Não Existe uma Pessoa Certa
É relativamente fácil demonstrar dedicação quando existe uma venda próxima, uma possibilidade de promoção ou o reconhecimento de alguém importante. O verdadeiro teste da consistência aparece nas situações em que fazer o correto não produz benefício imediato ou sequer será percebido por outras pessoas. Cumprir um acordo, comunicar um erro e preservar a qualidade de uma entrega são decisões que podem parecer pequenas, mas revelam os critérios que orientam seu comportamento. A reputação não depende apenas dos momentos em que você precisa demonstrar competência. Ela se forma continuamente, inclusive quando ninguém parece ter motivos para observar suas escolhas.
Manter princípios não significa insistir em todas as decisões que você tomou. Existe uma diferença entre abandonar aquilo em que acredita e reconhecer que determinado método deixou de ser adequado. A rigidez confunde coerência com imobilidade, enquanto a flexibilidade sem critérios transforma qualquer pressão em motivo para mudar de direção. A maturidade está em distinguir o que deve permanecer inegociável daquilo que precisa ser ajustado. Quem compreende essa diferença consegue adaptar a execução sem perder a identidade, preservar os valores sem rejeitar novas evidências e mudar de estratégia sem agir por conveniência.
Como o Sol existe para o dia,
Você existe dentro de mim,
Você me seduz do alto,
Como um navio que navega
Sobre a poesia,
Nada passa a vontade
[nada sublima].
A mudez e a nudez,
Falam mais do que mil
[imagens].
Tanto uma quanto a outra
Insinuam mil miragens...
Como o vento persuade
as ondas do mar,
você existe para mim.
A tua [voz,
A tua [face,
A tua [mão,
A tua [presença,
Todas juntas são sugestivas
Inda de mãos dadas com as lembranças.
Guardo-te como a terra prometida,
Até na memória a tua carícia
Tem o poder de deixar-me entorpecida,
Há um jardim aqui que guarda
A tua rosa mística [rósea],
E uma intenção infinita,
Eis uma malícia definida
Repleta de uma vontade bendita...
Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...
A verdade existe, embora você possa se enganar, mas na verdade você sempre crê naquilo que prefere acreditar.
A hipocrisia existe em todos os tons. Falta de educação não pode jamais ser confundida com sinceridade.
Não existe mais
Mapinguari
morando no mato,
Mesmo assim
é preciso seguir
com cuidado
nesta vida;
O Bicho-Preguiça
continua útil,
se seguir preservado.
Os tempos mudaram
definitivamente...
Só sei que existe
mais de um
Mapinguari
por todos os lados,
E não têm mais idade
e as línguas deles
estão sempre afiadas.
Os tempos são outros...
O Bicho-Preguiça
traz o melhor ensinamento:
O convívio não
pede enfrentamento
com Mapinguari de qualquer tipo.
Os tempos de hoje pedem que
não seja dado mais nenhum espaço.
Quando um Mapinguari surgir
para provocar ou mentir,
é só mudar o seu caminho,
fingir que escuta,
deixar falando sozinho
ou comece a ler um livro.
Só não deixe o Mapinguari
continuar enchendo os seus ouvidos.
Não existe na História da Humanidade sequer uma intervenção militar unilateral que tenha alcançado o êxito de solucionar um problema político ou de ordem humanitária.
Contigo somente existe
a possibilidade teleológica
de pertencer sem volta,
A conversa simples e dialógica,
e o silêncio que revigora,
Com direito a cabeça apoiada
no seu ombro com direito
as boas feituras e partilhas
da memória conjunta analógica,
Com presença satisfatória
um dando na boca do outro
austrais Morangos-da-costa
com toda a delícia amorosa.
Com a exuberância do Gravatá
que floresce em abril,
Existe uma festança que não
permite ser o que não sou;
Com o olhar voltado
para a estação eu estou.
Feminina, arraigada e devota
ao que é da minha terra,
Não preciso de enfeites
porque minh'alma amorosa
o Hemisfério Celestial Sul
com orgulho secreta.
Pequenos jardins não tem
a minha mínima afinidade,
Só me encontro onde há
floresta em liberdade,
na beleza que se discreta
com plenitude e serenidade.
Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.
Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.
Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:
"El corazón humano es un ángel caído".
Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.
Não existe nenhuma
distância segura de mim;
pertenço ao coração,
à alma e ao pensamento.
No outono catarinense,
sou a flor persistente
do maracujá-silvestre
descoberta em maio.
Do sagrado ao abrir
e fechar dos teus olhos,
a insurgente favorita
e inabalável enigma.
Cada nova defesa vira
um brinquedo novo;
não me desmotiva
e alimenta a adrenalina.
Não nego que não exista
a emergência de amor,
embora a sedução convide
para o que não é só fantasia.
Não tem nada a ver com clichê,
não existe ninguém como você,
e não preciso sequer reiterar.
Tens a capacidade de capturar
o voo dos meus sentidos
que, como falcões-peregrinos,
te aceitam como o mais
distinto de todos os ninhos,
e não reagem mais
a outros novos destinos.
Seja no sobrevoo ou fincada
nas terras das três Américas,
levo o código de reconhecimento
inabalável, com o fogo eterno
no coração e no pensamento.
Tal qual a dança das alvoradas
na Baía de Babitonga,
reconheço sem conta
que existe gente que conversa
a vida toda e não alcança
o que uma única mensagem tua
é capaz de comigo fazer:
Tu tens potencial completo
para inteiramente me render,
e tu às minhas mãos pertencer.
Mesmo quando se afasta
por qualquer motivo em silêncio,
não me aflito porque dentro
o porvir está sendo construído.
Entre você e quem conversa
existe um distante abismo.
Tu tens a capacidade de incendiar
uma rebelião apenas com um suspiro.
Como sou poeta, em ti fiz
a jura de escrever o destino.
Farei de ti uma mina de diamantes,
interminável em brasas lentas,
para que em outros romances
não encontres mais cadências.
Em céu catarinense tal como
a amável carícia do sol deixa
rastro aurífero nas asas livres
e belas da saíra-de-sete-cores,
tu hás de iluminar as penumbras
e guiar-me nos voos da intimidade,
porque em tuas mãos desejo
ter-me com plenitude e liberdade.
Que não há alma?
Existe a nossa - que é única.
Insensatos! Eu a vi: é de luz...
Nos teus olhos - inequívoca.
Com relação à minha luz:
(Assoma às tuas pupilas
quando me olhas tu.)
Quem me disse foi
o poeta Rubén Darío, e não tu!
(As "Rimas XII" são dele e minhas.)
Não existe o momento errado,
apenas o endereço errado.
No coração há o sentimento certo,
nos amamos e ainda nos amamos:
só ainda não não nos encontramos.
Escutando o canto da Jacutinga,
lentamente a aurora vespertina
beija docemente a Mata Atlântica,
o vento com leveza balança
a Juçara-de-espinho e a esperança.
Para recebê-lo, tenho preparado,
certamente a mais doce festança;
O que quero para nós é o que há
de mais raro e pleno de temperança
para viver do amor que jamais se cansa.
Do mesmo jeito dos místicos,
quebrando os arcos e flechas dos cupidos
e rasgando os manuais contemporâneos
de sedução que dizem ser estabelecidos
com o orgulho de ser os últimos românticos.
Não existe florada igual
ao do poético ceibal
sob o Hemisfério Austral
na beiradinha do rio
dos pássaros coloridos.
Deveria ser proibido
olhar com outros olhos
que não os teus olhos
tão infinitos e lindos
para a beleza do Uruguai.
Porque os teus olhos
são o meu principal motivo
para olhar para frente
com o que há de mais romântico,
e não pensar nunca mais
sequer dar um passo atrás.
Não existe um só dia
em que eu não viaje dentro
da América Latina,
percebendo os seus
românticos sinais
Há muito tempo isso faz
e a cada dia desejo mais.
Percorrer o Rio Coco
ao som de Punta
em celebração Garífuna,
sentir o teu perfume
misturado ao do Ocote.
Todos os dias tenho
pedido a Deus esta sorte.
Mesmo que me digam
que ando esperando demais
ou vivendo de fantasia,
não vou desistir, porque
o coração vai só onde confia;
e algo me diz que, da tua
parte, a vontade é recíproca:
não vamos nos deixar para trás.
