Não Existe uma Pessoa Certa
Desabroche, mas no seu tempo
Existe uma pressa no mundo que, às vezes, nos adoece sem fazer barulho. Uma pressa que olha para o relógio como quem olha para um juiz. Uma pressa que inventou a mentira de que há idade certa para começar, idade certa para vencer, idade certa para sonhar, idade certa até para ser feliz.
E então muita gente acredita.
Acredita que, depois de certo tempo, tudo fica mais difícil. Que o coração envelhece junto com o corpo. Que os sonhos criam ferrugem. Que a coragem passa a morar só na juventude. Como se a vida colocasse uma placa invisível diante de nós dizendo: “até aqui você podia; daqui para frente, apenas aceite”.
Mas a vida não fala assim.
A vida fala por estações. E cada estação tem sua beleza, seu peso, seu fruto e sua revelação. Há flores que se abrem cedo, quase ainda de madrugada. Há outras que precisam de mais sol, de mais chuva, de mais silêncio. Nem por isso são menos belas. Nem por isso erraram o tempo. Apenas obedeceram ao ritmo secreto com que Deus, o destino ou a própria existência as chamou para florescer.
Desabrochar não é correr. É amadurecer.
Há pessoas que só descobrem a própria força depois das perdas. Há quem encontre sua voz depois de anos de silêncio. Há quem só aprenda a amar de verdade depois de ter juntado os cacos do próprio peito. Há quem comece uma nova história quando todos ao redor já tinham decretado o fim do livro.
E como é bonito isso.
Porque viver não é cumprir calendário; viver é acender sentido. Não importa se alguém começou aos vinte, aos quarenta, aos sessenta ou aos oitenta. O que importa é que começou. O que importa é que ainda houve chama, ainda houve desejo, ainda houve entrega. Enquanto houver fôlego, há tempo de nascer por dentro outra vez.
Talvez o grande erro de muita gente seja confundir idade com limite. Idade não é muro; é estrada. Não é sentença; é experiência. Não é fechamento; é acúmulo de céu e de chão dentro da alma. Em muitos casos, é justamente o passar dos anos que nos devolve a coragem mais bonita: a de viver sem pedir licença ao medo.
Chega uma hora em que a gente entende que não precisa provar nada para ninguém. Precisa apenas não desistir de si. E isso muda tudo. Porque, quando alguém decide acreditar novamente em si mesmo, até os dias comuns começam a florescer de outro jeito.
Por isso, desabroche. Mas no seu tempo.
Sem se comparar com a primavera do outro. Sem invejar o jardim alheio. Sem achar que sua hora passou só porque o mundo resolveu medir a vida com réguas apressadas. O fruto que amadurece no tempo certo tem mais doçura. A flor que respeita o próprio processo tem mais raiz.
Acredite: não ficou tarde demais.
Ainda há beleza esperando sua coragem. Ainda há caminhos esperando seus passos. Ainda há instantes que a vida quer lhe entregar como quem diz baixinho: “veja, ainda não terminei com você”.
E talvez a maior sabedoria seja justamente esta: receber cada momento como uma nova oportunidade de existir com inteireza. Viver o agora com gratidão. Abraçar o que chega. Honrar o que passou. E seguir, não com pressa, mas com presença.
Porque a vida não premia quem corre mais.
A vida revela seus milagres a quem permanece.
A quem acredita.
A quem, apesar de tudo, ainda escolhe florescer.
A Beleza da Conquista pelo Mérito
Existe uma satisfação indescritível na alma quando alcançamos uma vitória que exigiu de nós suor, paciência e noites de oração em silêncio. A caminhada facilitada não fortalece as pernas do espírito, mas a persistência diante das tempestades cria em nós uma dignidade que nada pode apagar. Não tenha pressa e não se encante com atalhos que prometem conquistas sem esforço. Cada gota de dedicação colocada no seu trabalho, nos seus estudos e no cuidado com o próximo está edificando o seu verdadeiro merecimento diante das leis da vida.
Ser Designer é: Dominar a arte de criar o que só existe na mente, de quem ainda nem sabe o que quer.
Assim que penso: Creio em Deus. Sei que existe milagres, mas são raros. Por isso estando doente vou ao médico, porque defendo o conhecimento científico, tomo os remédios receitados com fé e ainda faço orações.
F. Meirinho
"Não existe nada mais humilhante que você se humilhar tentando provar quem você é.”
Duvidar de si na frente dos outros é sangrar em público.
Van Escher
Deus é o Altíssimo e criador de tudo que existe, tudo o que já existiu e de tudo aquilo que virá há existir no futuro.
julie.
Há uma menina que ainda não existe no mundo, mas que, de alguma forma, já existe dentro de mim.
O nome dela vai ser Julie.
Eu ainda não sei quando ela vai chegar. Não sei se será daqui a alguns anos, se a vida vai demorar para colocá-la nos meus braços ou se o destino ainda está decidindo se nossos caminhos realmente precisam se encontrar. Talvez ela nem saiba que eu já penso nela. Talvez, enquanto eu escrevo isso, ela esteja em algum lugar que eu jamais poderia imaginar, vivendo uma vida que ainda não tem nenhuma relação com a minha.
Mas eu já a amo.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas sobre o amor de um pai. Ele pode começar antes mesmo de existir um rosto para olhar.
As vezes eu me pego imaginando os olhos dela. Não sei exatamente como serão, mas já consigo imaginar a maneira como eles vão me procurar quando ela estiver assustada, quando precisar de colo ou simplesmente quando quiser encontrar o pai no meio de uma multidão. Imagino o sorriso, o jeito de falar, as manias que provavelmente vão me tirar do sério e, ainda assim, fazer com que eu queira guardar cada uma delas para sempre.
Imagino seus primeiros passos pela casa.
Imagino a voz me chamando de pai.
E acho que é nesse momento que eu percebo que existe uma versão de mim que ainda não conheço.
O pai da Julie.
Talvez ela transforme completamente a minha vida sem sequer perceber. Talvez eu passe a dirigir mais devagar, a olhar o relógio com mais frequência, a pensar duas vezes antes de tomar certas decisões. Talvez minhas preocupações deixem de ser apenas sobre mim. Talvez eu descubra que existe alguém capaz de ocupar um espaço dentro de mim que eu nem sabia que estava vazio.
Eu imagino uma menina pequena segurando meu dedo com a mão inteira.
E acho que, naquele instante, eu entenderia que faria qualquer coisa por aquilo.
Não porque ela teria feito alguma coisa para merecer.
Não porque ela precisaria me devolver alguma coisa.
Mas simplesmente porque seria minha filha.
Esse é o amor que ainda não conheço, mas que já consigo sentir chegando de longe. Um amor que não pede reciprocidade, que não depende de respostas, que não precisa ser escolhido todos os dias porque já nasceu decidido. Um amor que provavelmente vai me ensinar que existem pessoas pelas quais você não pensa duas vezes antes de colocar o mundo inteiro nas costas.
Eu penso na Julie crescendo.
Na primeira vez que ela cair e olhar para mim esperando que eu diga que está tudo bem.
Na primeira vez que ela chegar em casa chorando porque alguém machucou seu coração.
Na primeira vez que ela quiser sair sozinha e eu precisar aprender que protegê-la também significa deixá-la ir.
Talvez eu seja aquele pai meio bobo que vai querer saber onde ela está, com quem está, se chegou bem. Talvez eu seja exageradamente protetor. Talvez eu precise aprender, todos os dias, que ela não nasceu para viver dentro das minhas mãos, mas para construir a própria vida.
E mesmo assim, em algum lugar dentro de mim, sempre vai existir aquele homem olhando para uma menina pequena e pensando:
"Como pode alguém tão pequena significar tanto?"
Eu não sei como serão os olhos dela.
Não sei se ela vai gostar de música, de livros, de filmes, de desenhar ou de qualquer coisa que eu imagine hoje.
Não sei se ela vai parecer comigo.
Não sei se vai torcer para o Palmeiras(mas deveria)
Não sei se vai herdar meu jeito, minhas manias ou se vai ser completamente diferente de mim.
E talvez seja justamente isso que torne tudo tão bonito.
Porque eu não amo uma pessoa que conheço.
Eu amo a possibilidade dela.
A possibilidade de um dia abrir uma porta e encontrar uma menina correndo na minha direção.
A possibilidade de ouvir uma voz dizendo "papai".
A possibilidade de segurar alguém nos braços e perceber que, depois daquele momento, minha vida nunca mais vai ser somente minha.
Julie ainda não sabe se vem.
Eu também não sei quando.
Mas, se um dia ela vier, espero que encontre em mim um lugar seguro para voltar.
Espero que ela saiba que pode errar sem deixar de ser amada, cair sem ter vergonha de pedir ajuda, crescer sem medo de me perder.
Espero que, quando ela for grande o suficiente para entender essas coisas, saiba que antes mesmo de existir para o mundo, já existia em meus pensamentos.
Que antes de eu conhecer seu rosto, eu já imaginava seus olhos.
Antes de ouvir sua voz, eu já imaginava como seria escutar "papai".
E antes de poder segurá-la no colo, eu já sabia que, se a vida me desse a oportunidade de ser o pai dela, eu faria tudo o que estivesse ao meu alcance para que ela nunca duvidasse do quanto é amada.
Talvez esse seja o maior sonho que eu ainda não vivi.
Uma menina chamada Julie.
A menina do papai.
Uma pequena pessoa que ainda não chegou, mas que já ocupa um pedaço enorme de um coração que nem sabia que estava esperandp por ela.
E quando ela finalmente chegar, se chegar, talvez eu olhe para aqueles olhos que passei tantos anos imaginando e perceba que eu estava errado sobre uma coisa.
Porque talvez eu tenha passado a vida inteira tentando imaginar como seria amar minha filha.
Quando na verdade, bastaria conhecê-la
Essência do ser humano...
Um espírito em busca de um sentido por existir.
É uma alma que existe pela Essência.
E para essa conexão apenas um corpo.
Dentro da existência de 80 anos em média a vida resiste com espírito envelhecido.
Muitas vezes as experiências vividas são parte da existência e tornam-se a essência do ser humano.
Existe um zoológico de ideias dentro da toca da lebre — um lugar onde conceitos colidem e transformam o ambiente. As ideias funcionam como forças vivas no mar abstrato das soluções, num estado de constante divergência que desafia as paródias do tempo. De uma cartola, o próprio verso é refutado em estrofes, forçando-nos a evoluir rumo a novos horizontes e caminhos pela escuridão da mente.
Dentro de nós, o horizonte se expande em forma de metáfora. Essas ideias, enquanto adormecidas, sustentam nossa existência nos sonhos que as revelam; quando sonhamos acordados, elas ganham vida, gerando reações e relações — positivas ou negativas — que desabrocham no fundo da toca da lebre.
Por Celso Roberto Nadilo
tá incomodando, resolve.
senta, conversa, se expressa, diz o que sente, faz questão.
não existe nada melhor do que diálogo, compreensão e amor; independente qual seja a relação, seja ela namoro, amizade ou família.
fazer chá de sumiço não vai adiantar em nada, quem tá do outro lado não tem bola de cristal para adivinhar o que você tá sentindo, podendo até se sentir culpado por não saber o verdadeiro "porque" você se afastou dela.
mas observe se essa pessoa faz questão de você assim como você faz dela, gastar palavras, atitudes, e sentimentos com pessoas que não fazem ou não fariam nada por você é perda de tempo.
apenas não deixem pessoas incríveis, que fariam de tudo, moveriam montanhas por você ir embora por um erro seu, mas que você acha que está compartilhando com ela, sua dor; sendo que só está sumindo, e achando que esse tempo que você está tirando, é o certo.
se for sumir avise, diga que não quer conversar naquele momento, caso queira, dê uma explicação, mas não deixem quem te ama ir embora; nesses casos, ou você perde para sempre, ou jamais será a mesma coisa.
Até dentro da luz existe a escuridão.
Mas, imersos nela, contemplamos objetos que superam a velocidade da luz,
e testemunhamos a evolução.
O ser humano transcende suas próprias limitações;
com o tempo, novas ideias florescem.
Mesmo no coração mais árido, há vida e pensamento.
E quando ouvimos os nossos sonhos, sentimo-nos flutuar
rumo a um novo patamar, onde se encontram o olhar da ciência
e a essência da nossa humanidade.
Natureza resiste com a resiliência de um gigante que é...
Num poluído mar existe vida em meio das garrafas plásticas e garrafa vidro se instala um coral de peixes muitas vezes mortos pelo próprio plástico,
A agua é envenenadas e consumida pelo próprio homem.
A sujeira degrada o homem e mundo...
A flores no afastamento, no teto das casas em todos lugar menos na mente do homem.
"Na nebulosa existe uma árvore para aquele que acredita no futuro e vive no presente, abraçando o passado, sendo esse instante que o deixou apaixonado.
Denso instante, pois o movimento de ação corresponde ao término da velocidade, sendo esse instante um ponto superficial da existência. Sendo assim, é natural a teoria de que as cordas do universo tocaram seu coração no momento em que nos encontramos, e o espaço se tornou dilatado no instante em que o universo começou; sendo que cada célula veio da nebulosa que era uma estrela que brilhou no instante em que nasceu."
Amor é a equilíbrio entre linhas do criador o que somos diante a criação.
Percebi que nada existe sem tempo pois tempo é o que existe a matemática e geometria são expostos com criação de critério para prova que tempo é real.
"Não existe um ano novo.
O que existe? Nós, separados, de novo.
Existe a solidão, a dor, o desgosto.
Existe o sonho de um novo amor e o pesadelo de um amor, que já não é novo.
Os fogos da meia-noite, não chegam perto do, na noite, o nosso fogo.
Só mais um ano, aí deixarei de ser o tolo.
Esquecerei ela, seguirei minha vida, viverei com gosto.
Entra ano e sai ano e continuo iludido, parvo e mentiroso.
O passar dos anos já não é mais doloroso.
A vida está amarga, a bebida já não tem mais gosto.
Passou-se mais um, esperarei mais um, dois e um outro.
Por você, aguardar toda a eternidade parece-me pouco.
Hoje, quando o relógio marcou meia-noite, lembrei você, lembrei nós, senti o peito roto.
Sei que não existe, mas amada minha, feliz ano novo..."
Existe o amor da sua vida e o amor para a sua vida.
O amor da sua vida é aquele que deixa marcas profundas. Mesmo quando não dá certo, permanece em algum canto da memória e do coração, como um ponto fraco que o tempo pode até amenizar, mas dificilmente apaga.
Já o amor para a sua vida é aquele que se constrói no cotidiano: com respeito, diálogo, maturidade, parceria e a escolha constante de permanecer. Não vive apenas da intensidade do sentimento, mas da segurança de saber que existe reciprocidade, cuidado e vontade de fazer dar certo.
Vivemos muitos amores, mas só dois deixam marcas: o que dá certo e o que gostaríamos que desse certo.
Talvez seja esse o maior dilema da vida: ficar com alguém pelo qual você daria o mundo ou permitir-se construir um novo mundo com alguém que te ama e conquista todos os dias.
Vive a felicidade plena quem encontra esses dois amores na mesma pessoa.
DESPEDIDA!
Alma vazia,
vida sem sentido.
Já não existe sonho
que eu deseje alcançar.
Sem esperança para seguir,
sem fé para acreditar.
Por mais que eu tente permanecer aqui,
não encontro motivos para continuar.
Aos que permanecerão,
desejo apenas que prossigam,
guardando no coração
a melhor lembrança que tiverem de mim.
Sem sofrimento,
sem culpa,
sem tristeza nem mágoa.
A escolha que fiz
libertou minha alma.
Eu não podia continuar aqui,
sentindo-me um peso,
vivendo atormentada.
Tentei sobreviver,
mas sobreviver não bastava.
Então escolhi silenciar a matéria
para libertar a alma,
na esperança de encontrar na morte
o que não consegui encontrar em vida:
a paz.
MISERICÓRDIA
Se existe misericórdia, que ela nos seja concedida todos os dias.
Porque o mal que assola a nossa alma nem sempre vem de fora; muitas vezes, nasce dentro de nós.
Tudo aquilo que despejamos no mundo, de alguma forma, retorna para nós.
Talvez seja por isso o ditado: “O peixe morre pela boca.”
Não é aquilo que entra que nos devora, mas aquilo que de nós sai — e, inevitavelmente, volta.
