Nao Gosto do que Vejo
Mas eu não vim até aqui
Pra desistir agora
Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Componho pra não me decompor
Poeta maldito perito na arte
De Arthur Rimbaud
Garçom, traz outra dose, por favor
Que eu tô
Entre o Machado de Assis e o Xangô
Se tudo tem que terminar assim
Que pelo menos seja até o fim
Pra gente não ter nunca mais que terminar
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção. E tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão, uma estrela de brilho raro, um disparo para um coração. A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês. Vivendo num país sedento, um momento de embriaguez. Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter… Um dia me disseram quem eram os donos da situação, sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão. E tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum, como um dia depois do outro, como um dia, um dia comum. (…) Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também. Quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem… Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter.
O que muitos interpretam como mau humor não é senão firmeza de espirito que só existe naqueles que, antes tarde do que nunca, encontraram um objetivo para suas vidas e o perseguem com a ferocidade causada pelo tempo desperdiçado em vão.
Menina canta pra lua,
Viva a Vida, ela é só sua.
Menina ama de verdade,
Não vive só na saudade.
Menina luta…, veja com o coração, viva com emoção.
Ama por amar, o amor é farto, é doação.
Sabe saborear o gosto amargo e doce da vida.
Menina doce…vive.
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir.
Já falei com algumas pessoas e não entendi nada.
Já olhei em alguns olhos e compreendi tudo.
JÁ DISSE: VÁ, querendo dizer: FICA!
E a vida é MUITO, para ser insignificante.
Eu que não fumo
Queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse ultimo mês
E eu que não bebo
Pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair.
Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção.
Poderiam seguir caminhos diferentes. Mas não pôde deixar de pensar com seus botões: Que terríveis absurdos estamos dizendo!
