Nao Chega aos meus Pes
Se tirarmos os pés da terra e os olhos do nosso próprio umbigo, se olharmos o mundo e a humanidade de outro ponto de vista, com uma perspectiva nova e realista, se tivermos uma pequena noção do tamanho do universo, então veremos o quanto somos miseráveis e mortais para desejar a eternidade...
Há aqueles que sabem como encantar serpente, o mesmo fazem concernente à poesia: Agitam, com os pés sujos as águas rasas para parecerem profundas...
VOZ DOCE DA POESIA.
Amputaram-me os pés,
amputaram-me as mãos
depois furaram-me os olhos
em seguida amputaram-me a língua
perguntaram-me se ainda sentia dor.
Eu não podia andar, era fato,
nem podia ver, nem apalpar
contudo, meu melhor sentido
ainda permanecia, não se alterara
ainda podia ouvir o som do vento,
e a voz doce da poesia.
Reputação é o que as pessoas pensam de você. Integridade é o que Deus pensa de você. Tem muitas pessoas perdendo a integridade para manter a reputação.
É tempo de estarmos com os pés na igreja, com os olhos firmados na palavra e os joelhos dobrados em oração.
Ela é lâmpada para os pés do cristão, bem como luz para todos os seus caminhos. Ele a recebe como a sua única regra do que é justo e do que é errado, de tudo aquilo que é realmente bom ou mau. Ele nada tem como bom senão aquilo que nela se contém, quer diretamente ou por simples consequência; nada tem como mau senão o que ela proíbe, quer claramente ou por inferência inegável. Tudo que a Escritura não proíbe nem ordena quer diretamente ou por simples consequência, ele crê que seja de natureza indiferente, nem bom nem mau em si mesmo; esta é a regra total e única pela qual a sua consciência é dirigida em todas as coisas.
Caminhe com mulheres que se sentam aos pés de Jesus. As conversas são diferentes. Você sai se sentindo inspirada e não inferior, porque são mulheres que sabem que a corrida é para Deus e não uma competição entre si.
As Lições da Mulher que ungiu os pés de Jesus em
Lucas 7.37:
- Ela adorou com o que tinha (Lágrimas);
- Ela usou o que tinha (Perfume);
- Ela trabalhou com o que tinha
(Secou com os seus cabelos);
- Ela recebeu o que não tinha
(Perdão pelos seus pecados).
Use o que você tem, e Deus te abençoa com o que você não tem.
Cristãos rasos na Sã Doutrina adoram se reunir aos pés de gurus gospels ou coaches, lançando sobre eles suas carências, frustações e sonhos, esperançosos que esses indivíduos os podem ajudar. Infelizmente, essas pessoas irão de mal para pior, pois estão depositando sua esperança em homens, e não em Cristo Jesus.
Missões se fazem com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem.
Pai, me Curvo em teus pés suplicando Senhor, para que tenha bendita misericórdia por todas as falhas e erros que cometi na minha vida. Pai, sou um ser que não consigo ser semelhante a ti.
Transforma o meu caráter para que eu possa seguir os teus caminhos, e seguir a tua palavra. Me molde Senhor, como um olheiro molda o barro em vaso.
Faça um milagre na minha vida meu Senhor Retire meu nervosismo, minha irá e meus ciúmes doentio que me consome tanto, que hoje me faz muito mau. Mau em ver as pessoas ao redor de minha vida sofrerem tudo por conta desse mal que há dentro de mim.
Me liberte pai, dessa escravidão que não aguento mais. PAI , assim como o Senhor tirou os hebreus da escravidão das mãos dos Egipcios usando Moisés. Creio na tua palavra que o senhor fará benevolência as minhas súplicas, e farar o mar vermelho abrir sobre a minha vida.
▪︎Salmo da minha semente
Para um cafuçu solitario e de pés exauridos da grande e dilurida bataia da vida! Nada mais mio de bão que um par de mão dilicada de uma fema para uma cafuné sob o crarão da lua...(Patife)
Você foi mais que um sonho, mas sempre estará além da realidade, acorda menino, ponha os pés no chão, teu caminho é longo, e sonhar não cabe mais...
(Patife)
A SACOLA DA SAUDADE
Era um peregrino de pés a caminho
De um santuário que ele inventara
Em trovoadas da vida dura que achara,
Agora em destino de copos de vinho.
Carregava na sacola o seu tesouro
Ganho em tantas horas de penar,
Não eram pérolas, jóias nem ouro,
Somente imagens antigas do seu amar.
E lá ia o vulto cambaleando na estrada,
Falando sozinho num dialeto seu,
Que só o entendiam as aves do céu.
Às tantas, exausto, na berma parou,
Tirou da sacola o seu tesouro e chorou,
Beijando a imagem da mulher amada.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-01-2024)
“Quando a Vida Te Obriga a Mudar”
Há momentos em que o mundo parece se mover sob nossos pés, sem aviso. Situações que nos arrancam da zona de conforto, desmoronam planos, silenciam certezas. O que antes parecia estável se desmancha em segundos e então compreendemos, entre lágrimas e espantos, que a vida não nos pede permissão para nos transformar. Ela simplesmente o faz.
Não há manual para o instante em que tudo desaba. Mas existe um chamado silencioso dentro de cada um de nós uma força que sussurra: ou mudas, ou serás mudado. É uma frase simples, mas carrega o peso de séculos de evolução humana e espiritual. Porque mudar por escolha é ato de coragem; mudar pela dor é rendição inevitável.
A diferença entre um e outro está na consciência.
Aquele que desperta antes da ruína percebe os sinais sutis do destino as pequenas frustrações, os encontros fortuitos, os alertas do corpo e da alma. Ele aprende a ler a linguagem da vida antes que ela precise gritar. Já o outro, distraído por medos e apegos, só compreende quando a dor o sacode. Ainda assim, não há culpa nisso. A dor é apenas o método extremo que a existência utiliza para nos fazer ver o que ignoramos.
Do ponto de vista filosófico, mudar é a arte de morrer sem deixar de existir. É permitir que partes de nós, velhas e cansadas, cedam espaço ao novo. Heráclito já dizia: “Nada é permanente, exceto a mudança.” E talvez essa seja a mais difícil das lições humanas: aceitar que até o amor, o pensamento e a fé precisam se renovar.
Sob o olhar psicológico, resistir à mudança é um tipo de autodefesa do ego. O cérebro busca previsibilidade, teme o desconhecido, cria rotinas como muralhas emocionais. Quando a vida rompe essas barreiras, o medo se confunde com dor e muitos chamam de sofrimento o que, na verdade, é apenas a travessia necessária para um novo estado de consciência.
E, no plano moral, mudar é assumir responsabilidade por si. Não há virtude maior do que a humildade de reconhecer o próprio erro, a própria estagnação, e recomeçar. Quem muda não trai o passado apenas o ressignifica. Aprende que crescer não é negar o que fomos, mas compreender que já não somos mais aquilo.
A vida muda, sim.
Mas quando ela o faz com força, não é castigo. É convite.
Convite a ser mais do que aquilo que você julgava possível. Convite a se olhar com ternura e perceber que, sob as ruínas, há uma nova versão de si mesmo pedindo para nascer.
E, ao final de tudo, quando o coração cansado enfim aceita o que o orgulho negava, vem a paz. Uma paz mansa, limpa, quase infantil. A mesma que sentimos quando paramos de lutar contra o vento e, enfim, deixamos que ele nos leve não para longe de nós, mas para o nosso verdadeiro centro.
Conclusão.
A vida muda, ainda que não a compreendamos. E, às vezes, é preciso perder quase tudo para descobrir o que nunca foi perdido: a capacidade de recomeçar. Porque no fundo, a existência não nos quebra ela nos lapida. Cada dor é um cinzel invisível que esculpe em nós a beleza que antes dormia.
Assim, se a vida te obrigar a mudar, deixa que o coração se comova. Chora, mas não resistas. Pois a lágrima que cai é também o orvalho da alma que floresce.
