Nao Gosto do que Vejo

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A paz não é e nunca foi barata. Às vezes, para adquirí-la precisamos abrir mão de várias outras coisas. Mas, confesso: é um investimento que vale cada centavo pago.

O problema do medíocre não é a mediocridade em si. O problema dele é não se ater aos limites da sua mediocridade e, consequentemente extrapola-la para reclamar, criticar e condenar quem está além dela.

Solidão não é sobre estar sozinho é sobre estar acompanhado mas, impedido de manifestar a sua opinião, seus medos, sentimentos ou emoções.

Eu não posso fazer nada se o meu 'não' te desagrada. O meu compromisso é agradar a mim mesma. E confesso: isso já me dá um trabalhão danado.

Caráter não é honrar só o que foi assinado ou registrado em cartório. Caráter é honrar o que foi dito e, sobretudo, o que não precisa ser dito.

Liberdade não é apenas escolher quem você quer na sua vida mas, também quem você não quer nela.

Confiança não é transmitida no que você diz, é transmitida no que você faz.

Fidelidade não é apenas honrar o que foi dito é, sobretudo, honrar o que está nas entrelinhas de um compromisso inaudito.

A gente percebe que é livre quando entende que não é dono da verdade mas, que tem liberdade para mudar ou não de opinião sempre que um outro ponto de vista nos for apresentado.

Para saber o valor das coisas que temos basta imaginar o quanto pagaríamos por elas se não as tivéssemos e estivessem à venda.

Não importa qual seja a tua religião, desde que ela te torne uma pessoa melhor.

Se não servir pra buscar a perfeição ou na melhor das hipóteses chegar bem perto dela, de nada nos serve a consciência de que somos seres imperfeitos.

Como não vou acreditar em milagres se eu própria sou o maior de todos eles?

A minha história não é algo estático e acabado, é uma mistura meio mágica dos meus ontens, hoje e amanhãs, de forma que eu não sei exatamente onde termina um e onde começa outro.

O corpo vive onde está, mas a alma não, a alma não tem nacionalidade, não tem espaço nem tempo, a alma vive onde sonha, onde ama, onde é livre.

Com o tempo a gente aprende que a vida além de justa é recíproca. Não há nada que você dê que não receba de volta.

Na escola da vida ninguém consegue ser um bom professor se também não for um bom aluno.

Se você não conhece os próprios defeitos fatalmente está condenado ao erro.

Eis que a solidão se fazia imponente e não era mais que uma chuva silenciosa, que arrasta as folhas em suas enxurradas de galhos ressequidos a se perder na estrada. A solidão muito mais aprofunda nossas raízes no peito vívido da terra, em seu teto de atmosfera que cobrem todos os homens e suas fragilidades campestres. Minha honra é destrinchar o horizonte e recuperar o ontem que ainda se faz no agora. Ponho-me a comer amoras e desce de meus lábios líquidos roxos quase pretos. A amora traz em seu significante o amor que se demora. Bebo a água que me bebe e se esvai na estratosfera das mãos que buscam reconciliação, pois que é vã ceifar a terra de nossas colheitas e se dispersam os sonhos inocentes que se desmancham na terra vermelha. Somos fios de esplendor na imersão da cores em construção. A solidão se faz solitude na medida da incompletude de todos os pássaros que sobrevoam a cidade. E se faz rara a felicidade autêntica na boca ao mostrar os dentes. No tribunal as colinas tomam as decisões e são rigorosas todos os processos da alma em estágios avançados de se clamar ao sagrado a absolvição de nosso sangue irmão, que em longa contemplação se saceiam de nuvem na quietude da noite que chega discreta a escurecer a voz do trovão nos pés dos elementos encandeados. Os versos perscrutam a vida e suas partidas que mais se fazem comedidas a salvar a alegria dos dias. Eu volto minha face ao mar e me elevo em grandes ondas que se fazem inquietas. O amor no ar me ilumina e mais preservo a retina ao filtrar as palavras e deixá-las ensolaradas a raiar até mesmo na madrugada. O coração é o riso do campo se tanto mais encantos florescem no jardim das orquídeas em festa. Um mar de afeto nos trás para bem mais perto. E o poema se faz em versos de amor que floresceram na inesperada construção do agora. O amor se demora em brilhos da íris que finalmente encontra abrigo e somos fraternal amigo.

O Direito ensina, antes de qualquer outra coisa, a suportar o tempo da verdade. A não deduzir. A não preencher silêncios com a própria suspeita. A diferenciar o que é dito, o que é provado e o que é apenas presumido.

Estudar Direito, para mim, não é abandonar nada do que já me move, é dar forma jurídica àquilo que sempre foi posição: defender com método, exigir com critério, julgar com prudência.