Nao Gosto do que Vejo
SUSPIROS (soneto)
Um pesar tão mais saudoso, assim não vejo!
Um vazio no silêncio, barulhento, sem pudor
De tão é a infelicidade, que terebrante é a dor
Que vagar algum pode ofuscar o tal lampejo
Dias rastejam, noites em romarias no andor
Da angústia, que enfileiradas num cortejo
Levam preciosos instantes, pra num despejo
Jogá-los ao luar, sem quer um pejo, amor
Ah! Que bom seria, eu ter qualquer traquejo
No dom da oração, e me ouvisse o Criador
Através do meu olhar, rogando por ensejo
Essa saudade tão mais triste, ainda é clamor!
Inda estão nos versos que no poetar eu adejo
Tentando recreio, para os suspiros transpor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Julho de 2016
Cerrado goiano
Quando eu tiro uma fotografia não vejo apenas uma imagem. Vejo a alma, a sensibilidade, a transparência. Vejo a verdade, a sinceridade, a vida. É como se eu capturasse momentos profundos, de autenticidade e de beleza em cada clique. Cada fotografia tem milhares de pixels, mas quantos deles conseguimos realmente ver? Como se pudesse sentir o que aquela fotografia tem a nos dizer, sem precisar de palavras.
Fotografia digital
Acordei
Já pensando em você
E já faz tempo que não lhe vejo
Não restou nenhuma foto
Mais ainda guardo
Em minha memória
Cada pedacinho de te
Como fotografia em um álbum digital
Que não perde
A cor!
O brilho!
O papel!
Muito menos o amor.
Há quem veja na tristeza um combustível poético. Mas eu não vejo assim. Sou escravo da fascinação e minhas letras são o fruto perfeito de tudo que me encanta!
Não vejo problema algum em estar sozinho com minhas convicções. Só tomo cuidado para que elas não me envaideçam!
Severino Pinto cantando com Lourival se auto-elogia:
No lugar que Pinto canta
Não vejo quem o confunda
O rio da poesia
O meu pensamento inunda
Terça, quarta, quinta e sexta
Sábado, domingo e segunda.
Lourival prontamente responde:
Sábado, domingo e segunda
Terça-feira, quarta e quinta
Na sexta não me faltando
A tela, pincel e tinta
Pinto, pintando o que eu pinto
Eu pinto o que Pinto pinta!
O que você vê sempre será diferente do que eu vejo, mesmo que estejamos olhando exatamente para o mesmo lugar.
só em olhar seu rosto quando vejo...meu coração bate mais forte sinto uma sensação unica ..e um sorriso dispara em meu rosto....resumindo nunca senti nada assim antes só em falar com um pessoa que eu nunca vi .nem tom da sua voz .de sua pele não sei como Você e mas e tao diferente
De ma fenêtre - Da minha janela
Da minha janela, eu via o ir e vir de pessoas sempre apressadas, como o Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas. Dentro de seus carros, em suas motos, bicicletas ou mesmo com passos acelerados, suas expressões gritavam “Estou atrasada, estou atrasado! Olha a hora, olha a hora!”
Alguns dias eu observava atentamente e algumas coisas se destacavam. Como os carros, verde limão, amarelo e o rosa que passavam quase sempre no mesmo horário, também havia um simpático casal de ciclistas e um grupo de pessoas barulhentas que caminhavam em direção ao ponto de ônibus. Não conheço, nenhuma dessas pessoas, mas não as vejo mais, suas histórias e seus caminhos, mudaram.
Da minha janela, agora eu vejo a rua vazia, tranquila. E apesar de estar em uma região central de uma capital, é como se fosse um bairro de uma cidade pequena, onde crianças poderiam sem medo, estar correndo, rindo, se divertindo (como eu fazia na minha infância), mas não existem crianças na minha rua.
Da minha janela, alguns dias, eu posso aproveitar os tímidos raios solares, me fascino e tenho medo das tempestades e algumas vezes, vejo a Lua e as estrelas (pois aqui quase sempre o céu está nublado).
Da minha janela, as coisas que mais gosto de ver são aquelas que meus pensamentos trazem, enquanto tomo meu café, meu chimarrão ou minha taça de vinho (depende do momento), e olho para o céu, para as árvores ou para o nada, sem fixar o olhar
Da minha janela eu vejo o meu ontem e planejo o amanhã.
Eu gosto da minha janela!
Luana Kaminski
Sentinelas
Vejo os teus cabelos soltos.
Á volta do teu rosto, ficam
como vigias, dele.
Esse teu rosto meigo doce e
lindo, que eu não atrevo as mãos
nele passar
Teus cabelos são sentinelas da
jóia que tu és.
Sinto de ti tão perto estar,
quase ouso os teus lábios beijar.
Teus olhos para mim sorriem
e me encorajam, mas o medo de não
gostares me fazem recuar.
Então, como os teus cabelos fico,
fixo a te olhar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Na frente está o futuro, aqui cá estou segurando as redias deste, a guiar a sua direção de acordo com o que vejo, sinto e percebo, apenas aqui. Por isto serei hoje, sentirei hoje, farei e acontecerei hoje assim como posso e desejo.
Embora me digam... Que meus olhos são azuis
Eu ainda vejo as coisas em preto e branco.
Mais preto do que branco.
Eu VEJO VOCÊ...
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Vejo você mesmo quando se mantém distante dos meus olhos.
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Vejo você por de trás só sorriso que insiste em mostrar para o mundo.
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Vejo você, quando mesmo em silêncio seus olhos me dizem tudo que seu coração tem transbordado.
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Vejo você em cada grito abafado.
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Vejo você, em seu modo natural, real, como nem mesmo você mesmo se perceba.
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Eu VEJO VOCÊ, em sua mais translúcida essência. -
Eu VEJO VOCÊ, com todo carinho, respeito, ternura e cuidado que há tempos você anseia.
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E por que te quero bem é que te enxergo tão além. É por isso que te sinto, é por isso que, a todos os momentos, EU VEJO VOCÊ!
