Nao Gosto do que Vejo
Vejo-te em meus sonhos
Confesso não querer acordar
Pois só assim eu posso te amar...
Vejo-te em meus sonhos
Que pena, já é hora de acordar...
Surpresa! Você está à minha frente
Pronto a me abraçar
Não vejo o mar espelhado em seus olhos
Nublando pela graciosidade se seu sorriso
Você é perfeita ao meu lado
Eu nunca vou esquecer
Como você está me olhando
E como é com ficar ao seu lado
Quero ficar aqui ...
Para sempre
DESVIO DE ROTA.
Quando pego no meu celular e não vejo mensagem sua, sinto-me do mesmo jeito que quando chego em casa e não te encontro, ainda mas sabendo que ontem a noite a gente descutiu.
Já hoje quando acordo vejo somente uma mensagem sua desejando-me bom dia, mas como posso ter um bom dia, se ontem a noite a gente acabou brigando.
Apesar de hoje a gente já ter se falado. Mesmo assim eu não estou bem. Você sabe que a gente nunca tinha brigado.
Para terminar ontem a noite foi um pesadelo não conseguir pegar no sono, já tava quase dormindo quando o carro da empresa chegou buzinando, tiver que sair as presas, o trabalho estava me esperando.
No trabalho ninguém que saber se dormir bem. Eles querem e que faço o que vir fazer.
Poxa de vida, o trabalho só ver isso, será que não olharam meus olhos saindo lágrimas, hoje infelizmente não vou produzir nada, eu não estou bem, já são meio dia, hora do almoço, e a única coisa que fiz foi pensar em você.
Daqui umas horas o carro volta para mim levar para sua casa, e você sabe quanto eu que a gente precisa conversar, não tô nem ai para quem reclamar dizendo que tô fazendo desvio de rota.
Podem falarem o que quiser de mim, só não vou da o gosto de ninguém destruir nosso amor. Eles podem me dizer que a obrigação da empresa seria me leva pra casa.
Só que o desvio de rota para mim seria deixar o nosso amor chegar ao fim, por isso eu vir saber. Por que você desistiu tão fácil de mim.
Te vejo como um farou, e não posso passar enquanto estiver no vermelho, mais com os meus olhos te vejo um rostinho lindo e um sorriso descontraído, e então me esgondo de ti pra não avançar o vermelho e meus sonhos ser atropelado, fico então escondido atrás das lágrimas que faz assim transbordar meu coração na espera de seu olhar, porquê enquanto não sinalizar o verde que darás então asas a minha imaginação,
Me isolo nas noite sob as nuvens de pura solidão, vejo mortalhas se mover buscando meu viver, não me vejo inocente, porquê assim quiz eu ser indecente, me afastei de gente, vivo ou mortos não interfere no meu viver, os que de mim se aproxima são afanadores dos meus sonhos, vivo como mendigos, preciso por me tornar um sobrevivente desse mundo de ilusões, não me importo mais com o que devo fazer de minha vida, vida de torturas e dores, vou me calar diante de meu sofrer, porquê o choro só provocara riso nos que dizem coitado, aceitar meu sofrer me faz Filho do ódio, não do amor, por incrível que pareça sou fruto de um amor
Nessa noite chuvosa não vejo como não pensar em você, o frio me faz te desejar, lhe desejo na escuridão desse meu quarto, o silêncio me faz nescecita de ti, e neste quarto sombrio espero ansioso o aquecer de seu corpo em mim, escrito por Armando Nascimento
Não vejo problemas no pensar de forma linear, só acho que antes de executar as tarefas julgar, catalogar e rotular, a atualização de dados é imprescindível.(Walter Sasso)
Noite. E em teus olhos, amada, não vejo estrelas,
Mas sim a fúria gélida de luas estilhaçadas,
O eco persistente de antigas procelas,
As sombras disformes, por medos abraçadas.
Teu peito é um mausoléu de mágoas não ditas,
Um jardim devastado onde só espinhos ousam florir.
E eu? Eu sou o coveiro faminto que visita
Cada cripta da tua alma, sem jamais fugir.
Que venham teus demônios! Que urrem e se contorçam!
Eu os recebo com a fúria faminta do meu desejo.
Rasgo suas carnes espectrais, que me devorem!
Em cada ferida deles, o meu amor eu vejo.
Teus traumas são tapeçarias que eu venero,
Bordadas com o sangue escuro do teu penar.
Eu beijo cada nó, cada fio austero,
E neles encontro o mais sagrado altar.
Não tente esconder a angústia que te corrói,
O veneno lento que gela tuas veias finas.
Entrega-me! Deixa que meu beijo o destrói,
Ou que se misture ao meu, em danças assassinas.
Teus receios são bestas? Eu serei o caçador!
Não para matá-los, mas para domar sua ira.
Montarei em seu dorso, com selvagem ardor,
E farei da tua escuridão a minha lira.
Eu não vim para curar, nem para trazer a luz.
A luz é frágil, mente sobre a podridão que resta.
Eu vim para fincar minha bandeira na tua cruz,
Para reinar contigo nesta noite funesta.
Abraça-me com tuas garras de pavor cravadas,
Deixa teu caos sangrar sobre meu peito aberto.
Sou o guardião voraz das tuas alvoradas
Quebradas, o amante do teu deserto.
Em meus braços, teus monstros encontrarão espelhos,
E em meu toque feroz, um reconhecimento brutal.
Sou o santuário profano dos teus pesadelos,
O inferno seguro, teu paraíso mortal.
Então, chora tuas dores em meu ombro de granito,
Liberta as sombras que insistes em acorrentar.
Eu as devoro, as acolho, as bendigo e as incito.
Pois amar-te, minha sombria flor, é abraçar o teu lugar mais maldito
e chamá-lo, enfim, de lar.
vejo silêncios,
sinto o vazio...
... corpos inteiros.
não vejo o que contemplam,
não ouço o que se dizem,
não posso:
são alguns de seus sentimentos.
comunico a mim e assim posso compreender, em partes, o tanto que existe neste tempo.
(muito obrigada).
CARÊNCIA DE PAI
Quando saio de nós não vejo vida;
sou a duna que o vento varre ao léu;
é um tombo do céu, do sonho bom
que me abriga dos velhos temporais...
Há um caos que me aguarda feito bonde
para onde não sei nem faço caso,
toda vez que as desato e me desprendo
rumo ao nada, no rastro da saudade...
Reconheço a carência deste afeto;
muitas vezes deploro a transparência
que lhes cobra respostas viscerais...
A minh´alma desaba, tem vertigens,
falta fundo, esta queda não tem fim;
quando volto pra mim acaba o mundo...
PIOR INIMIGO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Será fácil vencer
quem vejo à frente,
se não dou de frente comigo.
NÃO AMEI
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sei que ainda circulas entre os vivos,
pois te vejo e não sou de assombrações,
mas as minhas versões de quem é quem
te atravessam nos muros das lembranças...
Não estás no meu sótão de saudades,
nos momentos de minhas nostalgias,
longos dias de vastos pensamentos
ou aquelas quimeras que me aprazem...
na verdade me assusta essa lacuna;
ver que nunca te amei nem foi paixão;
foste chão provisório em meu naufrágio...
Fui capaz de querer sem sentimento,
meu amor se forjou pra ter contexto
em um texto que o tempo rabiscou..
SOLITÁRIA SAUDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quando vejo a saudade que não sentes,
ou a tua nenhuma nostalgia,
minha mente reage ao coração
e resfria os sentidos do meu ser...
Mas a falsa frieza não perdura,
pois o sol do que sinto atinge a neve;
faz a greve do afeto em desalinho
derreter os chavões de minha mágoa...
Eternizo a saudade solitária,
meus ensaios de orgulho são só fases,
frágeis quases que nunca se completam...
Restituo meus olhos pro vazio;
fio bamba da fé na eternidade;
linha tênue de horizonte sem luz...
O SONHO NÃO ACABOU
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Com tristeza profunda, vejo que todo sonho acabou. Minha esperança tardia se desfaz em sombra, fumaça e decepção... deixa de ser esperança.
Cabisbaixo, faço meia volta. Se não há mais sonho, nada resta. Não há nada que adoce a constatação deste momento sem sentido. Nem existe o que açucare a queda vertiginosa do prazer com que cheguei aqui.
Mas o mundo é fantástico. A vida é inesperada. O tempo surpreende o destino em questão de segundos, e muitas vezes o põe a favor das nossas expectativas mais frustradas.
Foi assim comigo. Eu já sumia na esquina, quando meu coração acelerou. Emocionou-se com uma voz amiga e solidária que rompeu meus ouvidos e se aninhou bem fundo.
Meu amigo há anos, o confeiteiro Nando anunciava que nem todo sonho acabara. Havia três, ainda frescos, guardados especialmente para mim.
Essa sou eu
Eu sou ela.
Às vezes me vejo e não a reconheço em mim e nem nos outros.
Sou múltiplas e uma só.
Há um conflito do que sou, de quem desejo ser, do que nunca fui ou gostaria e do que serei (a partir de minhas escolhas ou para onde a maré das circunstâncias me levar).
A mim, cabe viver o eu de agora. Perdoando e acolhendo a mim mesma, na alegria e na tristeza, nas frustrações e realizações…
As derrotas, acolho-as também. Acolho tudo. Cada coisa, menor ou maior, boa ou ruim, sedimenta quem sou e quem serei.
Vivo em mim agora. Depois, talvez.
Eu vejo a coerência na imprudência de um ser ardiloso.
Mas não vejo a coerência na prudência de um desabafo que pede por socorro.
eu não sei aonde esta meu coração, não o encontro em lugar nenhum em nada que eu faço. Apenas vejo ele em uma única pessoa que ele não poderia estar.
"Não vejo sentido.
Das minhas frases e versos não quer ser o motivo.
Não quer que eu seja dono desse sorriso.
Mas é nesse sorriso que me inspiro.
Não faço sentido.
Quando você está em meus pensamentos, eu delírio.
Perco o sentido.
Minha paixão reluz sua perda e tua companhia é o meu vício.
Poemas e frases de amor, pra quê tudo isso?
Sendo que, no fim de tarde, não te tenho comigo.
E agora?
O vazio se tornou meu vício.
O desespero meu amigo.
E meu próprio coração, um inimigo.
Olho ao longe, vejo tudo, mas...
Não vejo sentido..."
