Nao Consigo te Odiar
"Quando não conseguimos
ser fiel e leal a quem dizemos
amar, estamos apenas
nos enganando,porque
isso não é amor."
"Desculpa conveniente
do adúltero dizer que a
carne é fraca;seria se não
tivesse cérebro pra decodificar
sua essência oriunda das
inclinações d'alma que
revelam seu fraco caráter."
quero ser amada
mas não acima de Deus
quero ser amada
mas não idolatrada
quero ser amada
mas com verdade
quero ser livre para amar
mas nunca magoar
O mais importante não é o candidato que você escolhe para governar o Brasil, pois, independentemente do meu voto ou do seu, o candidato eleito deverá governar para toda a nação brasileira.
O que ele fizer, de bom ou de ruim, vai impactar todos os brasileiros, tenham o elegido ou não.
Que o melhor esteja por vir e que o candidato eleito governe com amor, respeito e humanidade, por um Brasil de paz, união e fraternidade!
Que o melhor esteja por vir! 13:55
Momento de agradecer à vida por mais um dia e pelas bênçãos recebidas!
Boa tarde! Que não nos faltem motivos para sorrir, fé para seguir em frente e gratidão no coração.
Graças a Deus eu vejo a vida com a certeza de
que não é uma competição, não é sobre Ganhar
ou sai perdendo ..
É sobre a liberdade de ser quem você realmente
é e se sentir bem.
A leveza de caminhar sem a pressão social de
“ ser alguém” “ ter as coisas “.
As lutas nunca são comparadas pra êxito da
afirmação do bem comum . Que a vida nos
presenteie com as ferramentas certa pra cada
adversidade.
Brumar
Entre o Acaso e a Lealdade
Admiro aquilo que o tempo não apressa,
o que floresce sem precisar de promessa,
o que chega sem anúncio ou explicação
e, sem perceber, faz morada no coração.
Há encontros que parecem obra do acaso,
mas deixam a alma fora do compasso.
Basta um olhar, um gesto, uma sintonia,
e o mundo ganha outra poesia.
Aprendi que não se colhe qualquer flor,
nem se confunde a beleza com o amor.
Há flores que encantam pela aparência,
outras que ensinam o valor da paciência.
Pois amar também é saber esperar,
é admirar sem querer aprisionar,
é oferecer abrigo, não uma prisão,
é ter raízes sem perder a direção.
E a lealdade, ah… essa não faz alarde,
não muda de rosto quando a vida arde.
É permanecer inteiro na ventania,
ser verdade mesmo quando ninguém vigia.
O tempo revela o que o encanto esconde,
se a presença é abrigo ou apenas passagem,
se o sentimento sabe aonde ir
ou se veio somente para nos confundir.
Por isso, se um dia florescer no meu jardim,
que seja por vontade, não por obrigação.
Não quero uma flor que permaneça por mim,
mas uma que escolha ficar por convicção.
E se o acaso nos cruzar outra vez,
que o tempo nos conte o que ainda não disse.
Que haja admiração em cada amanhecer,
lealdade nos dias difíceis
e amor suficiente para deixar florescer.
Pois sou jardineiro, mas também sou jardim.
Tenho flores que o mundo ainda não viu.
E aprendi que o mais bonito, enfim,
não é colher uma flor…
É merecer que ela floresça ao teu lado,
mesmo quando ninguém pediu.
Senhor, te falo agora não como quem se acusa diante de uma multidão, mas como quem sussurra sozinho em um quarto escuro, onde só tu me ouves.
Se eu chegasse ao céu e não te encontrasse lá, saberia que estou no inferno.
No entanto, tu não me deixaste à porta; chamaste-me de filho antes mesmo que eu soubesse pronunciar o teu nome.
Estranho é meu coração: peço perdão com uma mão e afasto o Perdoador com a outra.
Mas não é esta estranheza que me define diante de ti; é a tua paciência. As pedras clamariam o teu nome se eu me calasse, e quantas vezes me calei! Ainda assim, não me tratas como servo relutante, mas como filho que volta coxeando, vestido com a melhor túnica antes mesmo de terminar o discurso ensaiado de arrependimento.
Não é vergonha que quero guardar de mim, Senhor, mas espanto: que um coração tão inconstante tenha sido escolhido para ser amado com sangue.
Que eu, que tantas vezes te esqueci, nunca tenha sido esquecido por ti.
Deus me vê
Deus me vê. Eu sei disso e ainda assim finjo que não sabes de tudo, como se um coração pudesse esconder-se de quem o formou.
Mas não posso. Não há canto em mim que o Senhor desconheça, por mais que eu insista em cobri-lo.
O que não compreendo é que, vendo tudo, ainda me desejas. Me desejas como estou agora, não no que eu poderia ser um dia. Este que sou agora, quebrado como estou, é o que queres.
Como Adão, que temeu porque se viu nu diante de ti, e cobriu-se de folhas que nada escondiam. Também eu sou assim. Teço as minhas próprias folhas, e sei que és tu quem as vê murchar antes mesmo de eu terminar de costurá-las.
E quando a vergonha tenta afastar-me de ti, corro; mas para onde correria eu, que não estivesses lá primeiro?
Esperei que fosses embora. Tu ficaste. Sempre ficaste.
Não sei o que o amor contém, nem tenho palavra que o alcance por inteiro. Só sei que és tu quem o define, e que ainda que eu tente me esconder de quem me formou, nunca encontrei lugar algum onde já não estivesses primeiro esperando por mim.
A Metamorfose do Afeto
Há um silêncio sagrado nas coisas que não se explicam apenas pela lógica, mas que encontram morada na sensibilidade de quem sabe escutar o mundo com os olhos da alma. É nesse território onde a espiritualidade do eu se funde à espiritualidade com a natureza que se compreende a verdadeira dimensão da existência. As árvores não questionam suas raízes; apenas sustentam o peso do vento com uma força ancestral, ensinando que a autoconfiança e a autoestima não nascem do aplauso alheio, mas da certeza silenciosa de quem aceita o próprio ritmo e a própria coerência.
Às vezes, perde-se nas ilusões de um amor platônico, idealizando silêncios e distâncias que só existem na curva dos pensamentos. Mas a vida, em sua infinita sabedoria, devolve ao chão fértil do real quando transforma esse amor platônico em um amor de amizade — aquele que se disfarça de carinho cotidiano e se sustenta no cuidado mútuo de quem não exige nada, senão a presença. É o verdadeiro amor amigo, que chega sem estrondo, trazendo a certeza do bem querer e a paz de um abrigo seguro.
Nessa troca genuína, descobre-se o valor raro da reciprocidade. Não há balança pesando o que se dá ou o que se recebe; há apenas o fluxo natural de duas almas que se reconhecem e se validam. É a manifestação viva de um amor verdadeiro, despido de vaidades, que lembra que ninguém caminha só neste vasto labirinto da vida.
Por tudo isso, fica o profundo agradecimento à terra que sustenta os passos, ao vento que sopra o supérfluo e às mãos amigas que se unem quando a tempestade ameaça. Viver é a arte de traduzir em versos o que o coração, com seu ouvido absoluto, capta na sinfonia do universo.
Luciano Bento
