Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Tudo pra ela
e nem sai na janela
ouvir minha voz ao luar
Tudo pra ela
e nem da janela
vem me ouvir cantar
Talvez queira
simplesmente e tão somente
ver meu coração se despedaçar
"" E a voz dizia
venha
o coração
já estava indo
quando a cabeça parou e pensou
será?
na dúvida
ouviu a paixão
e foi...""
"" Qualquer coisa que afaste esse medo
de ouvir a voz interior que sempre diz
vá ser feliz
pode o segredo de nós dois
amor assim, feito vendaval
absoluto, incondicional
resistir para continuar
não sei
tudo louco demais para não se querer...
"" Quem acredita na revolução pela voz
na ordem do dia que ecoa nas praças e calçadas
guerra silenciosa sem poder
das bandeiras que pouco avançam
elas compram o pão da liberdade
e entoam canções de paz
mas há mistérios que nunca serão revelados
nas vozes dos que não se calaram
Geraldos, Vinicius, pelas ruas marcharam
e sucumbiram ao caráter predador do anti
nada mais justo que uma pátria amada
idolatrada, sem ladrões servis
assim os meus e os teus filhos herdarão
a cultura que fizemos acontecer
num grito de amor
que haverá de se ouvir para sempre
liberdade, ordem e progresso ...""
Tua voz
Sempre será
A preferida da minha playlist
Pois ela
Continua provocando em mim
Aquele calafrio doce
Que eu gosto
E preciso sentir
Sempre.
Uma coisa todos dias eu peço a Deus, que nunca emudeça minha voz, nem paralise meus gestos, pois não saberia viver, sem falar de amor pra você.
Eu quero leveza
Nos gestos
Nas palavras
E nas atitudes.
Leveza na voz
No olhar
No jeito de ser.
Quero suavidade
Mansidão
Tranquilidade.
Quero paz
Quero amor
Quero sonhos
Feitos de nuvens.
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Minha voz, ferida e firme,
rasga o silêncio das telas frias,
onde almas se perdem na superfície, e o vazio dança disfarçado. Palavras são flechas lançadas na sombra da indiferença.
Quando a mente falha… sinto-me naufragar em um mar espesso, sem bússola, sem voz, sem ar. A depressão… um inimigo invisível, feito neblina que invade os pulmões, correntes que enlaçam a língua, um eclipse que apaga toda clareza. Não é o mundo que enfrento… é um labirinto dentro de mim, onde cada passo afunda, cada pensamento vira eco distorcido, e a esperança… se esfarela como poeira em mãos trêmulas.
Às vezes, a frustração deságua em tempestade, quando o fôlego escapa e a voz se cala, e o corpo, traidor silencioso, trava sua guerra. Mas no fogo da raiva que me consome, arde também a brasa viva da coragem, um tambor que ecoa em meu peito, marca o compasso da luta que não finda, o passo firme no fio frágio entre desistir e persistir. Nesse turbilhão de emoções, nasce a semente da esperança, um suspiro que floresce em silêncio, um canto sutil que insiste em existir.
Sábado, dia 22 de maio de 2022.
O telefone toca.
Do outro lado do Atlântico, uma voz embargada pergunta:
- Você sabe o que aconteceu com o Nilton?
As mãos ficam trêmulas, a respiração acelera, a boca seca e ainda assim é o lugar pelo qual o coração tenta desesperadamente sair do corpo.
- Mataram o Nilton! - responde a voz, entre lágrimas, depois que percebeu um silêncio que gritava por socorro do outro lado da linha.
- Mataram o Nilton! - repetia a voz na tentativa que acreditássemos naquela piada sem graça.
- Mataram o Nilton! - insistia.
Só três dias depois entendemos o motivo pelo qual nao acreditamos naquela triste notícia.
Três dias se passaram e continuamos a não acreditar, afinal, que monstro faria mal a uma pessoa como você? Que tipo de lixo humano seria capaz de nos tirar esse sorriso? Que espécie de animal nos tiraria sua companhia, sua amizade, sua leveza, sua generosidade, sua alegria e determinação em viver e fazer os outros viverem?
Três dias se passaram e nós ainda nao acreditamos que voce se foi, mas descobrimos que você tem irmãos espalhados por todo o mundo!
Nesses três dias a Lu recebeu inúmeras mensagens de pessoas, e todas disseram que perderam um irmão, porque é exatamente isso que você é e continuará a ser: O irmão que o nosso coração escolheu! Daí, meu amigo, se o nosso coração te escolheu como irmão, não há violência que te leve das nossas vidas!
Podem dizer o contrário do outro lado da linha! Podem noticiar os fatos pelos quatro cantos do mundo! Você vive, ainda que a gente saiba que nas viagens não vai te ver mais chegar com flores de uma senhora de 80 anos, com a qual você passara toda tarde a faze-la sorrir! Muita falta vai fazer, mas isso não significa que você nao estará lá, então, até a próxima viagem, nosso amigo-irmão!
Te amamos.
Te amaremos, sempre, para todo sempre!
#justiçaporNiltinho
#justiçapeloNilton
#justiça
#violência
Na estação, em Bruxelas, uma voz em francês, depois seguida do neerlandês e inglês, orienta para o cuidado entre o vão do metrô que acaba de chegar.
À porta, provavelmente para sair, meus olhos se cruzaram com outros que não souberam muito o que fazer, e pareceu -me desistir do que faria.
Eu adentrei o metrô, acomodei-me um tanto quanto incomodada com a imagem que acabara de ver, e não consegui deixar de olhá-lo, agora pela vidraça, enquanto algumas coisas corriam à minha mente, à mesma velocidade e barulho de tudo o que se misturava ao reflexo dele.
De repente ele foi para a porta de saída à minha frente.
Todo meu corpo manteve-se inerte, exceto os olhos teimosos.
Ele correspondeu-me o olhar e quando abriu a porta para sair, eu sinceramente não sei qual o problema dos meus olhos, mas estes só se conformaram em não mais procurá-lo quando ele desapareceu à minha direita.
- Mon Dieu, me abana! - pensei e talvez tenha feito o gesto com as mãos. As duas.
Só sei que alguns segundos depois, tempo que fora suficiente para que ele voltasse ao mesmo metrô, minhas mãos também pararam na mesma posição (de abano), porque contrariando toda a inércia masculina europeia (e eu gosto disso, da inércia), sentou-se ao meu lado a imagem que me fizera fazer o que raramente faço: deixar alguém ir se dos meus olhos.
Mas aí pronto.
Face enrubescida, mãos à abanarem ainda mais, um calorão da porra, embora fosse início da noite, e ele a tentar entender aquela cena, mais desconsertado que quem só agora conseguiu vos falar.
É que emudeci-me.
E-mu-de-ci-me! Merda!
- Vous ne parlez pas français?
- Ãham?
- English?
- Ãham?
- Espagnol?
- Ãham?
Putz! E as mãos a abanarem, o rosto cada vez mais vermelho, a boca cada vez mais muda, ele cada vez mais desesperado, e eu também, ambos pelo mesmo motivo: por eu não conseguir falar!
- Desolé, Désolé, Désolé - levantou-se, abriu a porta na próxima estação, e saiu, ainda a falar: Désolé, Désolé, Désolé, como se tivesse cometido o maior e o mais espúrio dos pecados…
E lá fiquei eu, desolada, a lamentar não ter agarrado os braços daquele 1,80 cm, cabelos pretos, olhos da mesma cor e pequeninos, boca carnuda, sorriso lindo, barba muito bem feita, vestido numa camisa branca, uma calça jeans e um despretensioso tênis, pelo menos até eu conseguir reaver meu raciocínio!
Àquele momento eu ia a uma festa de aniversário de uma amiga, e como sempre, a festa seria regada muita bebida acóolica.
O problema é que agora já estou de volta à mesma estação de metrô, há bastante tempo, um tanto quanto cambaleante, e ele não reaparece! Já conversei em francês, inglês, espanhol, italiano, árabe, doguês com as pessoas, e nada…
Eu só queria, enfim, dizer a ele que "Oui, oui. Je parle français!"
Era só isso…
Putz.
Mas c'est la vie!
E eu sigo no que eu faço com maestria: assustar os homens, de um jeito ou de outro! Uma pessoa desse tamanho, e lá da Mara Rosa…
Não me conformo com isso, viu!
Reflita e escute a sua voz interior, ela tem muito a decidir;
Certamente ela é a resposta exata e desata o que vem a lhe impedir.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
"Estudar História é escutar a voz de quem veio antes para construir um amanhã melhor."
— Prof. Cranon
ESSA SOU EU
Sou o tempo, sou o mar,
sou a voz do silêncio,
o grito do vento.
Sou a dor que quer abraçar,
o carinho do mar...
o beijo da lua,
o sol para seu coração esquentar.
Sou o enigma de mim mesma em doar,
sentir, receber e se dar.
Essa sou eu... nasce para te amar
