Nao Gosto do que Vejo
Nunca gostei do óbvio, gosto mesmo é da capacidade de criar e reinventar o que ainda não existe nem aconteceu.
Eu não gosto de meias palavras nem de duplo sentido. Eu gosto do olho no olho, de avaliar os sinais. Eu gosto de ouvir a fala explicando exatamente o que se pensa.
A chuva
Aquelas gotas… não são delírios da minha imaginação!
Eu sinto o gosto salgado, o trato molhado, o cheiro no ar, o brilho cristalizado daquela visão.
Às vezes me gripa, me congela o peito, tudo eu aceito sem maldizer…
De sombrinha ou capa eu sinto as pancadas daquilo que meus pais a muito me avisaram para me preparar, seja coturno ou burca, concerto ou ranhura, não existe desculpa que te livre do acaso, corta o dia ensolarado mais prevenido e te ensopa de algo que você nem sabia que precisa.
Sem rodeio e sem curva, nem a alma mais imunda é capaz de passar pela vida, sem molhar a cabeça com os pingos da chuva.
Sentimentos
Se eu te odeio? Não
Se eu te amo? Não
Se eu gosto de você? Não
Eu não sinto mais nada;
Eu realmente não sinto mais nada;
Antes eu sentia que estava me afundando, hoje eu sinto que estou bem, eu finalmente posso olhar para você normalmente, isso é estranho, mais eu me acostumo, eu só quero sua amizade;
Eu finalmente me libertei.
De I.S para C.R
gosto da luz do fim de maio. ela entra pelas brechas, quebra tudo que não pulsa e traz beleza além do olhar. amor aqui na terra das Minas Gerais é mistério que escorre por calçadas e dança nos encontros tão poéticos, tão abertos por entre mercados - novos ou centrais - por entre clubes e esquinas.
gosto dos segredos guardados, das praças - talvez sete. aqui liberdade mora entre histórias erguidas tijolinho por tijolinho enquanto árvores imensas acolhem quem passa. minha gente é feliz debaixo de árvores que abraçam o céu.
por entre clubes, por entre esquinas, por entre falas e despedidas. por cheiro de café, correria e gente… marcas deixamos no mundo - e sem a pretensão de ser poema. há lirismo na expressão da gratidão do povo daqui.
não falo de mim, não falo de ti. falo de tudo e nada, falo de Belo Horizonte.
O arrependimento é um sentimento
Que não gosto de sentir
Talvez por isso eu seja capaz de ir ao infinito
Só para não ter que desiludir
Não gosto de fazer as tuas petalas murchar
E mesmo não havendo rosas sem espinhos,
para mim, vale a pena tentar
Não existe um mar sem corrente
E não existe um "nós" sem a maré e as suas fazes
Que mudam, como a Lua
Assim como muda a forma como vejo uma miragem tua
O teu sorriso, quente como o sol
Os teus olhos profundos como o oceano
Meu amor por ti, é como o espaço
É extenso, ninguem sabe onde ele acaba,
E talvez por isso achem que não sou boa para ti
Mas somos duas metades que não procuram nenhum fim
Se na escuridão tiver de mergulhar
Quero a tua mão para de lá me tirar
Nem que seja por um segundo que seja,
Poder senti-la só para sozinha não chorar
Vais sempre deixar uma saudade em mim
Saudade que não tem fim
Podemos estar colados ou até mesmo a quilómetros
Mas este vazio
Vai ser sempre como se não estivesses aqui
Existe uma grande diferença entre solidão e solidez. Eu não gosto da
solidão. Mas eu amo minha solitude.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
“Lettre à ma maitresse”
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Por causa dela,
Não me importo mais com cães
Gosto das mãos das mulheres
Mas não como quase nada
Nos alimentamos de maçãs
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Graças a ela,
Eu ouço ópera e mijo na varanda
Nós jogamos bacará, mas ela nunca ganha
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Graças a ela,
Eu gosto de Bach
De tango, e também de violoncelo
Por causa dela, graças a ela
Passei a ir ao cinema em Roma ou em Honfleur
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Ela diz que não devemos ter vergonha do choro
Eu não gosto muito disso
Eu não suporto os gritos
E há gritos!
Há lágrimas e risos
Ela diz “Serà lo qué serà”
E vamos fingir que…
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Eu deito bem perto dela
Meus olhos negros carvão,
pintados com rímel,
sonham com carne
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Graças a ela, passei a gostar de cigarros
A fuga para o fim
E ja não tanto de biscoitos
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Escuto suas longas conversas pelo corredor
Anseio por testemunhar sua doce evolução
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Graças a ela, eu não sou mais um cachorro
Eu ando em seus passos
E quando ela me diz “Venha!”
Então todo o meu coração bate ao mesmo ritmo que o dela
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Por causa dela, eu sei de tudo
No entanto, eu não digo nada
Quem é ela, o que ela faz?
Sempre o que lhe agrada
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Ela só ama o preto
Eu sou toda branca
Nossos corpos à noite se revelam
Sem distinção de status
Adentrando os jardins
Deitando pelos bancos
Esquecendo nossas tristezas
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Ela é sem fé, nem lei
Graças a mim, graças a mim
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De Jean-Michel Bernard.
Traduzida por Julha, a partir da Interpretação de Fanny Ardant.
Não gosto quando dizem que estou olhando pro nada.
penso que isso é coisa de quem não tem capacidade de olhar pra janela do ônibus ou pra trajetória de uma formiga e perceber o quanto que a vida é meticulosamente intrigante.
Se eu gosto de você?
Ha, ha, ha se eu gosto de você, que pergunta...
Não há um dia que você não esteja em meus pensamentos, acho que vives aqui mais que em tua casa.
És o primeiro(e único diga-se de passagem) story que vejo(procuro) quando acordo, e se não o tiver fico o dia esperando por ele.
Teu cheiro ainda está em minhas lembranças, teu abraço, toque, tua voz, estão todos aqui em minha memória, meu pensar não os deixa ir, sempre voltando o disco.
Ah, tua voz em meu pensar ela está sempre ávida a falar aos meus ouvidos, seu sorriso sempre feliz em se mostrar a mim, suas mãos sempre ansiosas para me ter... Em minhas conjecturas que nunca acontecerão, você me ama e me ama mais.
Se eu gosto de você... Ha! Não diminua meus sentimentos, com uma pergunta tão lesa, gostar?
Eu ESCOLHI continuar aqui, ainda que você não me faça questão, escolhi ser gentil ainda você seja rude, escolhi te ajudar ainda que tu não o faças, escolhi ser tua conselheira quando os teus se acabaram ainda que quando os meus se acabam não é o seu conselho que tenho, eu escolhi ser intensa e profunda, quando você é ralo e raso, ficar te olhando de longe também foi escolha minha...
Há tantas outras coisas, como ser o teu playgroud quando você quer brincar, como ao invés de uma amiga ser apenas alguém útil para te fazer pensar, entenda que continuo aqui, quando você só vem para usar, para qualquer coisa você pode contar comigo, todavia eu não posso fazer o mesmo, tomei a ousadia de me considerar uma amiga, mas sabendo que não estou nessa lista, fiz tudo por escolha
Gosto, não descreve aquilo que sinto, gostar é o mínimo dos meus sentimentos, paixão também não entra nessa equação, ela não cabe nessa poesia, amor é aquele que cabe, aquele para qual a porta foi perfeitamente construída.
"Não bebo, não fumo e não uso drogas; meu único vício é admirar o que é belo. Não gosto de festas ou baladas, prefiro o aconchego do meu lar. Vivo com o propósito de evoluir constantemente e sou guiado pela minha fé em Deus."
Eu gosto daquela profecia que diz que os idiotas dominariam o mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade, afinal, são muitos.E não é que acertou?
Até nas redes sociais, que deveriam ser dominadas por pessoas inteligentes, eles aparecem como influêncer's e conseguem reunir outros idioter's para perpetuar a mesma ignorância em massa.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
Mas as palavras fogem, me traem,
E entre nós se formam muros invisíveis,
Erguidos por mágoas que eu não quis criar.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
Vejo nos teus olhos o peso do meu erro,
E cada lágrima que cai, um punhal em mim,
Ecoando o que eu jamais quis dizer.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
O silêncio entre nós grita mais que palavras,
E enquanto tento remendar os pedaços,
Sinto que te perco, um pouco mais.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
Por isso venho te pedir perdão,
Que minhas ações falem o que minha boca não disse,
E curem a dor que meu coração também carrega.
São Paulo, 2 de janeiro de 2025
Já botei minha melhor roupa
Sinto gosto de pimenta na boca
Não consigo esperar
Eu tô pronta pra desagradar
As vezes é preciso aprender algumas receitas até entender que não tem gosto melhor do que o do amor próprio.
aí aí...se eu gosto de você?
gosto não.
só amo seu jeito,
seu cheiro,
seu cabelo,
tudo que você fala
e tudo que você faz...
mas acho que eu não gosto não.
