Não Basta Ensinar o Homem

Cerca de 26 frases e pensamentos: Não Basta Ensinar o Homem

A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.

Paulo Freire
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto.

Não basta apenas ser professor, é preciso ser mestre na arte de ensinar.

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Desculpa por te amar tanto, por não ser o suficiente, e por não ser capaz de te ensinar o que é amar. Desculpa por confundir amizade em amor, por não ter te dito isso quando deveria, por não conseguir te esquecer, desculpa. Desculpa por eu sofrer. Desculpa por escrever isso aqui na esperança de que leias um dia, mesmo ciente de que isso não vai acontecer. Desculpa. Desculpa por só te cuidar por pensamento. Desculpa por precisar de ti pra me dar vida, e nem te ter pra me da ar.

Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Por­que se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com exatidão seu lugar exato em relação a seus próximos e à comunidade.

Para ser mestre não basta ensinar tudo o que sabe, mas sim, aprender tudo o que ensina.

Só pode ensinar o perdão quem pratica o perdão. Apenas falar de perdão não é o suficiente. Somos o que fazemos, não o que falamos que fazemos.

Inserida por rodbatalha

⁠⁠O fracasso te mostra aonde não ir, mas não tem substância suficiente para te ensinar o que é preciso fazer para chegar.

Inserida por flaviaknop

⁠A educação que as crianças recebem nas escolas não é suficiente para ensinar princípios básicos de caráter, esses só o exemplo dos pais ensina. Quando a criança vê os pais maltratarem uma pessoa menos favorecida quer seja financeiramente ou intelectualmente entende que aquele comportamento é certo, O mesmo acontece quando a criança vê os pais embolsarem troco a mais que a caixa lhe deu. O exemplo ensina mais que as palavras.

Inserida por antoniofelippo

⁠O sentido da vida é nos machucarmos o suficiente para conseguirmos ensinar nossos filhos a não machucarem ninguém.

Inserida por LeonardoBrelaz

Porque ser apenas conteudista não é suficiente. Pois o(a) bom(a) pedagogo(a) desenvolve o social, estimula a coragem, ensina a aprender com a perda, ensina sendo exemplo e estimula a confiança, mostrando que quem aprende também ensina.

Inserida por FranciscoFontes

*Raiz de 1979*
Se não ensinar em casa, alguém ensina.
No meu tempo, bastava uma olhada.
A gente já entendia o recado inteiro.
_Van Escher

A dor não avisa quando chega.
Ela não pede passagem, não explica o que veio ensinar. Apenas atravessa e, no caminho, desmonta certezas, derruba expectativas, desfaz versões nossas que já não se sustentavam. No início, a gente luta contra ela. Questiona. Implora respostas. Revira o passado como quem procura um detalhe capaz de mudar o fim. Mas a dor não negocia. E o tempo não responde. Ele apenas segue.
É nesse silêncio que algo começa a se mover por dentro.
Nada muda de repente. Não existe virada bonita, nem cura cinematográfica. A mudança acontece nos intervalos, entre um choro contido e outro, entre noites em claro e manhãs que chegam sem prometer nada. A dor vai afinando o olhar, desacelerando o coração, quebrando a pressa de ser forte o tempo todo.
Sentir dói, mas não sentir custa mais caro.
Porque é no excesso de sentimento que moram a coragem, a entrega e a verdade. Não há fraqueza em sentir fundo. Há humanidade. Há risco. Há vida.
Com o passar do tempo, aquilo que era ferida aberta começa a fechar. Não some, transforma. Vira marca, vira memória, vira aprendizado silencioso. A cicatriz não grita mais, mas conta histórias. Lembra que fomos frágeis e ainda assim seguimos. Que acreditamos em promessas que não ficaram, mas não deixamos de acreditar no amor. Que nos perdemos e mesmo assim encontramos outros caminhos de volta, ainda que levassem a versões diferentes de nós.
Depois da dor, o mundo muda de tom.
A gente passa a enxergar valor no que antes parecia pequeno. Um abraço que não exige explicação, um olhar que permanece, um silêncio que acolhe. Aprende a não mendigar presença. Aprende a não ficar quando não há verdade. Aprende a ir quando o coração já disse tudo. Isso não é frieza, é maturidade. É entender que nem tudo que machuca precisa ser resolvido. Algumas dores só pedem espaço para existir.
Sentir continua sendo o centro de tudo.
É o que dá densidade ao amor, profundidade à saudade e sentido ao tempo. E o tempo não apaga, ele ensina. Ele suaviza o desespero, transforma ausência em lembrança e dor em sabedoria. Quando percebemos, já não somos os mesmos. O que antes feria, agora orienta. O que quebrava, agora molda. O que partiu permanece apenas como parte da história, nunca como o final.
A dor não vem para nos destruir, apesar da aparência.
Ela vem revelar forças escondidas, camadas que só emergem quando tudo parece ruir. E quando o barulho interno finalmente silencia, a gente entende, com calma e verdade.
Sobreviver ao que um dia achamos que não suportaríamos é uma das formas mais bonitas de continuar vivendo.

O percurso da natureza pode nos ensinar a perceber que tudo só acontece quando chega o tempo, não adianta forçar a barra.

Inserida por Cacio01

⁠Não basta ler, ensinar ou pregar a Palavra. É preciso ser afetada por ela.
do livro Frases cristãs 6

Quando ensinar já não basta

Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

Não basta o professor da Escola Bíblica Dominical amar ensinar, o professor precisa amar as pessoas para quem vai ensinar.

Inserida por simonedemelo

Não há coisa melhor do que ensinar e aprender. O ser humano já nasce com isso, só basta aperfeiçoar. O que torna, ainda mais, a educação o pilar essencial do mundo, a área que forma as outras.

Inserida por georgeaguiar

Não basta ser Professor(a), temos que honrar essa profissão, se dar o respeito e ensinar o que é o respeito, educar assim como os pais fazem em casa, com amor, educação, mas sem amedrontar os alunos, sem agredir tanto verbalmente como fisicamente como tem acontecido por aí a fora. É aluno que agride professor ou ao contrário. Ser um educador é fácil desde que queremos realmente isso, ensinar com o coração, ter várias formas para incentivar no aprendizado dos nossos alunos, acolher eles ou elas da mesma forma que nos procuram, até porque quem faz a escola são eles, e sem eles não há professores, não há escolas. Parabéns a todos nós educadores que honramos essa profissão!!!!!

Inserida por Sanglard

Não basta querermos ensinar se o outro não estiver pronto e disposto a aprender.

Inserida por carlos_alberto_hang