Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Na Têmpora do Fado
Dentro da voz
desata-se o fado
desamparado,
distópico, tão-só:
enxuga as feridas
abertas dos versos.
Ao colo da guitarra
rasteja a parafina madrugada.
Nos dolentes candelabros
escorre o atávico poema
na têmpora do fado
dos facultativos paradoxos.
O inábil silêncio ocultou-se
atrás dos poros do fado,
ouve-se a cor da noite
a cantar a idónea
leveza da existência
e a caridade da morte.
“Confie na sabedoria interna. Acalme seus pensamentos superficiais e poderá ouvir a voz interna, que é sutil.”
José Carlos com sua simpatia
Ouvindo a voz de Jacilene
Sentiu a grande amizade;
Entrando em sintonia,
Conversaram alguns minutos!
Aqui estão juntando as alegrias
Revendo por alguns instantes
Longas histórias, fazendo
Os corações palpitantes...
Se devem seguir avante,
Esse momento triunfante!
Jacilene bem decidida
Aqui chegou com uma proposta:
Conhecer de perto!
Indiferente do que seja,
Lembrando que és respeitador Educado, comunicativo!
Não olhando a distância
Entre a idade e a cidade;
És corajosa, decidida...
Não importa o que os outros pensem:
Conversando estão se entendendo
Os corações se amando...
Não pretende perder tempo!!!
Todo tempo é pouco pra quem quer
Recomeçar, aproveitando a vida
Ouvindo a voz do coração...
Cada um do seu jeito, buscando
A compreensão...
Sendo força e luz
Um para o outro, navegando
A mar aberto, ou buscando encontrar Lindas florestas e cachoeiras para
Nelas se banharem!!
Ensurdecedor é o silêncio da alma, capaz de encantar em seus detalhes a ouvir a voz da natureza, mesmo quando ela parece não dizer nada.
Escuto vozes
Dizem que os poetas
-... ouvem vozes,
vozes das musas
voz de anjos, vozes...
Não é verdade,
a única voz que escuto,
quando escrevo
é minha própria voz.
A voz do medo,
de voz do absurdo
a voz do desespero
a voz da humanidade.
A voz da guerra
a voz do preconceito
a voz da ilusão
a voz da esperança.
Quero continuar a ouvir,
vozes, vozes do futuro
vozes que sonham
vozes que acreditam.
Que ouvir vozes é um sinal
um sinal de humanidade
um sinal de que Deus se importa
mesmo que os homens
não acreditem, eu ouço
vozes...
Evan do Carmo 24/06/2016
O escritor busca encontrar e reconhecer, nos livros que escreve, a sua própria voz, quando isso ocorre é a catarse, a iluminação do espírito, então tudo lhe será possível.
Ser escritor é ouvir uma voz vigorosa e audível, que indica-nos caminhos jamais percorridos. Quando se tem consciência de que esta voz nos pertence, então nada nos será impossível de realizar, quando o assunto for escrever.
No desvão cósmico,
onde habita o nada
há um abismo infinito,
onde cabe quase tudo
a voz lacônica do infortúnio
e o regozijo da musa
as penas da fênix
e a poesia anônima de Deus.
VOZ DOCE DA POESIA.
Amputaram-me os pés,
amputaram-me as mãos
depois furaram-me os olhos
em seguida amputaram-me a língua
perguntaram-me se ainda sentia dor.
Eu não podia andar, era fato,
nem podia ver, nem apalpar
contudo, meu melhor sentido
ainda permanecia, não se alterara
ainda podia ouvir o som do vento,
e a voz doce da poesia.
Mas a cada lágrima derramada,
um verso novo vem à tona,
a poesia é a voz da alma,
o porto seguro na tempestade.
O poeta é o mensageiro dos sonhos,
pois através das palavras,
ele transforma o mundo,
e faz sorrir até quem estava chorando.
Seu coração é um oceano de emoções,
e suas rimas são como ondas,
que vão e vêm sem cessar,
tocando a alma dos que as ouvem.
Assim, o poeta segue seu caminho,
escrevendo e chorando,
mas sempre com a certeza,
de que sua poesia toca o mundo.
Teu sorriso brilha como a luz do dia,
Tua voz ressoa como doce melodia,
Sinto falta desses encantos, oh, poesia,
Recordo com tristeza e melancolia.
Das manhãs em que acordávamos juntos,
Em êxtase, prazer e sonhos de mútuos,
O café da manhã, um banquete divino,
Cheio de beleza, flores, pão e vinho.
No passado, esses momentos ficaram,
Na memória, eles sempre serão guardados,
Preenchem meu coração de saudades.
Mas a vida segue seu rumo, implacável,
E enquanto o tempo avança, inabalável,
Resta-me lembrar essas duras verdades.
Teu sorriso brilha como a luz do dia,
Tua voz ressoa como doce melodia,
Sinto falta desses encantos, oh, poesia,
Recordo com melancolia.
Nas manhãs em que acordávamos juntos,
Em êxtase, prazer e sonhos de muitos,
O café da manhã, um banquete divino,
Repleto de beleza e alegria em caminhos.
No passado, esses momentos ficaram,
Na memória, eles sempre serão guardados,
Preenchem meu coração de saudades.
Mas a vida segue seu rumo, implacável,
E enquanto o tempo avança, inabalável,
Resta-me a lembrança, nas mais doces verdades.
[Nota: Este soneto segue a métrica e a estrutura do estilo clássico do soneto, com 14 versos em forma de quatros estrofes de tercetos, e o esquema de rima ABBA ABBA CDC DCD.]
