Nao Gosto do que Vejo
Vejo que quanto mais obstáculos, mais chance de vitórias, quanto mais a ventania prossegue, mais forte ficamos...o cansaço só nos abate quando percorremos uma longa estrada. Não podemos parar no meio do caminho, porque certamente, a vitória está próxima.
A noite está linda
Vejo estrelas, milhões delas.
Fascínio que toma conta do meu ser
Elas são libertas
Gostaria de ser assim
Uma estrela que vê
O que eu não posso ver
Todas as noites olho para o céu
E vejo estrelas radiantes
Fico imaginando a quantidade
Milhões delas
Indefiníveis existentes
Baluartes cintilantes
Mas você deve concordar comigo
Elas são lindas, brilhantes e maravilhosas.
Sei que para muitos, somente luzes que brilham.
Para outros, luzes que iluminam os seus caminhos.
Outros mais devem pensar que elas estão lá porque tem que ficar lá
Mas eu as vejo em visão divina
Acho tudo isso e mais um pouco
E digo mais
Quando o entardecer vai chegando
E o sol vai se pondo
Dando permissão a imensa sombra surgir
A noite brilha
É lógico que elas vêm bordadas no véu da noite
E eu na minha humilde alegria
Corro para o jardim
Paro e olho a imensidão do céu
A visão é estonteante
Céu, como um véu negro.
Às estrelas brilham em suas numerosas irmãs
Abro um sorriso e grito em minha mente
Boa noite estrelas lindas, brilhantes e maravilhosas.
Vocês são lindas e gigantes
Agradeço a Deus onipotente
Por permitir meus olhos contemplar
E vivenciar todos os dias esse momento glorioso
O curioso é que sinto
Sei
É impressão
Mas sinto no olhar
Elas são desinibidas
E assim vou vendo-as mais e mais
Surgindo no bordado negro
Milhões de pontos brilhantes, algumas muito pequeninas.
Quase invisíveis aos olhos
Como ponto de luz fosse
Escorço da natureza celestial
Lindas e majestosas
Da a impressão em meu ser
Que elas me conhecem e também me esperam
Tenho a sensação que cada uma me responde
Boa noite moça
E quanto mais olho
Mais pontos brilhantes aparecem
Formando um cenário maravilhoso e hilariante
É assim que acontece todas as noites
Dia após dia
É uma cumplicidade que tenho
Com a noite e as estrelas
Agradeço a entidade maior
Por vivenciar cada minuto do meu tempo
Em minhas iluminadas e maravilhosas
Noites em meu jardim!
Amor é luz!
Nem sei como começar, mas vamos lá.
Nem sempre vejo seus olhos abertos; é que, quando eles se fecham, uma história surge — e nela a divindade te acompanha para me conhecer. Não se preocupe, o pior já passou.
Lembro do ontem.
Ontem você estava descalço, e isso me deixava triste, até porque milhares de calçados já eram seus. Foi uma covardia a punição do mestre!
Não importa, sei que você esqueceu tudo isso.
Quanto a mim,
me sinto um gatinho à procura do seu dono, perdido em um mundo de luzes douradas que brilham intensamente, mesclando o ar.
No agora, não dá mais para ocultar: você é um ser de luz.
Olhando novamente para o ontem, pensamentos surgem. Sei que você deve estar em algum lugar e vai aparecer como uma luz intensa — e talvez não vá mais me reconhecer. Mas acredito que, no seu mundo atual, a sensação do amor é diferente: maior, mais profunda, mais intensa.
Eu sinto tudo; isso está no meu ar.
É tarde, mas o tempo me permitiu olhar o relógio: a hora é essa.
Olho ao redor e vejo aquela luz no seu olhar. Sim, preciso retribuir e compreender que a luz pura nasce a cada dia para nos ensinar a sorrir.
No entanto, mudanças são necessárias, até porque a vida precisa se tornar um hábito, para que aprender a ser feliz não se transforme em algo penoso.
Entre Luzes e Fragmentos
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.
Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.
Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.
Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.
Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.
Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.
Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.
Negociação Silenciosa
Vejo aqueles que tiram a própria vida como quem, consumido pela dor, entrega a própria existência em uma negociação silenciosa com o fim.
Que a luta pela vida continue, e que essa troca de destinos deixe de existir.
Esse é o desejo de todos nós.
Vida paralela existe, com certeza.
Vejo o celular como a porta de entrada para um mundo universal — um mundo digital onde todos se encontram, se mostram, se escondem… e, de certa forma, se reinventam. Para mim, esse universo virtual é o verdadeiro mundo paralelo que tantos procuram, e o celular é o portal silencioso que nos conduz até ele.
Veja bem: eu existo nesses dois mundos. Transito entre eles. Sinto em ambos. Mas há um limite invisível que não posso atravessar — não posso tocar o meu “eu” do outro lado, não posso dar as mãos a essa versão que também sou.
E então me deparo com uma verdade simples e implacável: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.
Talvez seja apenas uma teoria… uma reflexão de uma leiga no assunto.
Mas, ainda assim, carrega um certo peso de realidade.
E aqui estou eu…
Rindo — ou talvez pensando demais — dentro do meu próprio mundo.
O Altar da Retribuição
Na curva do tempo, onde o passo é mais lento,
Eu vejo as mãos que outrora foram meu chão.
Cada marca na pele é um bento momento,
De quem plantou em mim toda a dedicação.
Vocês foram o porto, o escudo e a luz,
Doaram o fôlego para eu poder caminhar.
Hoje o peso do mundo às vezes seduz,
Mas estou aqui para os dois sustentar.
Se o corpo cansou e a memória falha,
Minha alma se lembra de cada lição.
Vencemos juntos tanta dura batalha,
Agora é minha vez de ser proteção.
Vou zelar pelo sono, cuidar do sorriso,
Honrar cada prece que por mim fizeram.
Transformar o cansaço no meu paraíso,
Retribuindo o mundo que vocês me deram.
Não temam a noite, nem o caminhar,
Meus braços são agora o ninho de vocês.
Pois quem tanto amou, merece encontrar,
O amor que plantou, colhido outra vez.
---------- Eliana Angel Wolf
Entre a Pressa e o Vazio
Vejo as pessoas indo e vindo,
cada uma com sua vida e sua história.
Tristes, felizes, chorando ou sorrindo,
tão perto da morte ou sedentos por glória.
Quando foi que essa corrida começou?
Não ouvi o barulho da largada…
talvez porque o que ainda me apetece os olhos
seja o retrato de uma vida já ultrapassada.
Onde não corríamos pra ser melhor que o outro,
nem pra mostrar quem tem mais ou melhor,
mas sim quem ia estar conosco na caminhada,
com olhos marejados de amor.
A companhia de uma vida parece tão longe,
que chega a ser uma viagem,
na qual o destino é incerto
e, na ótica de hoje, talvez uma miragem.
Enquanto o mundo busca comparação e status
pra, de alguma forma, se sentir vivo,
eu conto as coisas que vivo —
sozinho em um quarto, sozinho…
sonhando com um mundo mais compassivo.
Raphael Bragagagnolle
Hoje vejo a chuva em nostalgia
leve, devagar, lavando a terra
e trazendo nas gotas a poesia
que sempre ela nos oferece
Hoje, mas somente hoje,
parece que algo nela não é
e que sua melodia ate carece
daquela força e de fé...
O que acontece, não sei,
algo com ela se deu
parodiando o poeta, pensei,
ela mudou ou mudei eu?
É no seu olhar, minha mãe, que vejo o bem
É no seu olhar, mãe, que aprendo a amar também
Ao olhar pra ti, eu encontro a paz
E ao te ver em mim, me entendo mais
E te amo mais
Diante da sórdida mecânica do mundo digital, vejo fragilidade nas redes; vale mais viver plenamente do que publicar constantemente.
Trêmulas mãos suadas,
Rápido! O fim breve vem,
Já vejo o túnel do além,
A morada das pessoas finadas.
O batimento caindo,
A morte sorrindo,
Ausente de medo,
Ciente do enredo.
Céu almejado,
Pós morte sonhado,
Eis o diário de um finado,
Aqui morre o citado!
Um Homem e Uma História
Na cabine de uma máquina eu vejo edifícios no horizonte de São Carlos. Um bate-estaca azul com mais de 30 metros se ergue aos céus, fazendo seu trabalho, cravando com imponência as fundações da futura passarela que vai cruzar o Km 207 + 507 da linha férrea, trazendo mais segurança aos pedestres que por aqui passam.
Enquanto do lado oposto a bomba se ergue majestosa com a betoneira a descarregar o concreto que simboliza a segurança dos moradores que hão de passar.
Nota do autor: Texto escrito originalmente em um relatório diário de máquinas manchado de óleo, direto da cabine de operação, no dia 13 de abril de 2026, em São Carlos - SP. O registro do dia em que decidi que minha história estava apenas começando e que eu mudaria minha vida através dos estudos.
Para aquele que sofre
O que me atrai em você é a parte minha que vejo, parte essa já enterrada, pois não busco mais compreender o maior causador das minhas dores inexplicáveis. Eu já passei daí…
Me atraio, pois entendo sua dor, entendo seu vazio, sua introspecção. Sei que está no fundo do poço, e eu já me banhei em lama…
O fundo tão fundo em que está é raso, mas não consigo te provar.
Seus olhos perdidos, que me olham sem nenhum destino, já com pouco brilho, sem tanto entusiasmo com a existência, já estiveram em minha face.
E então me atraio pela sua dor, não porque quero senti-la, mas porque sei a cura!
Eu não suporto saber que sente as dores que senti. Eu me compadeço, pois te entendo tão profundamente, que seria capaz de entrar no fundo do poço contigo só para te mostrar a saída e, depois, banhar contigo, tirar toda a lama que a existência nos cobriu, pois somos sensíveis demais para esse mundo; pois o que nos fere não sara, primeiro inflama.
Da nossa cabeça, o purgatório em vida. Mas que tristeza é essa?
Inexplicável dor física, daquilo que não sabemos como explicar. Do coração apertado, como se alguém o segurasse e o impedisse de bater; da respiração que, muitas vezes, não faz nenhum sentido; e do vazio no peito e na mente que nos faz querer implodir em uma explosão melancólica, do grito mais desesperador que não conseguimos externar, do desespero apavorante que nos consome e some com nossa essência, com nossos sonhos, com a nossa vida.
Mas por que tudo precisa ser tão triste?
Sem respostas.
Sem esclarecimento algum, perseveramos na busca do propósito da nossa própria existência, pois precisamos de um motivo que justifique essa passagem na Terra, que, por agora, não tem sentido algum. E então colapsamos pela falta do porquê.
E, enquanto a mente não encontra nenhuma resposta, tampouco qualquer mísero sentido, vivemos tal qual um morto-vivo. Poderíamos estar mortos, mas continuamos agindo.
Cara n sei real
Olho para os lados e vejo novamente o mundo escurecendo,
Já estive por aqui antes,
Já vaguei anos só pela escuridão.
Já vaguei por aqui anos só!
Depois de anos a vagar, encontrei minhas luzes, e esqueci como era o escuro.
Mas de repente sinto-me aproximando novamente da escuridão.
Sinto que estou perdendo aos poucos eles, meus amigos, meus pais, meus parentes e a pessoa que eu amo.
E o pior sinto-me perdida.
Vagarei pelo vale da sombra da morte novamente e desta vez completamente só, completamente perdida, cega.
Me acostumei tanto com a luz que eu temo ver novamente a escuridão
