Nao Gosto do que Vejo
Vivo porque gosto de voce
Vivo porque vivo com vc
Vivo porque falo com vc
Vivo porque eu fico perto de vc
Vivo porque eu vejo vc
A minha razão de viver
Porque eu amo vc
(Esse poema fiz pra um amigo meu,q eu gosto muito)
Sentada no chão do quarto,
Encostada na cama
Lendo poesias de Drummond
Lembrei de André,meu amigo poeta.
resolvi fazer um poeminha...
......André...
........André?
..........André!!!!
............André soa café!!
Eita que vontade de beber Café!
Tenho mania de escrever e nenhuma pretensão em ser reconhecida por isso. É um gosto. Talvez um vício.
Nosso último beijo teve
gosto de cigarro
Um sabor amargo e triste.
Amanhã nesta mesma hora
Aonde você estará?
Em quem estará pensando?
Você sempre será meu amor
Mesmo eu me apaixonando por outro algum dia.
Eu me lembrarei de amar
Como você me ensinou.
Você sempre será único
Agora ainda é uma triste canção
Até que eu cante uma nova canção.
As horas que estavam paradas
estão começando a se movimentar,
E há coisas que eu não quero esquecer.
Amanhã nessa mesma hora
Estarei certamente chorando,
pensando em você.
Você sempre estará no meu coração
E sempre existirá um lugar só seu.
Eu espero que exista um lugar em
seu coração também.
Agora e sempre...você é único
Agora ainda é uma canção triste
Até que eu cante uma nova canção.
Você sempre será meu amor
Mesmo eu me apaixonando
por alguém
Eu me lembrarei de amar
Como você me ensinou
Você sempre será o único
Ainda é uma triste canção
Agora e sempre
Gosto da maneira de como as lembranças se encarregam de reviver cheiros e sensações jamais esquecidas. Gosto de mudança, de ver que o tempo realmente cura toda a dor, mas nos apresenta uma nova. Gosto da culpa que nos privamos de sentir quando algum princípio ou regra é quebrado. Gosto do medo de escuro que sempre é responsável pelos pés cobertos. Gosto de não precisar de você, mas te adorar com toda a força que posso, depositando qualquer resto de esperança ainda viva. Gosto de poder sentir que o amanhã é responsável por mais algumas dores e mágoas, e mesmo assim, não ter vontade alguma de desistir (ou resistir).
Gosto da dualidade de sentimentos que me causa, que mesmo tranquila sinto tudo pulsar, é o tipo de exagero sensato, o equilíbrio que tanto prezo, fazendo com que a importância seja dada ao que de fato merece, por isso gosto de cada momento, aceito cada incerteza e aproveito o que de melhor vier, sem anseios, apenas vivendo um momento de cada vez, respeitando cada limite e estabilizando exageros, sendo estes benéficos, pois na medida certa.
Eu gosto de ficar em casa,sozinha comendo brigadeiro e limpando a pele que doido mais é disso que eu gosto.
"E tenho assim te amado:
descompassado e exagerado.
E porque á mim assim tem sido,
gosto então só sinto ao que te sou.
Meu mundo,menino,
por vós tomei e te dou."
Mulher aos trinta
Nem verde, nem tão madura, aos trinta anos o gosto, a forma, a temperatura ideal. Nem precoce, nem tardia, é ao ponto; é um quê de vinho do porto que se aprecia. É o andar seguro e envolvente de quem faz que desentende o que causa. Não preza mais só largura dos ombros; aos trinta anos, o olhar é mais profundo e veem na inteligência um alto ponto de partida. Se excitam por ideias interessantes.
Ela se faz de desentendida, bebe sozinha, desce do carro com ar de quem é independente. Tão mais mulher, tem tom esnobe, segura de tua capacidade. Gosta de atrair olhares, mais do que beijos. Gosta de despertar desejos e é vício de quem a tem. Ela seduz nos trejeitos e é veneno lento: enlouquece com teu modo de firmar os olhos envoltos, aqueles cílios que como trilhos mostram o caminho - dos vinte, o que aos trinta aperfeiçoou.
Ela joga o cabelo e abre um sorriso, como se nem notasse o desconcerto dos teus vestígios. Aos trinta anos, não quer perguntas, nem se importa tanto com o passado. Ela espera, ela também demora. Sabe que um "agora" perfeito precisa de jeito e não combina com pressa. Surpreendentemente atraente, a junção inocente com maturidade.
A mulher se descobre aos trinta anos. Inteligente e mais audaciosa, é o tempo em se entende e se desprende de fatos, alguns passados, para ser de si. Tempo em que reconstrói decepções, amansa as ilusões e se quebra tabus. Tempo entre as quedas e voos. Tempo de balanço sobre as grandes loucuras ou escassez de coragem. Uma mente mais leve e focada ao que realmente lhe interessa. Não há de tê-la como meio-termo, mas está ao centro do melhor tempo: é a deusa das décadas. Modéstia a parte, quando ela se ama, é um fascínio uma mulher de trinta anos. Nesse equilíbrio dócil entre o frágil e o forte, ela é grave: ela provoca, ela consegue, ela arrebata - passa, escapa pelos dedos, faz arrombos por dentro e sai intacta.
Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso faço minha sorte.
Gosto de brincar com as palavras. Aliás, na verdade, as palavras gostam de brincar comigo. As vezes elas vem, as vezes não. Não sou eu que exerço controle sobre elas, mas elas que exercem controle sobre mim. É assim que é, e ponto. Mas não é um ponto final. É um ponto que acaba aqui e continua ali, depois, em outro texto, em outra frase, em um ou outro diálogo. É só ligá-los depois e perceber que na verdade tudo faz parte de uma única história. A minha, a sua, a de nós todos. Não tenho pretensão de buscar um significado pra qualquer existência, apenas para esses poucos momentos de nossa existência. E sei que, por ali, por aqui ou por outro caminho, um ou outro vai se encontrar. Porque toda história, por mais individual que seja, tem um quê de semelhança com outras individualidades.
Eu sou a impureza em pessoa, gosto dos amores mais loucos, da vida mais agitada, das bebidas mais fortes, gosto de farra o meu coração é livre e está pronto pra voar atras de aventuras. Nada de relacionamentos sérios isso só daqui a cinquenta anos né? há e tem mais o meu veneno é mortífero se mexer comigo eu te pico e quero ver você conseguir escapar pra revidar. Então é melhor nem mexer comigo não acha?
Eu gosto de aprender. Cada vez que ganho novos conhecimentos, descubro que, o tempo passa e sempre sobra espaço na minha caixinha do saber.
Gosto das canções, do encontro da palavra com o som.
Mas é o entre palavras que me intriga.
É o silêncio infinito e, muitas vezes, indecifrável que me encanta.
Porque é o silêncio que me fala, toda vez que eu mesmo não posso falar.
Gosto de ser estranha. Gosto de ter meu próprio mundo, e admirar coisas que ninguém suporta. Gosto que as pessoas não consigam me comparar com outras, pelo simples fato de que sou diferente, e de que nenhuma delas faz o que eu faço. Gosto de ter manias esquisitas, preferências diferenciadas, e valorizar o invisível. É, sou realmente bizarra, mas é isso que não me faz ser igual às outras pessoas: porque elas são comuns, e eu amo ser do contra.
