Não Deixe o Amor Acabar
Quero s'tar perto de você quando acabar,
Não me deixa sozinho aqui neste lugar
Ecoa, vai e vem
Por existir já me faz bem
Amar dessa forma, peso não há
Mais leve que o hélio, mais leve que o ar
Teu rosto no meu, uma certeza
Abraço tão puro é minha riqueza
O respeito PÓS-RELACIONAMENTO é uma das coisas mais consideráveis e admiráveis, e não podemos deixar de citar que diz muito sobre uma pessoa.
Talvez o fim de um ciclo tenha chegado ao fim, quem sabe já faz um tempo mais o amor não tenha deixado eu enxergar isso. Onde fez com que eu continuasse a acreditar que em algum momento seria diferente. Por mais que eu tenha tentado mudando as atitudes a forma de pensar e agir. Buscando sempre a confiança e tentando passar a segurança devida.
Mas isso talvez seja algo que não consegui pois somos cabeça dura e não nos colocamos do lado do outro para pode melhor a situação a única coisa que fizemos foi nos afundar em um poço sem fim.
Carta de Despedida
Se vou,
Peço-lhe que deixes.
Não sinto dor,
Nem alegria.
Muito menos, amor.
Se vou,
Peço-lhe que deixes.
Há de existir,
No meu interior,
Um profundo vazio.
Se vou,
Peço-lhe que deixes.
Mas fico,
Se há alguém
Que me salve da vida.
Não é somente o luto pelo fim do amor de alguém, mas também a dor de deixar o lugar para outro ocupar.
O fim ainda está muito longe. Temos a poesia, portanto, temos o caniço que não deixará que morramos em meio a toda a imundice desse mundo.
Se ela te deixar, não tente esquecer que um dia vocês estiveram juntos, lembra-se apenas porque ela um dia escolheu estar com você.
Se alguém não te ama, não é o fim do mundo, mas o instante em que você deixa de se amar é o começo do fim do seu mundo.
O fato do mocinho não ficar com a mocinha no final da história não faz com que ela deixe de ter sido linda, tampouco que os vilões tenham triunfado!
ANTES DO ÚLTIMO
Que estros fugitivos me deixou aqui
No silêncio... e a mim não mais veio
Ilhando a trova sem frescor e asseio
Que me falta, e que por ele me perdi
Em que seda de lacuna me envolvi
Se hoje parece um sonetar alheio
Com palavras sem zelo, sem freio
E, em qual da imaginação remordi
Achei que fosse meu o teu prazer
E que no versejar eu fosse te ter
Eternamente, e você... de saída!
Partiste, bem antes do último verso
E o soneto na imensidão submerso
E a emoção numa saudade perdida...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/10/2020, 14’22” – Triângulo Mineiro
E assim, te deixando ir, também me vou. Sigo buscando aquela, que como eu, ame o voo, e não o chegar. Não mudarei a minha rota, só sigo fazendo o que sei de melhor: continuar. Até que um dia, alguém levemente comece a me acompanhar. Até que um dia eu reencontre alguém, de um outro tempo. Alguém que voltou para também me amar e ser amado. Alguém que voltou para também me libertar.
Não tenta acompanhar meu raciocínio,
Só me deixa ser quem eu sou,
E continua sendo quem tu é.
Ninguém sai perdendo.
Ele não quis jantar aquela noite,
Resolveu deixar espaço para as borboletas voarem no seu estômago.
Nem um copo de leite, nem um copo de suco,
Nem um copo de nada,
Não quis dormir.
Ele sentou na cadeira com o rangido quase infinito,
Olhou o relógio,
Olhou pra janela,
Olhou nas memórias,
Mas não quis jantar naquela noite.
À sombra de que nem todo clichê é válido,
A certeza iminente do fim,
A raiva por aceitar que: é a vida.
Falta dó impalpável mesmo achando ter vivido cada segundo como se fosse o último .
Olhou pra dentro
Respirou fundo
Tentou achar razão e até cochilar
Mas não quis jantar naquela noite."
