Nao Chega aos meus Pes
Os meus sonhos são minha espiração, eles vêm do coração, sei que já levei muitos não, mas tenho uma ambição e não posso parar não e caminhando eu vou nesse mundão, atrás da minha realização.
A vida tornou-me este porto seco que não recebe visita de navios, secaste meus olhos que choro tanto e não sai lagrimas. Talvez porque sou como o peixe minhas lagrimas não aparece.
Meus limites aparecem e florescem com cores fortes que não consigo ver, quando eu me ponho distraído por salvos enganos.
Desde muito cedo, crio meus próprios mitos para não embarcar nos devaneios e nas fantasias de ninguém.
Iniciei meus estudo nas artes, diante a obra magnifica de Gustave Eiffel mas não foi em Paris, muito menos diante a torre que leva seu nome. Foi diante ao mercadão, as margens do rio Negro, no centro da cidade de Manaus, Amazonas, Brasil, na obra de ferro fundido arte nouveau de Eiffel inaugurado em 1883.
Esses meus sentimentos confusos, nascidos de batalhas esquecidas e águas escuras, não clama por atenção, apenas permanecem. Vai de geração em geração, cruzando limites, sustentados pela força discreta daquilo que é verdadeiro demais para morrer.
Meus pensamentos são rabiscos trêmulos, letras soltas tentando conter o que não cabe em mim. Talvez ninguém os leia, mas escrevê-los já é uma forma de não desaparecer. Não busco aplausos, busco alívio. Cada fragmento no papel é uma tentativa de existir, de organizar a dor que o silêncio engole. Mesmo imperfeitos, esses pedaços de mim me lembram que ainda estou aqui, tentando.
Não converso sozinho, mas dialogo com meus estados de espírito, vozes sem corpo, sombras que habitam meus pensamentos. Nem sempre nos entendemos, às vezes falamos em línguas estrangeiras, em murmúrios desconexos, em silêncios que pesam como pedras. Há dias em que a raiva grita alto e a tristeza responde em sussurros, outras vezes, a calma tenta interceder, mas é afogada pela dúvida e pelo medo.
Quais são meus acertos na vida?
Todo ponto que tomo por partida
Não tem linha de chegada.
O que me dá chegada, é desagradável.
A dor tornou-se minha amiga íntima.
Parece que cada ano que se vai,
Leva consigo um pouco de mim.
A forma que sentes o mundo o google pode não traduzir, mas meus olhos compilam, no algoritmo do amar.
Não preciso de muito para ser feliz se, diante dos meus olhos, seu perfume, mesmo no orvalho do dia, eu puder viver, ter e sentir.
Vêm dançar?
Dança comigo olhando nos meus olhos e se não estiver confiante eu te guiarei,
Dança comigo acompanhe os meus passos, ou se você achar melhor eu acompanharei os teus sem medo de errar,
Eu quero uma dança com vários movimentos, envolvida em sentimentos e aquecida pelos teus abraços apertados,
Vêm dançar?
Sofro de miopia no amor, mas não tenho dúvidas do poder dos meus sonhos de enxergar a minha futura prometida.
O melhor que eu poderia fazer dos meus dias ainda não o fiz,
estou sendo cobrado pelo tempo, continuo devendo no presente, mas no futuro enxergo os atrasos e as promessas que serão cumpridas.
Movimentos intocáveis
O que não me prende ao chão e não me faz flutuar não merece os meus sacrifícios, não merece as minhas mágoas e muito menos o meu silêncio.
Escavando os desejos encontrei intactos os olhares, as palavras doces e os sentimentos perdidos, logo morri por dentro.
Penalizado pelo ritmo lento das lágrimas deletei os gritos mas recarreguei a saudade e no exagero dos tropeços as desculpas soaram em vão,
A música toca e agora danço inconsequente com a mulher hoje intocável, porém frequentadora assídua da minha mente.
É uma pena que não sou poesia.
Pois, os meus dizeres seriam
do quanto eu amo.
E quando amo
Amo como um poema.
Letras que cuidam do espírito e da alma.
