Nao Ame Sozinho
Se você saísse da minha vida eu seria como a lua sem o sol.
Eu não brilho sozinho, sem você eu sou apático, apenas mais um coadjuvante.
O meu brilho vem de você, você me completa e me faz especial. Com você eu sinto que sou capaz de qualquer coisa
Perdido
Pedido, mas aonde? não sei!
Dentro de um local escuro, apertado, sozinho.
Perdido, mas aonde ? não sei!
Dentro da caixola ou dentro da estrutura óssea.
Perdido, mas aonde? não sei!
Dentro do que deveria ser meu lar.
Perdido, mas aonde? não sei!
No que deveria identificar, entretanto não consigo reconhecer.
Perdido, mas aonde ?
No corpo que deveria me pertencer o qual habito sem me encontrar.
A brisa de ficar fora de área é triste...
Não mais triste do que se sentir sozinho, rodeado de pessoas bacanas.
As vezes se desconectar é bom, mas só para aqueles que têm uma boa cabeça.
Que não é o meu caso, cantarolando no meu telefone sobre os cantos de um imenso lugar vazio com os meus sentimentos, emoções e pensamentos.
AVIVAMENTO
Eu vejo luz no meu caminho
Sou forte, tenho fé e amor
Com Deus eu não ando sozinho
Sigo em em paz e com louvor
Toda glória em minha vida
Habita em mim a prosperidade
Uma visão de vitória repetida
Que sempre se torna realidade
Só pratico o bem e quero
Ser assim por todo tempo
Rezando não me desespero
Busco ser um bom exemplo
Desejo isso ao meu semelhante
Uma vida plena de coisas boas
Que todos sigam sempre avante
Saúde, paz e amor às pessoas.
Não diz que acabou
Porque só de pensar já dói
Eu sozinho nesse quarto sem você
Só com o cheiro de nós
«Você e eu »
Pela primeira vez na vida não me sinto sozinho.
Você pintou com as cores mais belas meu mundo incolor
Com seu carinho você mudou esse meu coraçãozinho
Mostrando o que realmente é o amor
Me deu o melhor sentimento que já vi
Esse amor mais incrível que senti
Por isso saiba que comigo pode sempre contar
Até porque ao seu lado quero estar.
Um dos males da infelicidade é que o infeliz não sabe ser infeliz sozinho e está sempre a desejar a infelicidade do outro, atraindo para si cada vez mais a infelicidade.
Escopos da vida
Mais uma vez; sozinho!
Estive ontem, também; sozinho!
Amanhã não posso estar diferente.
Afinal de contas, todos os meus amanhãs
Serão sempre, sozinho.
Passei pela vida sem ter religião e nem amigos.
Ou talvez tivesse amigos; mas todos, sem religiões.
Não, não tenho arrependimentos!
Estou hoje entre a covardia de ser eu mesmo
E o mistério que é a covardia de não ser ninguém.
Ainda que para isto; eu me torne subitamente alguém.
Tenho vivido de fronte à tantas portas,
Portas que ninguém mais consegue passar...
Que não passam, porque diante de mim nada passa.
Estou indiferente a mim mesmo.
Porque tudo aquilo que não posso ser
Hoje eu sou!
Mas sem pais.
Ah, se ao menos tivesse um pai.
Se ao menos tivesse um pai, teria os ombros mais leves.
Como um pássaro carregado pela mãe.
Estou sozinho, sendo um bonifrate imaginário, sem imaginações.
Sem imaginações, porque na minha vida nada muda.
Nada melhora e nada piora, nada é novo!
Tudo é velho e cansativo, com a minha alma.
Sou um escritor que faz versos que não são versos.
Porque se fossem versos, teriam melodias e métricas.
Ah, escrever, sem versos e métricas, como a vida.
Ao passo que os meus não-versos prosseguem,
A inabilidade caminha rumo ao meu coração.
Este castelo fantasmagórico, este lugar de terra cinza.
Tudo na minha literatura é velho e cansativo.
Como o autor deitado em uma cama esticado como uma cuíca.
O silêncio do meu quarto fatiga os ouvidos do meu coração.
A minha vida é uma artéria atulhada de lembranças solitárias.
Lembro-me que ao nascer...
O médico olhou-me aos olhos e parou de súbito.
Caminhou pelo quarto e sentou-se em uma cátedra.
Ergueu as mãos ao queixo, apoiou-se fixamente sobre ele.
E ficou ali a meditar profundamente.
Passou-se o tempo e tornei-me infante.
Subi ao céu, observei o mundo e aconteceu;
Deitei o mundo sob os meus ombros.
Depois desci ao pé de uma árvore e adormeci.
Quando acordei estava a chorar de arrependimento.
Na casa que eu morava, já não havia ninguém.
A minha mãe diziam ter ido ao céu; procurar-me!
Não tendo me encontrado, tratou logo de nunca mais voltar.
E por lá ficou, e nunca mais a vi.
Nunca soube por que o destino inóspito lhe tirou a vida...
Se o altruísmo materno é a metafísica de toda a essência
Ou se abúlica vivência é pela morte absorvida,
Não seria à vossa morte um grande erro da ciência?
Talvez um pai!
- Meu pai perdeu-se nos meus ombros,
Era um fardo que eu sustentara sem nunca tê-lo visto.
Todos os meus sonhos e ambições nasceram mortos.
Descobri que a alegria de todos; era o mundo sob os meus ombros.
Olhavam-me e riam-se: Apontavam-me como a um animal.
Quando resolvi descer o mundo dos meus ombros,
Percebi que a vida passou; e nada de bom me aconteceu.
Não tive esperanças ou arrependimentos.
Não tive lembranças, culpas ou a quem culpar.
Não tive pais, parentes e nem irmãos.
E por não tê-los; este era o mundo que eu carregava aos ombros.
Este era eu.
Sozinho como sempre fui.
Sozinho como hoje ainda sou.
Um misantropo na misantropia.
Distante de tudo aquilo que nunca esteve perto.
Um espectador que tem olhado a vida.
Sem nunca ter sido percebido por ela.
A consciência dos meus ombros refletida no espelho
Demonstra a reflexibilidade desconexa de quem sou.
Outra vez fatídico, outra vez um rejeitado por todos.
Como a um índio débil que o ácido carcomeu.
Ah! Esse sim; por fim, sou eu.
Eu que tenho sido incansavelmente efetivo a vida.
Eu que tenho sido o fluídico espectro de mim mesmo.
Eu que tenho sido a miséria das rejeições dos parentes.
Eu que tenho sido impiedoso até mesmo em orações.
Eu que... – Eu que nunca tenho sido eu mesmo.
Ah! Esse sim; por fim, sou eu.
Ouço ruídos humanos que nunca dizem nada.
Convivo com seres leprosos que nunca se desfazem,
Desta engrenagem árida que chamamos mundo.
Ah, rotina diária que chamamos vida.
Incansáveis restos de feridas que sobrevivem,
Nesta torrente da consciência humana.
A pior coisa da vida, não é você estar sozinho, é você ter alguém em sua companhia que te faz se sentir sozinho.
FICAR SÓ
Fique sozinho se necessário
Nao entre na vida daqueles que não o querem
Não se imponha a quem o rejeita
É melhor sair com dor mas com dignidade do que permanecer desonrado e humilhado.
Quem não se sente feliz quando você está por perto, pode ter certeza que ficará feliz quando você estiver longe.
Tenha amor-próprio! Não adianta amar sozinho. Aprenda o óbvio: o sofredor é sempre quem deseja sem ser desejado. Persistir na ilusão é o prazer do incapaz.
Metamorfose
Não há fronteiras para o medo!
Menino jogado ao vento
Sonhava sonhos sozinho no Inverno.
Sobre um abrigo medonho
Manter-se na vertical no mundo
Era como se manter vivo.
Na madrugada, o frio
Invade os pés descobertos.
Das minhas feridas fui curandeiro;
Provado no calor do fogo
Forjado sobre o ferro
Sofri como um soldado,
corpo feito escombros, abandonado.
O lamento de ter sido lento
perdido tempo, ganhei exemplos.
Cicatrizes marcadas no meu templo,
Memórias de um tempo violento.
Rezo à minha rezadeira no escuro
Longe de todo o mundo.
Aprendi a ser um guerreiro
Por isso, não me desespero.
Ainda não perdi o meu talento
Eu escrevo verso-a-verso
A história do menino medonho
Que perdeu alguns talentos,
Ofereceu-me a caneta e um papel A4
E disse: sou o que tu vês e não conheces.
Será se ficar sozinho seja tão bom assim?
Por que gostamos tanto de ficar só?
Ou talvez não gostamos..
Apenas aceitamos por medo.
Medo?
O que seria "medo"?
Rejeição?
Insegurança?
Abandono ou solidão?
Não esperar nada de outras pessoas
Não ter esperança de conhecer alguém melhor
Não saber se entregar
Não saber quem tu es
Teus gostos
Teus sonhos
Tuas crenças e teus modos.
Ser ou não ser?
Querer ou não querer?
Viver ou sobreviver?
"Talvez a vida seja curta para pensar"
Disse eu com tanto medo de amar.
Tenho medo de me entregar;
Eu não me conheço
Eu não sou "alguém"?
Eu tenho tanto medo assim de quem?
Me desculpa se isso te magoar,
Mas acontece que eu não sei amar.
