Nao Chega aos meus Pes

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Não sou completa, não estou definida, estou vivendo, num barco à deriva, sem leme! Mas, meu destino, certamente, foge as expectativas, não tenho dono, nem opressor, indicando ou ditando, tenho uma bússola que indica, liberdade é o melhor percurso, para seguir na vida...

Inserida por elizete1598

TIREI O PÉ DO FREIO! QUERO AVANÇAR, NÃO PERDI O CONTROLE , NEM QUERO COLIDIR...

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Tempos atuais, onde o ato, educar é orientar, e o rigor não cabe mais, e esta orientação tem que haver respeito, tem que haver moral e a moral não se inclina, não podemos negocia-la ou negligência-la, mas isso não se impõe isso se exemplifica através dos atos, para com o educando. ajustar nossos meios de ações educacionais as gerações e padrões atuas, também e uma forma de querer seguir junto, também é uma forma de avanço para ambos, porque tanto educando, como educador aprendem nesta relação a um, Feedback que devemos respeitar por amor; amor ao próximo, amor a vida.

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SOBRE SER PRETA, MULHER E RESISTÊNCIA!
Não estou completa, não estou definida, estou vivendo, num barco à deriva, as vezes o barco vira, sem leme! Mas, meu destino, certamente, foge as suas expectativas! Não tenho dono, nem opressor, sem patriarcado, sem fragilidade, sem indicador, minha bússola é a consciência, estou numa nau, apelidada liberdade, sou eu por minhas escolhas e afinidades a conduzente, neste percurso da minha vida...

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"..Enquanto, educação inicial e doméstica, não contemplar respeito à diversidade, preconceito fará a diferença, sigamos com nossa resistência! Existe suplência, para quem nao conhece descendência, para quem não tem consciência..."

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A FLOR VIOLADA!

Meu corpo nu, aquele olhar vestiu

Não havia pedido, naquela invasão

Eu, mulher preta suplicava

Meu corpo, minha intimidade,

Não sou sua propriedade



Ainda no banheiro gritei

Patroa! Tira daqui o doutor

Nenhuma resposta a minha suplica

E aquele homem avançou

Gritei desesperada, mas fui silenciada

Com uma forte bofetada



Entre dor e humilhação

Lutei como guerreira

Mas, ele corpulento me jogou no chão

Já totalmente dominada

Me senti cortada como navalha, fui penetrada



Quanto mais me debatia, mas prazer ele sentia

Entendi, corpo paralisado, contrariava o ato

Resolvi indignada silenciar, parar de debater, de reclamar

Mas as lagrimas não deixaram de derramar



Ele virou para o outro lado, corpo cansado

Fez um sinal dedos nos lábios

Pediu silencio, do que foi praticado

Desta forma, o estrupo foi licenciado



Senti nojo do meu corpo

Nojo, deste modelo patriarcal

Que não respeita a moral

E usa o sexismo na base educacional

Para justificar o preconceito e a injustiça social

Inserida por elizete1598

O IDEAL DE LIBERDADE NÃO PODE MORRER





Meu reino foi dizimado!

Meus irmãos oprimidos,

Nações capturadas, pelas garras do inimigo, jogados nos porões de navios fedidos.




Muitos morreram desassistidos, sentindo-se perdidos! Incontáveis os mortos, abatidos, outros decidiram, não havia destino, preferiram desviver, lançando -se ao mar! Nos braços de yemanjá !




Os que seguiram viagem, não sabiam do destino que iria enfrentar, não imaginavam, o pior estava por chegar, escravizados, dominados, chicoteados, violentados e humilhados, brancos racistas, desumanizados.




Muitos anos se passaram, negro resistindo sem esquecer, teve seu legado violado, mas preservou essência do ser, enfrenta com resistência, preservando consciência, seu direito de viver, liberdade e dignidade, sua luz na diversidade, exemplo de humanidade, mesmo quando invisibilidade tentar lhe esconder.

Inserida por elizete1598

Quando a discriminação nos atinge, sempre achamos, que sera igual e nos dará chance de não nos deixarmos ser atingidos, que quando acontecer novamente, o que é inevitável, principalmente por se viver em uma diáspora africana racista, não sofreremos, saberemos lidar com aquela dor, esta... que nos fere e nos lasca a alma, sim o preconceito tem metamofose, mas sua picada tem o mesmo veneno e dói.

Inserida por elizete1598

SE VOCÊ NÃO DIZ PARA QUE VEIO, A LUTA NÃO É SUA!

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O que não podemos é desacreditar dos sonhos, quando eles se materializaram em nós, é porque somos a ferramenta que vai acorda-los na vida...

Inserida por elizete1598

Quero ver fazer doação, sem tirar self, sem divulgação, sem constranger o irmão! Solidariedade, não é auto promoção! É para ajudar, quem não tem condução, aqueles sem oportunidade, que faz parte da diversidade, como base de uma sociedade na condição de vunerabilidade, sobrevoventes, em busca da equidade! Há, não venha falar em comoção! Que comoção? Ou, que foi tocado no coração...O que você divulga, tem outro nome meu irmao, apenas doe, sem ostentação..."

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⁠Dicas de etiquetas antiracista!
Anfitriã! Anfitrião, é quem SERVE!
E se Manuel Soares, não estivesse ali? Quem iria servir? Será que outros, outras do “É DE CASA”, serviriam? Ou será, que já servem, ao modelo naturalizado “É DE CASA”? Afinal quem aguardou ser servida(o)? E quem se manifestou de imediato? Conforme regras de etiquetas social, afitriã ou anfitrião servem), É necessário reavaliar servir, “É DE CASA”! O que foi servido, ao final, além do destacado compromisso anticolonial de um homem preto, sabor de soloridade não teve! Não perdi minha esperança! Gratidão, Manuel Soares...Eli Odara Thoedoro

Inserida por elizete1598

Você mente, colonizador!

Existem histórias que você não contou,
bonitezas identitárias de povos que subestimou!
A nobreza do povo preto, que você ocultou,
e em atos de violência raptou,
levou para as diásporas, escravizou!

Hoje dizem que esse povo não contribuiu,
que a cor preta não tem valor,
que não existem dívidas.
Mas o trabalho forçado, que você explorou,
é um silêncio perturbador!

Essa dívida, colonizador,
gerou juros, correções,
riquezas que você embolsou,
privilégios que seus descendentes acumularam.
Nem dividendos compartilhou!

O senhor mente, colonizador!

Escondeu nos escritos, nos livros,
que havia pretas e pretos cientistas, arquitetos, criadores!
Que havia conhecimento de doutor!
E a ciência natural, que você usou?
Desconsiderou!

E as ervas medicinais,
indicação dos ancestrais,
aquelas que te curaram?
Chamou de magia,
condenou como inflação, bruxaria!
Sentenciou e matou,
ainda mata nestes dias!

Queimou, ainda queima,
nossa religião,
negou, demonizou!
Nos deu rótulos de infratores,
mas foi você quem transformou em escravo
um ser humano,
livre como pássaro,
para depois abandonar, desempregado,
sem assistência, sem reparação.

Quem com ervas te salvou?
Intolerância é sua moeda de valor!

Mulheres pretas foram dizimadas,
as mesmas que seus filhos amamentaram,
lavaram suas roupas, passaram,
cuidaram da sua casa, cozinharam,
deram à sua boca sabores e iguarias!
Ah, como o branco gostou!
Tanto, tanto, que se apropriou.

Ainda assim, eram obrigadas
a satisfazê-lo nas madrugadas,
quando a senhora estava cansada.
Essas pretas, criadas,
apanhavam das mulheres brancas mal amadas,
tinham seus bicos de seio arrancados,
eram chicoteadas,
mas o pior destino era ver seus filhos arrancados!

Vocês rotularam de liberdade
quando expulsaram o povo preto da cidade,
enxotaram das mansões,
sem direito a indenização,
sem direito à educação,
sem direito ao trabalho,
sem remuneração,
sem direito, sem dignidade de cidadão!

Convidaram brancos de outras nações
para assumirem cargos,
com cotas e indenizações,
com renda e título de cidadão.
E disseram que o povo preto,
andando na rua sem emprego,
seria preso.

Aí, superlotação!
Matança!
Antes de chegar na prisão,
o extermínio é a solução!

E a contemporaneidade?
Quinhentos anos depois,
quase nada mudou!
O rio é de dor,
encontro de sangue derramado
com lágrimas de mães em luto, afogadas!

Tiro certeiro do preconceito,
não é bala perdida.
A direção é sempre a mesma:
pretos nas periferias!

Toda mãe teme o cruel destino
de seus filhos amados.
Mas quem está sentindo?
Se as balas já têm destino?

Corpos-crianças,
meninos estendidos,
perfurados de balas!
Quem matou os caras?
Os inimigos!
Nos veem apenas como bandidos,
os pretinhos.

Toma cuidado, filho!
As drogas abreviam os caminhos,
encurtam vidas de meninos!
Mas, qual seria mesmo o destino?
Não responde.
Mas silêncio não é racismo?

Silêncio.
OUVI TIROS!
Dor no peito.
Mais um extermínio do povo preto.
Sempre escolhido.

Estas terras,
que tantos povos abrigaram,
agora são regadas
com sangue de pretos,
Senhor Colonizador!

Mas o que cresce livre
é nossa consciência.
Ela brotou.
Nossa ancestralidade aflorou.
E agora, brotamos para sustentar justiça.

A justiça há de haver!
Neste caminho de identidade a florescer,
este é nosso oásis!
Onde saciaremos nossa sede temporal
com liberdade.

Tudo que se foi,
renascerá em tantos outros tempos,
quantos forem necessários,
para fazer-se presente
em todos os presentes modernos e borboletear.

Nós sabemos, nós podemos!
A raiz vingará!
Viveremos em outras, tantas naturezas.
Formaremos os nós,
resistindo por ideais,
com a força dos Orixás!

Inserida por elizete1598

⁠A História Não Contada
O vento soprava forte sobre as águas revoltas. No horizonte, o sol se punha, tingindo o céu de vermelho, como se sangrasse em despedida. Nos porões escuros do navio, o ar era denso, pesado, misturado ao cheiro da madeira úmida e dos corpos amontoados.
Ali, entre as sombras, estavam aqueles que tiveram suas vidas arrancadas à força. Eram reis, guerreiros, mães e filhos, agora reduzidos a mercadoria. As correntes marcavam seus tornozelos, mas não podiam acorrentar suas memórias.
Dentre eles, um jovem chamado Obafemi mantinha os olhos fixos na pequena fresta de luz que entrava entre as tábuas. Ele não conhecia aquele mar, mas sabia que, além dele, havia uma terra desconhecida — e um destino cruel à espera.
— Meu filho… — sussurrou uma mulher ao seu lado. Era Iyalá, uma anciã que carregava no olhar o peso de muitas luas. — Se não podemos mudar o caminho, que o caminho não nos mude.
Obafemi não respondeu, mas apertou os punhos. Seu coração queimava com a dor de sua gente.
Alguns, em silêncio, decidiram que não seguiriam viagem. Preferiram entregar-se ao mar, nas mãos de Iemanjá, do que viver sob o domínio do inimigo. Obafemi os viu partir, um a um, dissolvendo-se nas ondas, e por um instante, pensou em fazer o mesmo.
Mas não fez.
O navio atracou dias depois. Os que restaram foram levados à força, empurrados para um mundo onde seriam vistos apenas como mãos para o trabalho, como corpos para o lucro. Chicotes cortaram sua pele, línguas estranhas tentaram roubar sua identidade. Mas dentro deles, a chama não se apagava.
O tempo passou. Obafemi sobreviveu. Seu nome foi mudado, sua voz abafada, mas ele nunca esqueceu quem era. Aprendeu a resistir, a lutar sem armas, a falar sem palavras. Seus filhos herdaram sua força, seus netos contaram sua história, e mesmo quando tentaram apagá-lo da memória do mundo, ele permaneceu.
Pois um povo pode ser acorrentado, mas sua essência jamais será escravizada.

Inserida por elizete1598

Somos unicidade pulsante de vida vivida E,essência não se altera! Se adequa , pôde-se admirar, desejar, tocar , se alinhar...amar Imprescindível respeitar liberdade de escolha de cada caminhar, não precisa misturar, não precisa forçar, não precisa modificar ...Toda natureza tem sua rota, nosso destino é singular. A beleza desponta quando destino distintos conseguem em harmonia se tocar, o fantástico neste espetáculo é saber se encontrar e viver sem se moldar...

Inserida por elizete1598

⁠Na minha caminhada, tropecei em pedras. mas aprendi que o problema não eram os caminhos nem as pedras, era o meu jeito de andar!

Inserida por MariliaMasgalos

A humildade é uma virtude, não um comportamento.

Inserida por sanchesk8

A maneira mais sublime de dizer algo a alguém ,é aquela que não usamos palavras

Inserida por sanchesk8

Sempre que me lembro do que ainda não fiz, não lamento, relembro imediatamente que o feito desatempado é volátil.

Inserida por sanchesk8

⁠Compreender
Compreender não é justificar.
Não é apagar a dor que algo causou, nem fingir que nada aconteceu.
Compreender é olhar com olhos mais amplos, é ver além do instante da ferida.
É perceber que o outro age com as ferramentas que tem
E às vezes, elas são poucas.
É entender que as palavras que machucam também vieram de alguém machucado.
Que os silêncios, às vezes, são gritos abafados demais para serem ouvidos.
Compreender não exige que eu continue no mesmo lugar,
Mas talvez que eu pare de carregar pesos que não me pertencem mais.
É quando solto a corda que puxo sozinha.
É quando deixo de tentar consertar aquilo que o tempo já levou.
Compreender é, também, voltar-se para si.
É perguntar: E eu? O que eu preciso agora?
É fazer as pazes com a minha própria história,
Mesmo com as páginas amassadas, rasgadas, escritas com lágrimas.
É saber que às vezes não vem alívio imediato.
Mas vem espaço.
Vem leveza.
Vem silêncio dentro.
Vem uma nova respiração.
Compreender não é esquecer.
É lembrar… sem se perder de si.

Inserida por artmusic268_1107951