Nao Chega aos meus Pes
Costurei-me de um tecido blindado, mas sei me rasgar quando necessito. Conheço todos os meus remendos e costuras tortas e jogo fora o que não me serve de uso. Minhas linhas têm cerol e ferem quem tenta me quebrar, porque eu aprendi a costurar meus caminhos desde cedo."
Assinado, eu...
Papai Noel, se passar por aqui, por favor, traga uma agenda para eu marcar meus dias e quando crescer, lembrar das minhas aventuras na época do natal.
Se por alguma razão, não puder trazer este presente para mim, não tem importância, só não esqueça das crianças que esperam um sorriso nesta data tão bonita.
Sentados à mesa, há milhões de pequenos como eu, lembrando que outros tantos milhões, não possuem mesa e tampouco, o que comer.
Assinado, eu.
by/erotildes vittoria
Mornidão.
Uma das coisas que me assustam é a mornidão; a palavra em si soa estranhamente nos meus ouvidos.
Começa com uma coisa simples que cresce como um vírus contaminando todos os aspectos de sua vida.
Seu dia caminha bem e quando alguém te pergunta: “Como foi seu dia?” você responde: “normal”.
Seu dia caminha mal e quando alguém diz: “Aconteceu alguma coisa?” Você responde: “Nada, estou bem”!
Aos poucos nos tornamos imparciais em tudo que opinamos, pois não queremos que ninguém nos julgue precipitadamente por nossas crenças.
O muro vira uma constante, tentamos descer para a direita, mas a frieza dos nossos problemas nos impede.
Tentamos a esquerda, entretanto o calor da sociedade, a luta diária da sobrevivência nos repele para a zona de segurança que criamos para continuarmos no jogo sem perdas ou ganhos.
Parece que nada mais é intenso quanto já foi e o óbvio domina sua mente, não nos permitimos a buscar o ápice da nossa capacidade e muito menos afundarmos no mais profundo de nossa decadência.
Em cada olhar vejo uma chama que tem medo de se apagar, vejo também um medo intenso de queimar como uma luz que nunca se apaga.
Todos dizem: “Viva intensamente”, mas não entende o real sentido de tais palavras.
Mornidão é o abismo que te prende no limbo entre a satisfação e a insatisfação.
Não tenha medo do luar, não tenha medo do solar, não tenha medo de esquentar ou esfriar.
Pensar, opinar, lutar, amar, desejar e acreditar acima de tudo sem temer o morrer e o viver pleno.
Nada no mundo me entristece,
me excita trabalhar meus medos,
o similar me enlouquece...
Me encontrei no lado avesso!
Eu sinto que tudo em mim se perdeu. Todos os meus sentimentos, valores e coisas boas... tudo se foi! Eu sinto a loucura que é a vida, e sinto como é ser louco por alguns instantes. E digo-te, querido leitor, é horrível!
Nem tudo que penso devo escrever, apenas alguns de meus pensamentos inusitados diários gostaria de compartilhar com vocês.
Sou um cara persistente, procuro manter o foco, luto pelos meus ideais. Troquei a palavra "sonhos" pela palavra "objetivos". Dizem que sou um homem de fé... sabe lá. Esta tem sido minha benção e minha maldição.
Medos
Meus medos afloram
Quando mais me sinto forte
Vasculham minhas gavetas
Em busca da minha fragilidade
Busco na luz de meus parâmetros
A identidade da coragem
Que sou forçada a ter
Para sobreviver
A escuridão se faz
Em pleno sol do dia
Mas a lanterna do destino
Clareia meu caminho
Finjo não sentí-los (os medos)
Enquanto eles teimam em me assombrar
É preciso ignorá-los
Cubro a cabeça...
Mas a noite escura e quente
Me faz sentir calafrios
Tento respirar bem devagar
Para eles (os medos) não me encontrarem
Meus medos afloram
Quando mais preciso ser forte
Eu finjo...finjo...finjo
E sobrevivo
(Nane-08/12/2014)
De onde vens, que trazes consigo esse
poder imenso de roubar meus sentidos
e fazer me inteiramente tua?!
Aguardo ansiosamente o fim dos meus sentimentos mútuos. Por um lado, seria ótimo poder sentir uma emoção de cada vez. Por outro, seria estranho pois, não seria eu.
O mundo em que eu vivo realmente e considerado grande, mas os meus pensamentos sao maiores dentro desse mundo....
Voz que canta a minha
Canto voz que canta a minha
Olho olhos que olham os meus.
Beijo os labios que beijam os meus.
Acaríssio as carrissias que acarríam as minhas.
Choro por quem por mim chora.
Amo quem mi ama.
Amor verdadeiro e aquele que nao espera o outro morrer para ser herdeiro.
Se meu sorriso mostrasse meus verdadeiros sentimentos, talvez muitos ao me ver sorrir ao invés de sorrir de volta, me abraçariam.
Ah! O Amor...
Eu dei inúmeras chances para o amor
Que sequer me deu uma única
Desconstruí meus projetos de felicidade a dois
Aprendi a me amar o suficiente pra seguir
Pela vida sem um par
De amor, de brincos, de qualquer outra coisa
Que me transforme em dona.
Tenho o nada por pertencimento de coisas
Mas, porém, me fortaleci em sentimentos
Ainda que solitária, sou um ser de Luz.
O choro da Mãe TERRA
Rasguei a minha carne e engoli meus filhos
Ainda regurgito alguns aflitos,
Outros padecem nas minhas entranhas
Para serem completamente esmagados pelo meu peso insuportável.
Não estável
Devido à movimentação das minhas placas tectônicas.
Que estão à deriva sobre um magma incandescente
Onde sobre elas transita muita gente
E não posso me acomodar indefinidamente
Com a estabilidade da inércia.
Vez ou outra revolvo e fraturo minha coluna
Despedaço-me e fabrico milhões de lacunas
No meu corpo
Num sopro
De morte
E sem mesmo querer
Fazer padecer minhas crias
E depois vou chorar com a garganta do vento
Explodir em lágrimas de amar, o mar
Tentando tragar
A incomensurável dor
Dos padecentes sobreviventes.
