Nao Consigo te Odiar
Às vezes a gente finge que não se importa, só para não sentir a dor de saber que a outra pessoa não se importa com o que a gente sente...
Não se diminua para caber no mundo de alguém, não tente crescer de forma precoce para caber no mundo de alguém! Você tem que saber ser pequeno e grande ao mesmo tempo, ser humilde e orgulhoso ao mesmo tempo, ser grosso e amável ao mesmo tempo... saiba cair, mas ore para que saibas levantar, afinal, ninguém disse que seria fácil, tampouco que seria impossível.
Eu vejo a luz e a escuridão em que são de segundos, eu não sei explicar como me sinto, eu sinto frio e calor ao mesmo tempo e às vezes não sinto nada.
Se você faz de tudo por uma pessoa e mesmo assim não se sente suficiente, talvez você esteja desperdiçando suas energias com a pessoa errada
Tente ser bom e crie seus sucessores. A maldade só entra no coração de quem não conhece o amor. Tenha medo de si mesmo, assim, se manterá seguro.
Liberte-se da saudade unilateral. Se não for recíproca, não vale a pena que a dor da ausência te consuma. Ame-se!
Às vezes, é necessário dar uma pausa, mas não pause por muito tempo! Falando em tempo... ele não pausa.
A verdadeira inteligência não reside apenas no conhecimento adquirido, mas na capacidade de questionar e aprender continuamente
Lilian M Dutra Pugliese
Quando não sei pintar, eu escrevo; quando não sei escrever, eu pinto. E quando nenhuma dessas linguagens me basta, eu esculpo. Se não há nada para escrever, pintar ou esculpir, uso meu corpo como instrumento, expressando meu ativismo através da linguagem. Essa é a essência da minha arte: uma busca constante por comunicar o que palavras e formas não podem captar plenamente. É a tradução das profundezas do meu ser em atos criativos, sempre explorando as possibilidades infinitas da expressão.
Minha boca é livre. Não se pinta por vaidade, mas por escolha. O batom não me adorna, me arma. Uso quando o desejo é meu, quando a festa exige cor ou quando a arte pede impacto. Minha boca não deve nada ao espelho, mas deve tudo à palavra.
INSURGÊNCIA
A fome e a seca no Nordeste não foram tragédias naturais — foram estratégias. Sintomas de um projeto político que tem donos: da terra, da água, do poder.
Desde o período colonial, o Nordeste foi desenhado para sangrar. As mãos que aravam a terra nunca foram as que a possuíram. E, assim, condenaram um povo inteiro à miséria.
E o que ficou no Nordeste? A terra rachada… e as mulheres.
Elas não migraram. Ficaram.
Ficaram para segurar o mundo nos ombros, com os filhos no colo e a esperança entre as mãos.
Mesmo quando não havia farinha, comiam palma. Enganavam o estômago das crianças com caldos ralos, enquanto rezavam para que a noite não levasse mais uma vida.
E é aqui que começa a insurgência.
A insurgência dessas mulheres foi não morrer. Foi não ceder.
Foi insistir em existir onde tudo ao redor pedia silêncio e desaparecimento.
Suas mãos calejadas, seus pés rachados, seus olhos secos de tanto chorar — tudo isso é marca de uma luta que nunca foi reconhecida como deveria.
A verdadeira insurgência nordestina tem o rosto dessas mulheres.
Elas são a terra que não cede, a raiz que não morre, a memória que não se apaga. Lilian Morais
Há momentos em que a arte não representa.
Ela confronta. Ela insiste. Ela se ergue.
Insurgência, como nos propõe Lilian Morais, não é revolta ruidosa, mas fogo subterrâneo que ascende em silêncio e cor.
Esta exposição não se limita a apresentar obras: ela se recusa a calar afetos.
Cada traço, matéria e composição é um fragmento de um corpo que pulsa — corpo individual, corpo social, corpo-mulher, corpo-luta.
A insurgência que Lilian nos convoca é ao mesmo tempo íntima e coletiva: nasce de dentro, mas se espalha para fora, como se cada tela estivesse tentando respirar pelo mundo.
Numa época marcada pela normatização dos gestos, dos desejos e das imagens, sua arte desvia.
Desvia do esperado, do domesticado, do permitido.
E ao desviar, revela:
revela o que foi silenciado, o que foi esquecido, o que nunca teve nome.
A escolha do título Insurgência não é aleatória: é afirmação.
É o reconhecimento de que a arte pode — e deve — ser território de fratura e reinvenção.
Aqui, as cores não decoram; elas denunciam, acolhem, provocam.
Os vazios não são ausências; são respiros.
As formas não obedecem; elas insistem em ser o que são.
Lilian Morais entrega sua insurgência com elegância firme, com delicadeza dura, com beleza que não fecha feridas, mas as mostra com dignidade.
É arte que se posiciona sem se explicar.
É arte que não se curva — e por isso toca.
Numa cidade como Salvador, onde os tambores da história ainda ressoam nos corpos das ruas, a exposição Insurgência não poderia encontrar lugar mais vivo.
É nesta Bahia de lutas e encantos, de dores e reinvenções, que a artista instala sua travessia.
E convida:
não apenas a ver, mas a sentir.
A escutar o que vibra dentro de cada imagem.
A insurgir-se, também — ainda que só por um instante.
Por Humberto Silveira
Não,não me arrependo de ter experimentado a sensação de um beijo apaixonado.Um beijo tem o gosto refrescante de um sorvete após um longo e cansativo dia de verão,o perfume doce e puro das flores primaveris,o arrepio de prazer como nos dias de outono quando o vento sopra e bagunça meus cabelos e faz as folhas,já amareladas, caírem das árvores e é tão lindo de se admirar como a neve cobrindo tudo de branco nas manhãs de inverno.
E aí eu fico num momento em que eu não sei mais o que é certo e errado porque as lágrimas confundem não apenas meus olhos,mas minha mente,embaçando minha alma.
É como a chuva,porque chega um momento em que não da mais para conter a represa e aí eu explodo,como uma grande tempestade. Mas o que me consola é que sempre depois da chuva vem um arco -íris seguido do sol. Estou esperando meu sol voltar para casa,só que a espera é um longo caminho a ser percorrido ;um intermédio entre a tristeza e a felicidade,o sol e a chuva.É o que chamamos de arco-Íris.
