Nao Chega aos meus Pes
Salmos 105.17-21: Adiante deles enviou um homem, José, vendido como escravo; cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do Senhor. O rei mandou soltá-lo; o potentado dos povos o pôs em liberdade. Constituiu-o senhor de sua casa e mordomo de tudo o que possuía. Para José chegar no seu destino, teve que passar pelo processo. Mas lembre-se: O destino é maior que o processo!
Os pés à frente dos pés: em linhas, em retas, em curvas nubladas. Inerciados negativamente ao futuro e subordinados a um passado, surgiram de um desejo profundo, contudo de um imaginário raso: conectados como um quebra-cabeça de duas peças. O simples se moldou complexo, existindo mais na persistência do que no desejo. Por mais que seja incerto, os pés andaram muito para recuar, mas pouco para concluir.
Calma, o que você precisa fazer é colocar os dois pés no chão para poder colocar a cabeça nas estrelas... e ver a verdade como ela é, sem ilusão e sem fantasia.... esse momento é uns dos momentos mais duros da nossa vida, porque agente aprende a viver sozinho, sem sonhos e sem retrocessos...
Desse ponto em diante você tomou a grande lição: ninguém nunca te enganou, você que se deixou enganar....
Diálogo comigo.
O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.
Na barrenta Joaquim Cardoso, aquele garoto, pés descalços...
Fotografava nas pupilas as saudades de então...
E entre todos os percalços, as doces lembranças
Um saquinho de doces de Cosme e Damião
Para uma criança é tão fácil ter felicidade,
E entre bombons, cocadas e pirulitos eu saboreio este sentimento
Essas recordações me conduzem nas agruras da terceira idade,
E me adoçam até hoje, a existência em qualquer momento
As vezes a gente passa muito tempo no raso das nossas vidas, satisfeito com molhar os pés, sentar na areia. Sem perceber que existe um oceano inteiro abaixo de nós, para ser conhecido, explorado, admirado,"nadado". Então é hora de mergulhar em si mesmo. Transformar a gota em oceano. Não aceitar e não mergulhar em lugares rasos pois é impossível não se machucar.
Um mês mergulhado de verdade, na profundidade certa traz mais resultados que anos à beira. No raso. Assistindo da areia.
Falta coragem e confiança para conversar coisas de cunho íntimo/pessoal com alguém. Porque as pessoas não entendem e criam uma imagem de que a pessoa é forte. E as vezes não é.
21 de março — O Evangelho Cósmico
A gestação.
Ó nobre peregrina,
com os pés na terra
e a alma no céu,
aprendo em ti meu nome de ponte:
pontífice, EU SOU,
entre corpo e alma,
entre os ciclos
do livro da vida
onde o teu nome se cravou.
21 de março.
O analema não é só percurso:
é encontro,
ponto de interseção,
transmutação,
o X da questão.
No centro do oito,
as camadas finas se tocam.
Ó meu nobre amor,
os opostos se encontram:
subir e descer,
céu e terra,
espírito e matéria,
visível e invisível.
No equinócio de outono,
céu e terra se casam.
O alto beija o chão.
E ali,
no silêncio exato da travessia,
o invisível vira semente.
O que desce não desaparece:
encarna.
O que some na terra
não morre apenas:
germina.
Na raiz da consciência,
há uma gestação secreta
no ventre da estação.
A terra recolhe,
guarda,
amadurece no escuro
aquilo que será luz.
De equinócio a solstício,
a Terra concebe e dá à luz.
O que fecunda em março
nasce em dezembro.
É o evangelho cósmico
escrito no corpo da Terra.
E então a humanidade reluz,
e um novo caminho
à luz a conduz.
O fundo do poço me ensinou que ter lama nos pés é combustível para ir em busca de água para lavá-los.
Às vezes só é possível atravessar o deserto dos nossos martírios ao aposentar os pés como mola de travessia, e usar os joelhos como tabernáculo e oratório da morada do Eterno.
Normalmente aquele que se abaixa para receber carinho, encosta a cabeça no chão ao beijar os pés daquele que o afagou
SADO
Estou ao seus pés
E seu olhar alto
Me tornas ainda menor
Como entender?
Como?
Se ao contemplar , de baixo, seus olhos negros,
Seus cabelos cacheados, sobre a face branca
Tudo sou.
Em tudo posso amar-te
Sou inteira.
Kaw Lima
Bendito e Santíssimo Pai Celestial,
o céu é o vosso trono e a terra o escabelo de vossos pés.
Vós sois o meu rochedo e a minha salvação.
Vós, que sois benevolente com aqueles que vos buscam em espírito e em verdade,
a vós me dirijo, para que, em vossa santa misericórdia e infinita piedade,
volvais o vosso olhar sobre mim.
Perdoai as minhas imperfeições
e dignai-vos contemplar aquilo que há de melhor em meu coração. Bem sabeis, Senhor, que, ainda que eu seja imperfeito
por causa da fraqueza e das más inclinações da minha carne,
nada poderá separar-me da fé que em vós está firmada dentro de mim, a carne para nada aproveita, mas é o vosso Espírito que vivifica; salva e purifica.
Não me deixeis só, ó Eterno Deus Vivo, mas volveis para mim a vossa paz
e fazei resplandecer sobre mim a vossa luz,
livrando-me dos perigos, porque teu ó Deus é, o Reino, o domínio e a glória,
por todos os séculos.
Amém.
É preciso ferir os pés nas pedras do caminho e as mãos nos espinhos da vida, para sabermos quanto custou uma pequena fatia de felicidade.
Tire seus pés do chão, voe com a felicidade.
A vista lá de cima é linda e você a perde quando deixa a vida te jogar para baixo.
Passos perdidos
Pés andas por ruas
Tentam encontrar sua presença
Sentir a singularidade do teu toque
Sentidos da tua alma
Persisto na extensão dos retratos do nosso olhar.
Empatia
Doem os pés que caminham
E carregam contigo as bagagens da solidão
Dentro de si, carrega
Um mundo de escuridão.
Mas, no caminho,
Encontra outro coração sozinho
E, quando se juntam,
A dor de um é do outro
E se torna de ambos.
É na troca das nossas dores
Que a cura se faz real
Os fardos se tornam mais leves
E nossos caminhos se iluminam.
