Nao Alimentar Esperancas

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De acordo com o filósofo Heráclito:
"Quem não sabe escutar não sabe falar". Por isso, aprender a ouvir e ser plateia é algo primordial nas relações pessoais e profissionais.

Na sua vida profissional, você na maioria das vezes não irá escolher com quem irá trabalhar. Por isso precisa manter o equilíbrio. Mas nas relações pessoais afetivas, se puder escolher, escolha um parceiro ou parceira que te traga calma. Ou seja, se vive com alguém que te estressa, pule fora imediatamente.

A amizade verdadeira não é aquela que vive sempre na sua casa ou que se compra com algo de valor, mas é aquela que se cativa no olhar e mora dentro do seu coração.

Tente mesmo que não obtenha êxito. Existem várias formas de tentar e de dizer algo, mesmo que seja nas entrelinhas.

Adultos não são inocentes, mas alguns podem ser ingênuos, podendo ser enganados ao cair em labirintos e curvas perigosas. A paranoia não é algo bem-vindo. Mas é preciso muito cuidado ao confiar demais em alguém.

Se o céu estiver nublado, não desanime. O arco-íris sempre virá depois da chuva para florescer.

O respeito é essencial e não deve ser unilateral. É algo que deve ser mútuo, sendo a base de qualquer relação saudável.

As pessoas que só levam sim na vida possuem o ego muito inflado. Por isso, o não também é importante para o nosso crescimento e pode ajudar a nos fortalecer. Na vida é preciso aprender a lidar com as vitórias e as derrotas. Psicopatas narcisistas são sedutores e têm amor-próprio em exagero. Logo ,se ame sem exageros.Mantenha a cabeça erguida e seja paciente, que o sim virá naturalmente por distração.

Líderes enfermeiros democráticos têm um olhar de águia motivador,não estimulando apenas o tecnicismo.Mas a humanização no tratamento entre os colegas de trabalho e no cuidado com os pacientes.

As pessoas mais fortes não são aquelas que vivem em meio às multidões buscando a aceitação de todos. São as que aprendem a conviver com a solidão e a viajar e mergulhar para dentro de suas próprias almas.

Mesmo que em passos de tartaruga ande todos os dias, não precisa ser tão veloz quanto as lebres, mas mantenha sempre a constância nos propósitos e a firmeza em suas ideias e ideais.

Uma pessoa que não sabe perder não é madura.A vida é feita de altos e baixos.Por isso é preciso aprender, a levantar.

A oposição é relevante para os governos democráticos. Logo, um governo que não tem ideias e ideais divergentes não é democrático, e sim ditatorial.

O medo não excessivo, ao contrário do que muitos pensam, pode ser seu maior aliado na busca por uma vida proba e equilibrada.

MIGALHAS DA GRANDE MESA — DISSERTAÇÕES.


Há momentos em que a alma não precisa de grandes acontecimentos para perceber que está diante de uma escolha. Às vezes, basta uma pequena “migalha”, uma palavra, uma prova, uma renúncia, uma dor ou um encontro, para revelar aquilo que ainda precisamos transformar em nós.


Em Migalhas da Grande Mesa — Dissertações, Marcelo Caetano Monteiro propõe uma reflexão sobre a reforma íntima a partir de duas expressivas passagens do Evangelho: a parábola do rico e de Lázaro e o encontro de Jesus com a mulher cananeia. Entre a mesa repleta e as migalhas desejadas, entre a necessidade humana e a resposta divina, surge uma questão essencial: o que estamos fazendo com aquilo que a vida coloca diante de nós?


Inspirada também na questão 919 de O Livro dos Espíritos, esta obra procura deslocar a reforma íntima do campo das ideias para o terreno concreto da existência. Não se trata apenas de reconhecer nossas imperfeições, mas de observar pensamentos, escolhas, hábitos, sentimentos e atitudes que, silenciosamente, constroem aquilo que somos.


As “migalhas” tornam-se, assim, símbolos das pequenas oportunidades de crescimento que muitas vezes desprezamos por esperar transformações grandiosas. O Evangelho, porém, pode ser encontrado justamente nos detalhes: na palavra que evitamos proferir, no perdão que resistimos a conceder, na vaidade que precisamos vencer, na responsabilidade que tentamos transferir e na caridade que podemos praticar sem testemunhas.


Este livro não pretende oferecer fórmulas prontas para a transformação espiritual. Convida o leitor a olhar para dentro, reconhecer-se diante do Evangelho e compreender que a verdadeira mudança começa quando deixamos de esperar que o mundo se transforme por nós.


Porque, diante da grande mesa da existência, talvez não nos falte alimento espiritual. Talvez nos falte apenas aprender a reconhecer, receber e aproveitar as pequenas oportunidades que diariamente nos são oferecidas.


Marcelo Caetano Monteiro.

"O que define quem você é não é o tamanho das suas asas, mas para onde você voa."

Onde a primazia é a sobrevivência, a construção social não passa de teoria distante da periferia.

Gosto daquilo que as pessoas não entendem. Ora o mundo está cheio de entendedores para entender o que já é entendido. Quero me aventurar no novo, desbravar o que não se entende.

não sou nada e disso faço meu tudo

Uma vez namorei um escritor a quem, certa manhã, comuniquei os desejos mais profundos: quero não ser. Sem entender, disfarçou, riu e fitou a atenção para outro assunto. Escritor de araque! Se fosse escritor mesmo, saberia exatamente onde é esse não-lugar em que não se é! Onde não se vai para não ser! Saberia exatamente que caminho trilhar, pois, para ter desejo de escritor, deve-se não ser.


E, ao não ser, saberás da existência do vazio, do real. Saberás que ali, onde não se é, é que é a vida. Conhecerás os mundos profanos que teus leitores esperam — se o autor espera apenas leitores, espera em vão. Pode ler-me, mas será capaz de decifrar-me?


Afinal, de que servem as palavras senão para esconder aquilo que, de dia, se expressa no brilho ofuscante, no branco ríspido que reflete o sol nas superfícies dos átomos terrestres: a pura natureza divina? E, à noite, na vasta imensidão cósmica, a alma, em sincronia com o mar de energia, que viaja em busca de sentido e significado?


Se crês que, com esta viagem, desfrutarás apenas daquilo a que se chegou, és um homem enganado, que desperdiçou seu bilhete único simplesmente por não olhar pelas janelas do vagão.