Não Existe uma Pessoa Certa
certa vez eu ouvi que os finais doíam.
e realmente senti na pele e no coração
o quanto doí.
...
mas, eu também senti que os recomeços,
eles curam.
uma cabeça erguida te faz ver novos horizontes ...
Jonathan marzo
Chega uma certa idade que o tempo se torna extremamente valioso e aproveitar cada instante passa a ser a nossa principal preocupação, por isso, hoje o meu tempo e dedicação são somente e tão somente para aqueles que trazem luz para minha vida e doçura e leveza pra minha alma.
No Altar de Deus -
Disseram-me certa vez:
quando um dia tiveres triste, põe,
no Altar de Deus, se crês,
as tuas aflições ...
É a grande dignidade
que ao Homem assistirá,
única integridade
que sempre o salvará!
E assim é, assim será!
Vem a morte, vem a Vida
e nada o destruirá!
Passa a dor, vem agonia, vai lamento,,
e sua ilusão, coração, Alma perdida,
sempre encontra novo-alento ...
Depois de uma certa idade, a gente fica igual a galho verde açoitado pelo vento: enverga, enverga, mas não quebra.
A partir de certa idade, não é mais a felicidade que se busca, ou questão de está certo ou errado, e sim a paz, e talvez essa seja a forma mais profunda e transcendental da real felicidade.
As vítimas tendem a ser mais clementes, de certa forma, porque tiveram essa experiência e não querem que outros a vivenciem.
As pessoas tendem, de certa, a querer perdoar e esquecer para que possam se curar. E o esquecimento é disfarçado como uma forma de remediar a cura, esquecendo.
Voz -
Certa vez, num tempo que não é daqui,
escutei perto de mim uma lânguida voz!
Alguém que antes nunca ouvi,
e que terna me disse:"Não estás só!"
Não era deste mundo
essa voz de oiro e de cetim,
tocou-me forte, bem fundo
e levou-me além de mim ...
Então prosseguiu:"As pessoas não
nos pertencem, fazem parte de nós!
Somos Unidades de Vida!" E tocou-me na mão ...
"Somos pedaços de Amor que algures se encontrarão,
à luz de um novo tempo, de vida e esperança
num Universo de Cristal e pura gratidão..."
(Para Maria Flávia de Monsaraz)
Collina
Tão errada (ou certa demais.), quanto linda
Era mais que meu espelho, essa guria
Não sabia, e não fazia que sabia.
E eu, sabia menos ainda.
Do que?
Ué, sobre a vida.
Por vezes a gente achava que tinha sido esquecida.
Por muitas, a gente espalhava rancor e alegria.
Li que ao contrário das montanhas, é uma elevação com decline suave, a colina.
C
O
LL
I
N
A
É também um nutriente que quando ingerido, faz bem pro coração, exatamente comovocê tem agido no meu e me mantido viva.
Esse é um pequeno, simples, confesso e confuso poema em memória de minha amiga sublime, potente e insubstituível, que agora faz parte deste todo ar que respiro, este poema é seu, Priscilla Da Collina.
Uma poetisa russa disse, certa vez, que o amor de uma mãe é como a cauda de um escorpião. Flexível, preciso e cheio de veneno.
- Quem és?!
Perguntaram-me certa vez.
Respondi:
- Sou e serei tudo o que resta quando tudo o mais que existe se transformar em pó. Sou Poeta! Sou Poeta!
Certa vez me contaram uma lenda que, em determinado país, havia certo homem conhecido por sua capacidade de olhar as pegadas de uma pessoa e, a partir das suas marcas, adivinhar seu futuro. De alguma forma, ele apenas examinava para as pegadas de alguém e previa os prováveis acontecimentos do futuro daquela pessoa. Até que, um dia, um homem "iluminado" andou por ali. Horas depois, o adivinho ali chegou e, diante de algumas pessoas, se propôs a adivinhar o futuro do dono daquelas pegadas. Ele ficou ali, parado, por quase uma hora, olhando atonitamente para aquelas marcas, mas nada conseguiu prever. Angustiado, ele começou a seguir as pegadas, pois precisava conhecer tal pessoa, e o que a fazia assim tão diferente. Seria algum grande rei? Seria algum grande mágico? Ele precisava saber, e começou a trilhar o mesmo caminho que as marcas deixavam. Dois dias depois, ele alcançou o homem "iluminado", e conversou com ele: "Eu esperava encontrar um rei, ou um grande mago, mas olho para você e me parece uma pessoa como as outras. Quem é você? O que você fez para que suas pegadas não me deixassem adivinhar seu futuro?". O homem respondeu: "Eu sou alguém diferente, liberto das amarras da mente. Eu tenho uma mente, e a utilizo, mas ela não mais me aprisiona. Por isso, não é mais possível prever meu futuro, pois meu futuro não é cristalizado, não é um quadro morto e paralisado; ele é vivo, e por isso está em constante movimento Porém, não se preocupe, pois eu sou menos que um em um milhão. Você continuará a adivinhar o futuro das pessoas, pois encontrará muito poucos como eu. Ainda são raros aqueles que se libertaram dos padrões cristalizados de suas mentes.". Atônito, o adivinho retornou à sua cidade. Nunca conseguiu explicar esse evento. Mas conta-se que ele, a partir daí, preocupou-se muito mais em se libertar dos seus padrões mentais, do que em fazer a leitura das pegadas alheias.
É encontrando o orgulho no coração dos outros que encontramos a medida certa do amor e do correto no nosso coração - é com os horrores e os discursos de ódio que encontramos o nosso motivo de amar.
