Nao Consigo te Odiar

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Aprender a selecionar onde pomos a nossa energia não é orgulho, é maturidade.


Guardar o nosso melhor sorriso e o nosso tempo para os lugares onde a nossa presença é celebrada, e não apenas tolerada.


Quando dispersamos a nossa energia para viver de aplausos, não damos atenção ao que o coração nos diz, podemos perder o que Deus nos quer oferecer de belo e que nos estava destinado!

“O conhecimento é uma bagagem que a gente carrega para o resto da vida, mas que não pesa”

Uma vez


Uma vez pensei,
que não havia felicidade,
até chorei,
caminhando pela cidade...


Uma vez odiei,
saber rimar versos de amor,
até que encontrei,
a mais linda Flor...


Que deu atenção,
ás rimas feitas por mim,
entregou seu coração
e todo mal que pensei,
uma vez,
chegou ao fim...

A Torre


Nos meus sonhos,
ela se projeta.


Há uma névoa sobre ela.
Não sei o que deseja.
Não sei se aquilo que diz
é real.


Ela vive um engano,
acreditando estar
fazendo a coisa certa.


Mentiras doces
alimentam apenas
os miseráveis de espírito.


Por que insiste em aparecer?


Minha realidade
já não comporta
a sua existência.


E, ainda assim,
uma lealdade cega
permanece dentro de mim.


Talvez eu não espere
que ela retorne.


Espero apenas
ser resgatado
da torre
onde ainda a guardo.

“Não precisamos de quem enxergue o mundo como nós, mas de quem nos ajude a vê-lo melhor. Há parcerias que ampliam o nosso olhar e revelam verdades que já habitavam em nós, mas para as quais ainda não havíamos encontrado palavras.”

Bode bom não berra
Homem forte aguenta
Líder é quem menos erra
Chefe ruim afugenta

Na hora da dificuldade
O joio do trigo se separa
O bom da vida é amizade
Juntos, um ao outro se ampara

Experiência de vida se acumula
Se preparar para a vida necessário
A saída com calma se formula
Para terminar, feliz aniversário!

Que o brilho do sucesso não nos cegue, que a angústia do fracasso não nos abata. Sigamos em frente!

Riqueza sem responsabilidade social é aparente sucesso sobre fundações frágeis. Não existe ilha de prosperidade segura em um mar de privações.

Há caminhos que não levam a lugar algum; ainda assim, alguns homens passam a vida inteira tentando descobrir se era o destino ou a estrada que estava perdido.

Aprendi a sorrir diante das minhas ruínas. Não porque deixei de sofrer, mas porque até a tristeza fica constrangida quando percebe que já a conheço pelo nome

Talvez eu não tenha medo de morrer. Talvez tenha apenas curiosidade para descobrir se, finalmente, alguma coisa terá coragem de ficar.

Não confie demais no meu sorriso. Algumas pessoas usam lágrimas para pedir ajuda; eu aprendi a usar o riso para esconder o endereço.

“Não posso findar aquilo que nunca começou. Vagarei apaixonadamente pela eternidade da alma.”

Deixa-me chegar devagarinho para não te assustar;
Deixa-me te amar de mansinho para te machucar;
Deixa-me aconchegar em teus braços e ficar sem medo.
Deixa-me sonhar só uma vez antes de partir.

Estenda a mão, precisamos de união, bondade não tem cor nem religião, está no amor do coração.

Olho o mundo com lentes que não são minhas,
e chamo de meu o que ecoa do outro,
como quem tece, no fio imaginário,
uma pele compartilhada.

Ambiguidade

Não confunda alhos com bugalhos!
Ontem eu encontrei você.
Estava linda,
pronta pra sorrir.
E lembrei da carta
que lhe escrevi.
Eram só palavras,
sem qualquer significado especial.
Mas você nem leu.
Nem sorriu pra mim.
Era só um sonho.

Eu sou um Espirito no corpo, não sou o corpo, mas estou no corpo, e por estar no corpo, o corpo se torna parte do que sou, momentaneamente o corpo faz parte do que eu sou, mas eu não sou apenas o corpo, mas um todo, ligado a uma consciência superior, pelo Espirito que sou, ainda que no corpo me manifesto em vida, em um processo transitório, não sou o corpo, mais parte de uma consciência eterna.

No tempo ou fora do tempo, no corpo ou fora do corpo, a consciência eterna que sou, se manifesta de forma transitória,
pelo o Espirito, em espirito, tenho consciência da minha limitação no espaço tempo, cujo corpo que estou se limita, mas em consciência ligado ao todo, minha capacidade infinita de criação se manifesta, não apenas no corpo, para o corpo, mas através do corpo em que habito.

Não habito só, há em mim diversas partes do que não sou, de um corpo que estou, conscientemente co-existimos em uma mesma matéria, Eu o Espirito em espirito, confronto incessantemente os desejos do que não sou, um desejo transitório de um corpo, uma alma que anceia os desejos do corpo,e que em suas vontades anceia todas suas necessidades corpóreas, Mas minha consciência de Espirito em espirito, transcende tais vontades, ainda que meu corpo trabalhe em função de suas próprias necessidades, eu em espirito ligado ao Espirito do todo, transcrevo minha existência eterna através de um corpo temporal, por que Eu sou o Espirito que habita no corpo, mas não o corpo, ainda que o corpo seja parte, de minha transição não o sou.

Tenho plena consciência, de estar ligado ao todo, pelo Espirito em espirito.

A vida não floresce por acaso, mas pela coragem consciente de recomeçar diante o inevitável.

Onde o Tempo Não Existe

E se o tempo nunca tivesse existido?

Se aquilo que chamamos de ontem,
hoje
e amanhã
fosse apenas uma maneira limitada
de organizar o infinito?

Talvez exista algum lugar
onde eu ainda tenha um ano.

Onde minhas mãos ainda sejam pequenas
e eu não saiba que um dia
vou aprender o significado da palavra saudade.

Nesse mesmo lugar,
eu tenho cinco.

Corro sem saber que estou correndo
para longe de uma infância
que passarei o resto da vida tentando encontrar.

Tenho dez.

Ainda existem pessoas ao meu redor
que, em outra parte dessa linha,
já não estão mais aqui.

Eu olho para elas,
converso com elas,
e não faço ideia
do privilégio que é poder ouvir suas vozes.

Tenho quinze.

Acredito que a vida está começando.

Tenho vinte.

Acredito que tenho tempo.

Tenho trinta.

Começo a perceber
que algumas portas se fecharam
sem fazer barulho.

Tenho quarenta.

E talvez já olhe para os vinte
como quem observa uma pessoa
que um dia conheceu muito bem.

Tenho cinquenta.

Sessenta.

Setenta.

Cem.

E se todas essas versões de mim
não estiverem esperando para acontecer?

E se elas já existirem?

Agora.

Todas juntas.

Talvez em algum lugar
o menino esteja sentado ao lado do velho.

O menino pergunta:

“Quem é você?”

E o velho responde:

“Sou aquilo que aconteceu com você.”

Mas talvez o velho também pergunte:

“E você, quem é?”

E o menino sorria:

“Sou aquilo que você perdeu.”

Então os dois ficam em silêncio.

Porque nenhum deles está realmente no passado.

Nenhum deles está no futuro.

Somos nós que atravessamos a vida
acreditando que deixamos versões nossas para trás.

Mas e se ninguém tiver ficado para trás?

E se a criança ainda estiver brincando?

Se o adolescente ainda estiver sofrendo
por algo que hoje parece pequeno?

Se aquele dia perfeito
ainda estiver acontecendo em algum ponto
que nossos olhos já não conseguem enxergar?

Se as pessoas que perdemos
ainda estiverem sentadas naquela mesa?

Se aquela porta ainda estiver aberta?

Se aquela voz ainda estiver dizendo nosso nome?

Talvez o tempo seja apenas uma parede
que nos impede de ver tudo de uma vez.

Porque seria insuportável.

Imagine olhar para uma pessoa que você ama
e enxergar simultaneamente
o bebê que ela foi,
o adulto que ela é
e o último dia em que você poderá abraçá-la.

Imagine olhar para si mesmo
e ver todos os seus rostos.

O primeiro.

O de agora.

E o último.

Talvez seja por misericórdia
que enxergamos apenas um instante de cada vez.

Talvez o presente seja uma pequena janela
aberta sobre algo infinitamente maior.

Mas às vezes…

em certos sonhos,
em certos cheiros,
em certas músicas,
em certos silêncios,

parece que alguma coisa quebra.

Por alguns segundos,
temos cinco anos outra vez.

Dez.

Quinze.

Vinte.

E não estamos lembrando.

Estamos lá.

Talvez seja por isso que algumas lembranças doem tanto.

Porque talvez a memória
não seja exatamente olhar para trás.

Talvez seja tocar, por alguns segundos,
um lugar onde aquilo ainda está acontecendo.

Um lugar onde ninguém envelheceu.

Ninguém foi embora.

Nenhuma despedida aconteceu.

Onde todas as nossas idades
estão sentadas na mesma sala,
esperando umas pelas outras.

E talvez, quando tudo terminar,
não exista um fim.

Talvez apenas descubramos
que nunca estivemos caminhando por uma linha.

Estávamos dentro de algo eterno.

E então veremos:

o primeiro choro,
o primeiro passo,
os amores,
os erros,
as perdas,
os reencontros,
a juventude,
a velhice,

todos acontecendo
no mesmo instante.

E talvez finalmente entendamos
que o tempo nunca levou nada.

Nós é que só conseguíamos enxergar
uma parte da eternidade por vez.