Não Existe uma Pessoa Certa
Quanta sorte tem quem é amado. Pelo contrário, não existe dor maior do que amar e ser desprezado, excluído. Esse que despreza nunca poderá dizer que amou...
" Geme a alma por alguns motivos
por amor
prazer e dor
e há quem diga que existe mais uma possibilidade
dizem que alma geme também
por saudade...
" Espero que dê tempo
de novamente olhar em teus olhos
e viajar na beleza que existe no teu olhar
espero que dê tempo,
para podermos andar de mãos dadas
e sorrirmos sorrisos bobos
simplesmente tomando um sorvete
ou falando coisas sem sentido
espero que dê tempo
de trocarmos os mais deliciosos e desejados beijos
e muitos, muitos gestos de amor
espero que dê tempo
de tentarmos novamente outra vez...
O amor existe
para quem insiste
persiste e perdoa
e não é à toa
que dura
porque não é movimento
é calma, alegria
é sabedoria, contentamento
sim! o amor existe, mas anda raro
e caro
topas pagar o preço?
"Em meu sorriso existe muitas dores.
Por isso ele transmite paz.
A paz de quem aprendeu a juntar
os seus cacos e se reconstruir
pacientemente, e se fazer caminho,
não destino!
Haredita Angel
07.11.16
"Existe o silêncio para estabilização
e existe o silêncio obsceno, e deste último
o mundo está cheio."
Haredita Angel
27.10.15
"Não existe homem feio,
todos eles tem algo de atraente.
- Um irmão, um primo,
um amigo que seja..."
Haredita Angel
04.06.15
"Sempre existe um caminho novo
a se experimentar...
Sempre existe uma nova maneira de caminhar!"
☆Haredita Angel
04.10.13
"Príncipe encantado não existe.
O que existe é uma miopia severa,
uma paciência de monge e um esforço
de Hércules nas cabeças Delirantes."
Haredita Angel
31.08.26
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra…
Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Quando a polarização, acompanhando a carruagem, se reinventou, essa corja convenceu parte do povo a se armar a pretexto de segurança para não perceberem que o chicote era a Bíblia mal-intencionada em suas mãos.
Não obstante, essa ironia, demonizaram a mídia só para monopolizar sua atenção.
Hoje elas não têm pauta mais relevante, senão dar palco para o encardido que arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio!
Os apaixonados que acreditam que o Braço Armado do Estado existe para se curvar aos Caprichos dos Insensatos teriam muito mais hombridade se trocassem os Eventos Militares por Bonecas Inanimadas.
Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.
O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.
E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.
Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.
Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.
E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.
No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.
Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.
Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.
Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.
E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.
Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.
Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.
E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.
Onde o Estado Paralelo atua, existe até pena de morte; onde o Estado finge atuar, não existe quase pena nenhuma.
Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.
Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.
De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.
O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.
Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.
E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.
Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.
Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.
E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.
O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.
Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.
O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.
A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.
Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.
As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.
A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.
A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.
Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.
A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.
Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.
Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.
O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.
Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.
Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.
E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.
Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.
A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.
O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.
Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.
No fim, a mentira não se torna verdade.
Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.
Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.
