Nao Chega aos meus Pes

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Meus discípulos são como gaivotas... Livres e soberanos para decidirem seu próprio caminho.

Agindo de fora
para dentro,
matando os
meus sentimentos,
"As palavras"

"O peso da realidade, a inconsistência da vida me ensinaram a ser maior que meus sonhos."

⁠O tempo chamou-me para o amor,aprendi a compreender meus sentimentos. Entreguei meu Coração e minha alma a você; o amor que te ofereci, não encontrará em outra mulher. Cansei de te fazer entender! Cansei de lutar por atenções, você não sabe o verdadeiro significado de amar. Algum dia sentirás falta, e aí tarde demais será. Hoje direi adeus a tudo que vivemos, o passado não mais importa, apenas existirá amor,que o tempo não apaga, mas você não existirá nos meus pensamentos e nem nos meus sonhos. Mas permanecerá no meu coração pois foste o amor mais lindo e doce que um dia conheci.

Aquietar-me


Há mar;
Finito...
suas ondas, sem parar.
São meus pensamentos
que só se aquietam
quando adormeço.

⁠João 13.35: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. A manifestação do nosso amor na vida e pelo próximo revela o quanto somos Dele.

⁠Tragédia


E se tudo der errado amanhã?
Meus planos, meus sonhos,
Meus amores, minha sorte.
Eu me decepcionar com as expectativas,
Me perder em solidão
E em desejo de morte.
Se o amor não vingar,
O café esfriar,
A carência me dominar
E as angústias me atingirem como um corte,
Qual será minha reação?
Qual será minha resposta?
E se o mundo for realmente uma bosta?
Aposto que nada mudará:
O mundo não deixará de ser mundo,
Meus amigos não serão menos amigos,
Meus planos serão reconstruídos
E eu ainda não terei inimigos.
Não serei menos do que já fui,
Não serei mais do que já sou,
Não ficarei mais louco
E não perderei minha fé no amor.
Os jardins ainda serão floridos,
As cores ainda coloridas,
A água ainda será molhada
E a entrada ainda terá uma saída.
Se eu bater violentamente
No absoluto fundo do poço,
Ainda serei eu mesmo,
Ainda poderei subir de novo,
Ainda vou querer ser feliz,
Ainda vou gostar do som da chuva,
Ainda sofrerei quando sentir dor
E ainda apreciarei a luz da lua.
Se tudo der errado amanhã,
Será exatamente igual a hoje.

Calabouço


Pouco importa o esforço
Se de todas as formas
Sou engolido
Martigado por meus medos...
Se tudo que fito
São miragens
De conflitos,
Das minhas indagações.
E quantas vezes morro
Renasço,
Me perco
Nos mesmos embaraços,
Os becos escuros
Deste coração?
E quantas vezes fugi
Numa loucura infame,
De achar
Que não seria alcançado,
E que em meu peito
Não seria infligida
Tão momentânea segurança?
Sou forçado a me levantar,
Suportar o peso da culpa,
Os fardos da derrota,
Forçado a alimentar minhas dúvidas,
Duvidar das respostas,
Viver minhas inquietações...

⁠Querida,

Em cada momento que passa, você está em meus pensamentos. A sua felicidade e saúde são o que mais prezo, e a ideia de tê-la de volta ao aconchego do nosso lar aquece meu coração. Ansiosamente aguardo sua chegada, para que possamos compartilhar as pequenas alegrias da vida juntos. Por favor, seja cautelosa na sua viagem de retorno e nunca esqueça que, não importa o que aconteça, estarei aqui, seu porto seguro e eterno apoio.

Com amor e carinho

Ontem invadiram meus canteiros,
Espezinharam minhas flores,
Partiram todos os vasos
Do meu jardim
Rasgaram minhas vestes
Ultrajaram meu nome,
Alagaram de sangue
Os meus olhos.
Apedrejaram meu rosto
Ainda de menina
Onde resplandeciam quimeras
Numa rua com nome de poeta
Defronte a tanta gente…
E gritaram urros de vitória,
Zombaram,
Rebolando álcool, chapinhando
No sangue da imbecilidade,
Ocos estes crânios de gente.


Hoje bem tentam devastar
No absurdo da existência
As sementes que guardei
Daquele anoitecer
Parido de Primavera.


Mas eles não sonham,
Nunca o fizeram
Eles não podem pensar,
Foi-lhes vedada a lucidez.


Agora tenho tulipas, cravos,
Roseirais, girassóis
E até ervas do campo a crescer
Num coração que continua a bombear
O mesmo sangue outrora profanado
Numa rua com nome de poeta.


Célia Moura, in "Terra de Lavra"

Hoje tenho a plena consciência
de que, em todos os meus tropeços
fui eu quem colocou cada pedra
no caminho.

Você é o livro em que eu conto todos os meus segredos.

“Meus planos, nem são planejados.”

Meus dedos deslizaram por minhas têmporas, cada vez mais firmes, tentando arrancar as vísceras de meus medos e dilacerar meus sentimentos. Ouso afagar meus próprios cabelos enquanto minhas unhas abrem feixes avermelhados sob meu crânio, o vomito do amor acalorado que escoa sob minha mente como lava em um vulcão em erupção.

Os magnas do vulcão, como pequenos pensamentos escapulindo por entre meu suspirar me leva a suar novamente, misturando o almiscarado da minha pele em gotas de horror. O calor do contato, antes revigorante e confortável, agora é uma tragedia inevitável e sufocante.

E no entanto, quanto mais afundo em mim, mais percebo que não há núcleo sólido — apenas camadas e camadas de calor e ruído, como se minha própria existência fosse uma erupção contínua, incapaz de cessar. Meus pensamentos não são mais meus; eles borbulham, espirram, queimam, deixando cicatrizes invisíveis que latejam sob a superfície da pele.

Minhas mãos tremulas e conflitantes, observam o terror sangrento de minha própria epiderme escorrendo sob meu ser, meu interior se misturando com o exterior de maneira selvagem e descontrolada. O carmesim tinta meu anelar e me lembra do compromisso autodestrutivo que possuo comigo mesma. Condenada a se autodestruir em busca de algum alivio, caçando motivos para agir contra mim, em busca de algo único para definir meu ser; mas, procurando definição, somente encontrei a destruição.

“Posso ser invisível para o mundo,
mas sou tudo para os meus filhos.”

Ser alguém mais do que meus próprios pensamentos.

RASTAFARI

O Promotor soltou o verbo; grave, sua voz soou aos meus ouvidos ao som de todos os idiomas e todos os dialetos, como uma declaração a humanidade, sobre quem era o mais espúrios dos seres sobre a face da terra: eu. O juiz que me lembrava um camarão, pela cor da sua pele e pelo seu bigode aparado e sua toga irrepreensível, apenas assentia. Imaginei atrás daquele birô, uma guilhotina com lâmina tão afiada, que certamente faria minha cabeça saltitar como uma bola de basquete nas mão de Magic... ou talvez fosse uma corda preparada num cadafalso; e eu morreria dando língua, deboche à burguesia e seus valores fajutos... quiçá uma fogueira queimasse todas as minhas máculas. Talvez. O promotor continuaria horas a fio com os ‘’elogios’’a ponto de eu imaginar acentuando-se os meus pés-de-galinha, aliás, toda a minha face estaria traçada por aquela angústia, não fosse a providencial e majestosa presença da princesa, que adentrara o tribunal.
Seus impetuosos seios pareciam uma oferenda. Até então, eu não sabia qual era o meu crime, até reparar em toda a sensualidade da boca da princesa. Eu fora sempre alguém torpe assim, ou era a presença da princesa que me tornava um cafajeste? Seus quadris também não me passaram despercebidos; centenas de adjetivos fervilhavam na minha cabeça, todos lidos e entendidos pela majestade a ponto de fazê-la enrubescer. O promotor também parecia conseguir essa proeza, pois no seu lero-lero, palavras como torpe e sadismo, passaram a serem ouvidas com freqüência.
A sentença parecia implacável, irremediável, mas depois de conhecer toda aquela graça, morrer seria um grande azar; restava-me a esperança da defesa; era um negro, cabelos tipo rastafári, estatura mediana numa França burguesa, loira e de olhos claros, onde já havia perecido dentre outros, Joana D’arc a guerreira; contudo se a defesa tivesse metade do “queixo” da promotoria, eu seria absolvido.
O martelo do meritíssimo soara trazendo-me a realidade, quando eu quase sentira o sabor sexy da burguesinha; a palavra foi dada à defesa: Serafim, parecia escárnio, mas não, era a graça do nosso herói, que mais parecia um representante do reggae da memorável Jamaica do Bob Marley. Ou seria um macumbeiro da periferia soteropolitana, ou dos confins maranhense... em que ele se basearia, além do baseado?

O negro começou com um linguajar de fazer inveja a qualquer jurista, deixando todos boquiabertos inclusive o jurista Cid Carvalho emtão famoso pela sua inigualável oratória, mas depois introduziu uma enxurrada de gírias, fazendo aparecer nos lábios da princesinha o mais belo dos sorrisos e nos seus olhos um ar de cumplicidade. O rastafári estava conquistando aquele reinado, e, provavelmente eu seria absolvido para testemunhar a majestade viciada e sodomizada, não, preferível a guilhotina!
Senti o corpo todo estremecer, depois percebi a leiteira ainda pingando nas mãos de Isabel. Eu estava todo molhado entre lençóis e travesseiros deitado na cama, tudo não passara de um pesadelo, e, provavelmente, indignada com alguma reação minha durante o sonho, Isabel tomou essa atitude de me acordar assim. Um negão rastafári abotoava o vestido de Isabel, no que pude perceber, era uma fantasia de princesa. Era desfile da escola de samba e o enredo era o império.
Será que o meu sonho tornar-se-ia realidade? Isso me assustaria, se eu não percebesse que esse rastafári era um fiel representante de uma comunidade gay...

ABSTRAÇÕES
Os meus olhos sustentam a lua
A rosa controla o beija flor
E os insetos fazem seu trabalho
As colunas que sustentam
a terra teu seus imãs
A terra fecunda germina a hortelã,
E a rebeldia dos anjos
Cria a harmonia entre o bem e o mal...
Daí surge a paixão
Que tinge de rubro mercúrio,
E o amor que tinge de opala a lua
A saudade que preenche os oceanos
e o que somos além de Abstrações???

A solução para o mundo tá em mim mesmo, mudando meu próprio mundo, meu mundo interno, meus comportamentos, meus valores, minhas atitudes, minhas ações, meus sentimentos, meus pensamentos. Quando eu mudo, o mundo muda pra mim, porque o que vejo fora reflete o que carrego dentro.

Se cada um mudasse a si mesmo, cuidasse de suas escolhas, seus gestos, suas palavras, sem tentar impor mudança ao outro ou ao todo, o mundo mudaria. O mundo é feito de cada um, e o que cada um faz de si vira parte do todo.

⁠Hoje o dia amanhece mais escuto, pois em meus olhos e em meus peito, vivo a dor da saudade!