água
A água no lago:
— Em mim, não é fraqueza; é autocontenção.
A água no rio:
— Em mim, é a paciência de quem, ao buscar a si mesmo, alcança.
A água no mar:
— Em mim, é saber que posso, e escolher quando.
A água no oceano:
— Em mim, força sem consciência torna-se ruína; consciente da minha força, transformo-me.
Ser detentor de cargos e títulos não significam crescimento espiritual. O verdadeiro crescimento espiritual é quando crescemos em um relacionamento de intimidade com Deus. Muitos confundem essa questão.
O ABISMO CROMÁTICO DA CONSCIÊNCIA.
Há músicas que não atravessam apenas os ouvidos.
Elas penetram regiões esquecidas da psique.
Fendas subterrâneas da memória.
Catacumbas emocionais onde antigos fantasmas ainda respiram em silêncio.
A melodia dissolvia lentamente a arquitetura racional do espírito.
Tudo parecia transformar-se numa espiral líquida.
As paredes do mundo abandonavam sua geometria ordinária.
O tempo deixava de correr horizontalmente e passava a afundar-se em círculos.
Então a consciência começou a ver cores que não pertenciam ao espectro humano.
Azuis metafísicos.
Violetas litúrgicos.
Dourados sepulcrais semelhantes ao brilho de velas acesas em cemitérios abandonados.
Havia um oceano dentro da mente.
E nele flutuavam rostos esquecidos.
Amores interrompidos.
Infâncias mortas.
Nomes apagados pelo pó dos calendários.
Cada nota parecia abrir uma porta invisível entre dimensões interiores.
Como se a alma fosse um corredor infinito de espelhos líquidos.
E em cada reflexo existisse outra versão de nós mesmos.
Mais triste.
Mais lúcida.
Mais próxima da eternidade silenciosa das estrelas.
O universo inteiro pulsava como um organismo alucinógeno.
Galáxias respiravam.
Planetas sonhavam.
E os pensamentos humanos surgiam apenas como pequenas partículas elétricas perdidas na vastidão cósmica.
A realidade começou então a desfazer-se como tinta diluída na chuva.
Os relógios tornaram-se inúteis.
Os nomes perderam importância.
O corpo parecia distante.
Quase um objeto abandonado pela consciência durante uma experiência transcendental.
E no centro daquele delírio cromático surgia uma figura etérea.
Uma mulher construída de névoa lunar e melancolia.
Seus olhos continham auroras boreais moribundas.
Seus cabelos moviam-se como fumaça dentro do espaço sideral.
Ela não falava.
Apenas olhava.
E naquele olhar existiam séculos inteiros de solidão metafísica.
Subitamente compreendi que o ser humano passa a vida inteira tentando anestesiar-se contra o infinito.
Criamos rotinas para não ouvir o vazio.
Criamos ruídos para não perceber o eco da existência.
Criamos multidões para fugir do próprio abismo.
Mas certas melodias rasgam os véus psicológicos.
Elas arrancam a consciência de sua zona anestesiada.
E fazem a alma contemplar aquilo que normalmente permanece oculto sob a matéria.
A vertigem.
O mistério.
A insignificância humana diante do cosmo.
E ao mesmo tempo a beleza terrível de existir por alguns instantes dentro da eternidade.
No fim restava apenas silêncio.
Um silêncio tão vasto que parecia conter o nascimento e a morte de todos os universos.
E dentro dele a mente continuava caindo.
Lentamente.
Belamente.
Como uma estrela moribunda mergulhando em seu próprio sonho.
Se tudo na vida fosse fácil, algumas pessoas não iriam se dedicar a estudar tanto para aprender o que ainda não sabem sobre a vida..
Tá difícil, né? Mas tenha calma. Se você estudou, então não será difícil chegar lá, mas se você não se preparou e quer porque quer aquilo sem preparação, então com certeza irá sofrer para conseguir, vai falhar. Não porque é fraco, mas por falta de preparo tanto físico quanto clínico e mental...
Se tudo der certo farei grandes proezas, mas se não der certo terei certeza que preciso estudar praticar para ver onde está o erro que me barrou de não conseguir aquilo que almejei por anos de estudos. Nada está perdido mas exige um melhor preparo..
"Não sei todas as respostas das suas inúmeras perguntas, mas sei que aprendo a descobrir quando leio livros ou leio seus olhos."
O IMPERDOADO.
A infância não chegou como jardim.
Veio semelhante a um corredor austero de vozes severas.
Mãos invisíveis moldaram-lhe os ossos da alma.
Ensinaram-lhe a curvar-se antes mesmo de compreender o peso dos céus.
Disseram-lhe que sentir era fraqueza.
Que o homem digno deveria transformar lágrimas em silêncio.
Que a obediência era mais importante que a verdade interior.
Então ele cresceu.
Cresceu como crescem as árvores atingidas pelo inverno perpétuo.
Fortes por fora.
Mortas em regiões ocultas.
Carregava nos olhos um oceano imóvel.
Os dias passavam semelhantes a procissões de ferro.
O mundo exigia máscaras.
E ele as vestia uma após outra.
O filho exemplar.
O homem disciplinado.
O rosto imóvel diante das tragédias.
A criatura útil diante das engrenagens sociais.
Mas cada renúncia enterrava um fragmento de si.
As cidades iluminavam-se enquanto sua consciência escurecia.
Os salões celebravam triunfos vazios.
Os homens brindavam conquistas sem perceber o abismo que carregavam no peito.
Toda civilização possui seus palácios.
E seus cemitérios invisíveis.
Ninguém ouviu o colapso dentro dele.
Certas dores não produzem gritos.
Produzem desertos.
Durante anos caminhou entre multidões como um espectro filosófico.
Falava pouco.
Observava muito.
Aprendera que o mundo teme aqueles que enxergam excessivamente.
Então certa noite.
Quando os sinos interiores da existência estremeceram sua memória.
Ele viu.
Viu a própria vida semelhante a uma catedral incendiada.
As virtudes impostas.
Os afetos mutilados.
Os sonhos executados lentamente pela disciplina cruel dos homens.
Percebeu que fora domesticado para sobreviver.
Jamais para viver.
E naquele instante o universo tornou-se pesado.
As estrelas pareciam lápides suspensas sobre a humanidade.
O vento possuía gosto de ruína antiga.
Os rostos humanos tornaram-se máscaras fatigadas buscando sentido entre guerras, vaidades e solidões intermináveis.
Então o Imperdoado ergueu-se.
Não como herói glorioso das antigas epopeias.
Mas como sobrevivente metafísico de uma civilização emocionalmente enferma.
Sua revolta não nasceu do ódio.
Nasceu do esgotamento da alma.
Ele compreendeu que muitos homens morrem décadas antes do túmulo.
Que inúmeras existências continuam respirando mesmo depois da destruição interior.
Que existem corpos vivos carregando espíritos exaustos pelas avenidas do mundo.
E chorou.
Não por fraqueza.
Mas porque finalmente encontrou os escombros de si mesmo.
As muralhas emocionais desabaram como impérios antigos.
Toda a dor silenciada regressou semelhante a uma tempestade sepulcral.
As humilhações esquecidas.
Os amores sufocados.
As palavras jamais pronunciadas.
As despedidas jamais compreendidas.
Tudo voltou.
E diante da eternidade indiferente das constelações.
Ele fitou a própria existência e disse silenciosamente.
“Roubaram-me a essência antes que eu pudesse conhecê-la.”
Desde então tornou-se andarilho das sombras interiores.
Não buscava glória.
Não desejava absolvição.
Procurava apenas um fragmento intacto da própria identidade sob os destroços do mundo.
Porque certas almas não desejam vencer.
Desejam apenas não desaparecer completamente dentro daquilo que os homens chamam civilização.
E os céus permaneceram imóveis.
Como sempre permaneceram diante das tragédias humanas.
Reze com fé, mas nunca durma longe do seu revólver
os anjos portam espadas e não flores, ou seja até Deus sabe que nem tudo se resolve na conversa
