Nao Alimentar Esperancas

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Adultos não são inocentes, mas alguns podem ser ingênuos, podendo ser enganados ao cair em labirintos e curvas perigosas. A paranoia não é algo bem-vindo. Mas é preciso muito cuidado ao confiar demais em alguém.

Se o céu estiver nublado, não desanime. O arco-íris sempre virá depois da chuva para florescer.

O respeito é essencial e não deve ser unilateral. É algo que deve ser mútuo, sendo a base de qualquer relação saudável.

As pessoas que só levam sim na vida possuem o ego muito inflado. Por isso, o não também é importante para o nosso crescimento e pode ajudar a nos fortalecer. Na vida é preciso aprender a lidar com as vitórias e as derrotas. Psicopatas narcisistas são sedutores e têm amor-próprio em exagero. Logo ,se ame sem exageros.Mantenha a cabeça erguida e seja paciente, que o sim virá naturalmente por distração.

Líderes enfermeiros democráticos têm um olhar de águia motivador,não estimulando apenas o tecnicismo.Mas a humanização no tratamento entre os colegas de trabalho e no cuidado com os pacientes.

As pessoas mais fortes não são aquelas que vivem em meio às multidões buscando a aceitação de todos. São as que aprendem a conviver com a solidão e a viajar e mergulhar para dentro de suas próprias almas.

Mesmo que em passos de tartaruga ande todos os dias, não precisa ser tão veloz quanto as lebres, mas mantenha sempre a constância nos propósitos e a firmeza em suas ideias e ideais.

Uma pessoa que não sabe perder não é madura.A vida é feita de altos e baixos.Por isso é preciso aprender, a levantar.

A oposição é relevante para os governos democráticos. Logo, um governo que não tem ideias e ideais divergentes não é democrático, e sim ditatorial.

O medo não excessivo, ao contrário do que muitos pensam, pode ser seu maior aliado na busca por uma vida proba e equilibrada.

MIGALHAS DA GRANDE MESA — DISSERTAÇÕES.


Há momentos em que a alma não precisa de grandes acontecimentos para perceber que está diante de uma escolha. Às vezes, basta uma pequena “migalha”, uma palavra, uma prova, uma renúncia, uma dor ou um encontro, para revelar aquilo que ainda precisamos transformar em nós.


Em Migalhas da Grande Mesa — Dissertações, Marcelo Caetano Monteiro propõe uma reflexão sobre a reforma íntima a partir de duas expressivas passagens do Evangelho: a parábola do rico e de Lázaro e o encontro de Jesus com a mulher cananeia. Entre a mesa repleta e as migalhas desejadas, entre a necessidade humana e a resposta divina, surge uma questão essencial: o que estamos fazendo com aquilo que a vida coloca diante de nós?


Inspirada também na questão 919 de O Livro dos Espíritos, esta obra procura deslocar a reforma íntima do campo das ideias para o terreno concreto da existência. Não se trata apenas de reconhecer nossas imperfeições, mas de observar pensamentos, escolhas, hábitos, sentimentos e atitudes que, silenciosamente, constroem aquilo que somos.


As “migalhas” tornam-se, assim, símbolos das pequenas oportunidades de crescimento que muitas vezes desprezamos por esperar transformações grandiosas. O Evangelho, porém, pode ser encontrado justamente nos detalhes: na palavra que evitamos proferir, no perdão que resistimos a conceder, na vaidade que precisamos vencer, na responsabilidade que tentamos transferir e na caridade que podemos praticar sem testemunhas.


Este livro não pretende oferecer fórmulas prontas para a transformação espiritual. Convida o leitor a olhar para dentro, reconhecer-se diante do Evangelho e compreender que a verdadeira mudança começa quando deixamos de esperar que o mundo se transforme por nós.


Porque, diante da grande mesa da existência, talvez não nos falte alimento espiritual. Talvez nos falte apenas aprender a reconhecer, receber e aproveitar as pequenas oportunidades que diariamente nos são oferecidas.


Marcelo Caetano Monteiro.

"O que define quem você é não é o tamanho das suas asas, mas para onde você voa."

Onde a primazia é a sobrevivência, a construção social não passa de teoria distante da periferia.

Gosto daquilo que as pessoas não entendem. Ora o mundo está cheio de entendedores para entender o que já é entendido. Quero me aventurar no novo, desbravar o que não se entende.

não sou nada e disso faço meu tudo

Uma vez namorei um escritor a quem, certa manhã, comuniquei os desejos mais profundos: quero não ser. Sem entender, disfarçou, riu e fitou a atenção para outro assunto. Escritor de araque! Se fosse escritor mesmo, saberia exatamente onde é esse não-lugar em que não se é! Onde não se vai para não ser! Saberia exatamente que caminho trilhar, pois, para ter desejo de escritor, deve-se não ser.


E, ao não ser, saberás da existência do vazio, do real. Saberás que ali, onde não se é, é que é a vida. Conhecerás os mundos profanos que teus leitores esperam — se o autor espera apenas leitores, espera em vão. Pode ler-me, mas será capaz de decifrar-me?


Afinal, de que servem as palavras senão para esconder aquilo que, de dia, se expressa no brilho ofuscante, no branco ríspido que reflete o sol nas superfícies dos átomos terrestres: a pura natureza divina? E, à noite, na vasta imensidão cósmica, a alma, em sincronia com o mar de energia, que viaja em busca de sentido e significado?


Se crês que, com esta viagem, desfrutarás apenas daquilo a que se chegou, és um homem enganado, que desperdiçou seu bilhete único simplesmente por não olhar pelas janelas do vagão.

Moça bonita,
liberte-se.
Abra as asas,
solte o que pesa
e voe.

O céu não impõe limites
a quem nasceu para sonhar.

Deixe o sol tocar seu rosto,
a vida tocar sua alma
e permita-se descobrir
o quanto ainda pode florescer.

Você é livre.
Voe.

Cristo não esperou que os seus inimigos se tornassem merecedores para morrer por eles; morreu por pecadores, e pela cruz transformou a inimizade em reconciliação, porque a graça não encontrou homens dignos, encontrou pecadores e lhes abriu, em Cristo, o caminho de volta para Deus.
Romanos 5:8 ,10

O EGO ESPIRITUAL: A MÁSCARA MAIS BONITA DA VAIDADE.
A mais sofisticada das vaidades talvez não seja aquela que deseja ser admirada pela aparência, pelo dinheiro, pelo poder ou pelo conhecimento. Há uma vaidade ainda mais difícil de reconhecer: aquela que se veste de humildade, fala em amor, utiliza palavras de paz e acredita já ter alcançado uma consciência superior.
É o ego espiritual.
O ego não desaparece simplesmente porque alguém começa a buscar a espiritualidade. Ele pode apenas mudar de linguagem, de vestimenta e de objeto. Aquilo que antes desejava possuir pode passar a desejar compreender. Aquilo que antes queria exibir como riqueza pode querer exibir como sabedoria. E a antiga necessidade de superioridade pode reaparecer sob uma aparência aparentemente mais nobre.
Por isso, o autoconhecimento verdadeiro exige uma vigilância que não se limita àquilo que fazemos de errado. É preciso observar também aquilo que fazemos de certo e, sobretudo, o sentimento que nasce dentro de nós quando percebemos que fazemos alguma coisa considerada boa.
ELE NÃO MORRE: MUITAS VEZES, APENAS TROCA DE ROUPA.
O ego pode abandonar a necessidade de ser o mais rico, o mais bonito, o mais desejado ou o mais poderoso e começar a desejar ser o mais consciente, o mais desperto, o mais evoluído, o mais puro ou o mais espiritualizado.
A estrutura permanece.
Antes, queria estar acima dos outros pelas posses. Agora, quer estar acima deles pela suposta evolução espiritual.
Antes, buscava reconhecimento pelo que possuía. Agora, pode buscá-lo pelo que acredita ter compreendido.
A mudança verdadeira não está em trocar o objeto da vaidade, mas em transformar a necessidade íntima de superioridade.
A espiritualidade não deveria constituir um novo degrau para o orgulho. Deveria justamente revelar ao Espírito a necessidade de descer do pedestal em que ele próprio se colocou.
QUANDO A ESPIRITUALIDADE PRECISA DE PLATEIA.
Existe uma diferença profunda entre compartilhar uma experiência espiritual e necessitar que os outros reconheçam nossa espiritualidade.
Quando a vivência interior depende constantemente de aprovação, elogios, reconhecimento ou admiração, talvez ainda estejamos mais preocupados com a imagem que construímos de nós mesmos do que com a transformação que precisamos realizar.
A verdadeira renovação moral não necessita de testemunhas permanentes.
Quem realmente procura melhorar não precisa anunciar a cada instante que está melhorando.
Há virtudes que amadurecem justamente no anonimato: a paciência que ninguém percebe, o perdão que não é publicado, a renúncia que não recebe aplausos, a caridade que não precisa de fotografia e a luta íntima contra um defeito que somente a própria consciência conhece.
É nesse território silencioso que a espiritualidade começa a deixar de ser discurso para tornar-se experiência.
QUANDO UM DOGMA É TROCADO POR OUTRO.
Também existe o risco de abandonar uma estrutura religiosa apenas para construir outra dentro de nós.
Mudam-se os símbolos, os hábitos, as palavras e as referências, mas permanece a necessidade de determinar quem está certo e quem está errado; quem despertou e quem ainda dorme; quem conhece a verdade e quem permanece na ignorância.
A prisão pode mudar de aparência sem deixar de ser prisão.
O problema não está necessariamente no ritual, na alimentação, na roupa, na prática espiritual ou em qualquer escolha pessoal. O problema surge quando essas coisas deixam de ser instrumentos e passam a funcionar como critérios para medir o valor espiritual das pessoas.
A forma não pode ocupar o lugar da essência.
O Espírito não se torna moralmente superior porque adotou determinado comportamento externo. A transformação espiritual precisa alcançar a consciência.
A SUPERIORIDADE DISFARÇADA DE COMPAIXÃO.
Talvez uma das máscaras mais delicadas do ego espiritual seja aquela que se apresenta como compaixão.
É possível olhar para alguém e pensar: “Ele ainda não despertou.”
Pode-se dizer que determinada pessoa está “adormecida”, “inconsciente” ou “em uma vibração inferior” e, sem perceber, transformar uma ideia espiritual em instrumento de superioridade.
A compaixão verdadeira não contempla o outro de cima para baixo.
Ela reconhece que cada Espírito possui seu próprio caminho, suas próprias lutas, suas limitações e suas possibilidades de crescimento.
Aquele que compreende alguma coisa não se torna proprietário da verdade. Torna-se, antes, responsável pelo modo como utiliza aquilo que compreendeu.
Quanto maior o conhecimento, maior deveria ser a responsabilidade.
Quanto maior a percepção das próprias imperfeições, menor deveria ser a necessidade de julgar as imperfeições alheias.
QUANDO A ESTÉTICA OCUPA O LUGAR DA ÉTICA.
Há uma espiritualidade que pode ser reconhecida pelos objetos que utiliza, pelas palavras que pronuncia e pelas imagens que produz.
Mas a verdadeira espiritualidade precisa ser reconhecida principalmente pela maneira como alguém trata as pessoas quando não está sendo observado.
Incensos, livros, símbolos, pedras, orações, meditações, roupas, ambientes silenciosos e paisagens contemplativas podem acompanhar uma busca interior. Nenhum desses elementos, porém, substitui a transformação moral.
É relativamente fácil falar sobre paz.
Mais difícil é permanecer pacífico diante de uma provocação.
É fácil falar sobre perdão.
Mais difícil é não alimentar ressentimento quando somos feridos.
É fácil defender o amor.
Mais difícil é praticá-lo quando o outro pensa diferente de nós.
É fácil contemplar uma paisagem em silêncio.
Mais revelador é lavar a louça sem reclamar, ouvir alguém sem interromper, admitir um erro sem criar justificativas e fazer o bem quando ninguém saberá que fomos nós.
A espiritualidade verdadeira não precisa de cenário extraordinário.
Ela precisa de consciência.
O PERIGO DE TRANSFORMAR O AUTOCONHECIMENTO EM AUTOADORAÇÃO.
O autoconhecimento pode tornar-se outra forma de narcisismo quando a pessoa passa a observar a si mesma não para corrigir-se, mas para admirar a própria suposta profundidade.
É possível conhecer os próprios mecanismos psicológicos e continuar escravo deles.
É possível falar incessantemente sobre consciência e permanecer inconsciente diante das próprias atitudes.
É possível estudar espiritualidade durante anos e ainda não ter aprendido a pedir desculpas.
O conhecimento de si somente se converte em crescimento quando produz consequência moral.
Não basta descobrir quem somos.
É necessário perguntar o que estamos fazendo com aquilo que descobrimos.
A ESPIRITUALIDADE QUE DEVOLVE O SER AO MUNDO.
A espiritualidade autêntica não nos retira da realidade para criar uma identidade superior. Ela nos devolve à realidade com maior responsabilidade.
Depois da oração, ainda existe a família.
Depois da meditação, ainda existem os conflitos.
Depois do estudo, ainda precisamos conviver.
Depois de uma experiência profunda, ainda precisamos trabalhar, cumprir compromissos, enfrentar limitações, cuidar dos outros e lidar com nossas próprias imperfeições.
É justamente aí que a espiritualidade demonstra sua autenticidade.
Não naquilo que conseguimos sentir durante alguns minutos de elevação, mas naquilo que conseguimos modificar quando a vida volta a nos contrariar.
A prova da transformação espiritual não está somente na experiência extraordinária.
Está no cotidiano.
UM ALERTA À CONSCIÊNCIA.
O ego espiritual pode fazer-nos acreditar que sempre falta alguma coisa para nos tornarmos especiais: mais conhecimento, mais iniciações, mais experiências, mais práticas, mais reconhecimento, mais sinais de evolução.
A espiritualidade, porém, não deveria alimentar a necessidade de sermos especiais.
Deveria ensinar-nos a sermos verdadeiros.
Se precisamos provar que somos espirituais, talvez ainda estejamos preocupados demais com a aparência daquilo que desejamos ser.
Se precisamos provar que despertamos, talvez ainda devêssemos perguntar por que precisamos que os outros reconheçam o nosso despertar.
Se precisamos anunciar que somos paz e amor, talvez seja justamente nesse momento que devamos silenciar e observar nossas próprias reações.
O ego também sabe falar mansamente.
Também sabe utilizar palavras bonitas.
Também sabe citar a paz.
Também sabe vestir-se de humildade.
Por isso, a vigilância interior precisa ser mais profunda do que a aparência.
A verdadeira espiritualidade é simples porque não precisa construir um personagem.
É silenciosa porque não depende de aplausos.
É humilde porque não necessita sentir-se superior.
É prática porque não se satisfaz com conceitos.
E é profundamente humana porque não nos afasta do mundo, das pessoas e das responsabilidades.
Ao contrário: quanto mais o Espírito compreende a própria realidade, mais aprende a servir sem ostentação, amar sem posse, perdoar sem humilhar e caminhar sem precisar colocar-se acima de ninguém.
Talvez o sinal mais seguro de uma transformação espiritual não seja a pessoa dizer que encontrou a luz.
Talvez seja simplesmente perceber que ela já não precisa convencer ninguém de que a encontrou.
Imagem ilustrativa: uma pessoa sentada em silêncio diante de um espelho, em um ambiente sereno e iluminado por uma luz suave. No reflexo, a aparência exterior se desfaz gradualmente, revelando uma expressão humilde e consciente. Ao fundo, há elementos discretos de espiritualidade, como uma vela acesa e uma paisagem natural, simbolizando a busca interior sem ostentação.
Marcelo Caetano Monteiro.
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Aquele que acredita que amar não é bom, é porque não aprendeu amar...