Não Existe uma Pessoa Certa
"Onde não existe sabedoria
não existe
paz, onde não existe paz
não existe amor e onde não
existe amor
não existe justiça: aquilo que para você é
visto como evolução, aventura
ou novidade,
para mim é percebido como repetição
vazia, superficialidade ou falta
de propósito."
Álbum: O Mundo Jaz no Maligno
(Autor-desconhecido)
A palavra idealizei, criei, fiz, vivenciei só existe no dicionário de quem compactua com novas expectativas e que não mede distância para realizar algo ou praticar ações relevantes, e o medo de errar é impulso para prosseguir a trajetória.
Dentro de mim...
Minha ideia não é geleia,
Mas dentro de mim existe uma cadeia cheia de ideias...
minhas crônicas..
de Claudio Negrão
31/10/2026
Eu Queria Não Ter Te Conhecido
Existe uma frase que quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta:
"Eu queria nunca ter te conhecido."
Não porque todos os momentos foram ruins.
Pelo contrário.
Porque alguns foram tão bons que fizeram a despedida doer muito mais.
Ninguém entra em uma história imaginando que um dia desejará apagar o primeiro encontro, a primeira conversa ou o primeiro sorriso.
Mas há dores que nos fazem querer voltar no tempo.
Não para mudar quem somos.
Apenas para evitar a cicatriz.
O curioso é que o coração não esquece na mesma velocidade em que descobre a verdade.
Às vezes, a razão já foi embora há muito tempo.
Já entendeu tudo.
Já aceitou os fatos.
Mas o coração continua sentado no mesmo lugar, esperando alguém que nunca mais voltará do jeito que um dia existiu.
E então nasce o conflito mais silencioso de todos:
amar alguém que já não faz bem.
Não é fraqueza.
Não é loucura.
É apenas o tempo que os sentimentos levam para alcançar aquilo que a mente já compreendeu.
Talvez um dia a gente deixe de desejar não ter conhecido certas pessoas.
Talvez a gente apenas aprenda que algumas histórias não vieram para durar.
Vieram para ensinar.
E, por mais dolorosa que tenha sido a lição, nenhuma ferida merece nos convencer de que deixamos de ser dignos de um amor tranquilo, verdadeiro e recíproco.
O Turbilhão
Existe um vendaval morando em mim.
Ninguém o vê.
As pessoas enxergam o meu sorriso,
as minhas palavras,
os meus poemas.
Mas ninguém escuta o barulho dos destroços que carrego por dentro.
Há dias em que tudo o que eu quero
é ir embora.
Ir embora das expectativas,
das decepções,
das promessas quebradas,
das portas fechadas,
das pessoas que só lembram de mim quando precisam.
Quero ir embora da culpa que me veste,
do cansaço que me acorda,
das batalhas que ninguém imagina que luto.
Mas, no fundo,
não quero desaparecer.
Quero encontrar um lugar
onde eu possa respirar sem pedir desculpas por existir.
Quero voltar para mim.
Porque há muito tempo
venho morando na vida dos outros
e esquecendo de cuidar da minha.
Talvez esse turbilhão
não seja um fim.
Talvez seja a tempestade
arrancando tudo aquilo
que nunca foi abrigo.
E quando o vento passar,
se passar,
espero encontrar entre os escombros
a única pessoa
que nunca deveria ter abandonado:
eu.
A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.
Existe o estalo.
Existe a carne tentando entender o que aconteceu.
Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.
Mas existe uma outra dor.
Aquela que ninguém vê no raio-X.
Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.
E então não é mais só o braço.
Quebra alguma coisa por dentro.
Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.
E existe a humilhação.
Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.
Você se sente pequena.
Sozinha.
Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.
Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.
Mas não.
A vergonha não é minha.
Nunca foi.
O lixo não sou eu.
Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.
Lixo é quem transforma força em covardia.
Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.
Eu estava sozinha quando a dor chegou.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.
Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.
Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.
Eu sei o que senti.
Eu sei o que ouvi.
Eu sei o que meu corpo suportou.
Eu sei o que quebrou.
E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.
A alma é mais complicada.
Ela não recebe gesso.
Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.
Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.
Então eu vou ter que reconstruir.
Devagar.
Com raiva, talvez.
Com lágrimas também.
Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.
Mas vou reconstruir.
Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.
Não conseguiu decidir quem eu sou.
E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:
eu não sou o que fizeram comigo.
Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.
E isso muda tudo.
Histórias escritas
Existe um dom quase mágico
em transformar palavras em mundos.
Uma frase pode abrir uma porta,
um parágrafo pode atravessar séculos,
e algumas poucas linhas
são capazes de criar vidas
que jamais existiram...
Mas que, de algum modo,
passam a existir dentro de nós.
Escrever é possuir o infinito nas mãos.
É poder escolher outros caminhos,
inventar outros destinos,
dar aos personagens
as vidas que o mundo real lhes negou.
Em cada história,
nasce uma versão diferente da realidade.
Um universo onde o impossível acontece,
onde o tempo pode voltar,
onde encontros podem durar,
onde despedidas podem ser adiadas
e onde até o destino
pode ser desafiado.
Talvez seja esse o verdadeiro encanto
das histórias escritas:
não criamos apenas mundos.
Criamos possibilidades.
E enquanto houver alguém disposto a escrever,
nenhuma história precisa terminar de verdade.
Ela pode renascer em outra página,
em outro tempo,
em outro coração.
Porque algumas histórias
não são feitas apenas para serem lidas.
São feitas para nos lembrar
que também poderíamos existir
em outras versões de nós mesmos.
A amizade .. Ela existe pra sustentar o que o amor não aguenta sozinho. Amigo de verdade é quem te encara no caos sem te transformar em projeto de reforma. É presença sem contrato emocional. Às vezes é só silêncio confortável, outras vezes é alguém te puxando de volta pra realidade quando tua cabeça resolve fazer teatro.
Às vezes não existe “o que aconteceu”.
Existe só alguém que escolheu ir embora sem conseguir sustentar conversa adulta de encerramento.
RESPOSTA:
Sim.
Existe beleza na atividade.
Há beleza em quem continua, mesmo cansado. Em quem trabalha sem aplausos. Em quem constrói aos poucos aquilo que ainda não pode mostrar ao mundo.
A atividade é movimento. E tudo que vive se move.
Uma árvore cresce em silêncio. Um rio segue seu caminho sem pedir licença. Uma pessoa luta todos os dias para manter os sonhos de pé.
Isso também é beleza.
Porque não está apenas no resultado, mas no ato de fazer, tentar, aprender, cair e continuar.
"Existe beleza na atividade, porque é nela que a vida acontece."
Algumas portas se fecham. Outras nem precisam ser abertas.
Porque existe uma diferença entre perder um lugar e finalmente perceber que aquele lugar nunca foi seu.
Em muitas famílias, o amor acaba sendo substituído pela conveniência. Não existe o mais amado, mas o mais conveniente
Quando alguém gosta de verdade, mesmo que se afaste ou fique quieta, existe um desejo de ser notada, de mostrar que se importa. Quem não se importa de verdade simplesmente some ou se esconde sem querer ser visto.
No fundo, a única ponte que existe na distância é o celular..📲 É por ali que a gente mata a saudade, que a gente sente o "tô aqui". Quando alguém resolve “dar um tempo” sem explicar, o silêncio vira abismo. Fica aquela sensação de abandono, como se o laço nunca tivesse sido tão importante pra ela quanto foi pra gente.
A coisa mais libertadora é perceber que o preço só existe porque você ainda está pagando.
O dia que você fecha a carteira emocional, o débito acaba
No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.
Me perguntaram se existe alguém que me conheça mais do que eu mesma,
Eu respondi: o Google, meu amigo de cabeça cheia e pressa.
Ele sabe que sou estrela e estilista, meme e poesia,
Que ajudo famosos de dia e que já fui até padaria.. Ah.. e que vendo batata frita à noite na esquina...
Pera🤔 .. batata..
Continuando..
Que já fui rua, já fui igreja, já fui festa e silêncio profundo,
Que já dancei com o caos e já fiz amizade com o mundo.
O Google sabe que sou diva do café, ninja da procrastinação,
Que sou poetisa de madrugada e CEO da confusão.
Que sou drama ambulante, risada em looping,
Que coleciono curiosidade, caos e alguns looks duvidosos no shopping.
No final, ele sabe de mim o que nem eu mesma sei,
E ainda me sugere coisas que eu juro que jamais farei. 😅
Existe beleza no que não esperamos,
encontro no abandono e presença no imaginável, somos isso, intensas e verdadeiras
