Nao Alimentar Esperancas
Se a religião ainda é ensinada, não é porque suas ideias ainda nos convencem, mas simplesmente porque alguns de nós querem manter as classes inferiores quietas. Pessoas quietas são muito mais fáceis de governar do que aquelas ruidosas e insatisfeitas. Elas também são muito mais fáceis de explorar.
Eu não sou religioso no sentido normal. Eu acredito que o universo é governado pelas leis da ciência.
Ateus podem ser igualmente idiotas quando não usam evidências. Eu já tive essa experiência com Albert Einstein. Muitos ateus não gostam que falo que Einstein negou o ateísmo. Ele nem leem as minhas postagens quando compartilho. Isso é uma visão dogmática de Einstein e do ateísmo. Ateus podem igualmente caírem em dogmatismo caso não usem leituras, evidências e fatos. E foi esse ateísmo dogmático que Einstein rejeitou e alertou sobre.
Ferramentas como a Comunicação Não-Violenta (CNV) para o utilitarismo ou práticas como ações afirmativas para a justiça mostram que mesmo ideias abstratas podem ser traduzidas em ações tangíveis. O desafio é equilibrar o ideal com a realidade, reconhecendo que a perfeição talvez nunca seja atingida, mas o esforço por ela pode gerar progresso significativo.
Ser ateu não deveria ser o suficiente. Junto com ateísmo, deveria vir um compromisso com a leitura, pensamento e raciocínio. Um compromisso com o conhecimento, e não falar asneiras.
Se o ateísmo brasileiro não se aliar a pessoas inteligentes, com formação, corre o risco de virar algo primitivo, infantil, raivoso e reativo. Um bando de pessoas que odeiam todas as religiões, e quando confrontados, não fazem diferentes dos religiosos que eles tanto criticam. Usam falácias, espalham desinformação e não conseguem nem explicar porque o ateísmo é a base da racionalidade. Atacam inimigos que nunca foram inimigos. Claro, o ateísta não precisa ser inteligente, mas ajudaria muito a causa ateísta.
Algo que poucos cristãos entendem: o ativismo ateu não é um ativismo de conversão, como eles fazem, é um ativismo de pertencimento. É uma busca por pertencimento, é uma busca por ter pessoas ao seu lado. Ateu também sente. Usando Daniel Dennett: a religião domesticou os sentimentos humanos e necessidade mais básicas, como esse sentimento de pertencimento.
Muitos eleitores simplesmente não estão acostumados com a ideia de que alguém possa ser moralmente íntegro ou competente sem uma fé religiosa (“temente a Deus”, a moralidade como submissão e medo)
a criança não vai à escola para aprender, para confirmar sua crenças, a escola como caixa de ressonâncias das crenças e preconceitos dos pais, não como um espaço de aprendizado e expansão do conhecimento prévio da criança.
"Nessa visão [de que não existe conflito entre ciência e religião e podemos deixar as duas em paz], não há necessidade de que todas as nossas crenças sobre o universo sejam coerentes. Uma pessoa pode ser um cristão temente a Deus no domingo e um cientista trabalhando na segunda-feira de manhã, sem jamais precisar explicar a divisão que parece ter se erguido em sua mente enquanto dormia. Ele pode, por assim dizer, ter sua razão e também desfrutá-la."
Uma cientista temente a Deus não é diferente de um médico com medo de sangue, um boxeador com medo de quebra o nariz.
Um estudo da revista Nature (Estudo de 2016) mostrou que:
· 85% dos cientistas de elite são não-religiosos.
· Entre os físicos, 93% não acreditam em Deus.
Quando falamos que 93% dos físicos de elite não acreditam em Deus, o restante não necessariamente é religioso no sentido tradicional, como cristãos, muçulmanos ou judeus. Provavelmente, uma parte significativa deles é deísta. A parte mais curiosa é que, talvez por ignorância, talvez por má-fé, líderes cristãos insistem em espalhar que cientistas são cristãos em sua maioria, os fatos mostram o oposto, especialmente na ciência moderna.
O próprio budismo: buda não é Deus. Apesar de algumas tradições budistas podem ter visões mais místicas, Buda não é uma figura para temer, e se submeter, e ter aprovação. Buda seria como o Albert Einstein: todo cientistas tem um imagem dele na parede, e isso não o idolatrar. Isso seria um referencial de ciência, mesmo que seja inalcançável para a maioria dos cientistas.
A escola deveria ensinar como pensar, não o quê pensar. A religião que dizer o quê pensar, não como pensar.
O cristianismo irá embora. Vai desaparecer e encolher. Eu não preciso discutir sobre isso; eu estou certo e ficará provado que estou certo. Somos mais populares que Jesus agora. Eu não sei quem vai acabar primeiro, o rock'n'roll ou o cristianismo. Jesus era legal, mas seus discípulos são grossos e medíocres. São eles distorcendo isso o que estraga, pra mim
O que significa ser um ‘cristão fiel’ sem uma ‘crença real’ não é explicado, mas poucos não crentes ficarão surpresos ao ver que o ceticismo científico de nosso herói não é páreo para seu condicionamento religioso. A maioria de nós já passou por essa experiência muitas vezes para saber que muitos ‘ex-ateus’, como Francis Collins, passaram tanto tempo à beira da fé e ansiavam por suas consolações emocionais com tal intensidade vampírica que a menor brisa os lançaria no abismo.
Não consigo conceber um deus que recompensa e pune suas criaturas ou que tem uma vontade como a nossa própria.
Se você disser às pessoas que elas não podem ter a ressurreição e a cosmologia ao mesmo tempo, uma parte significativa dos americanos vai dizer: "OK, dane-se a cosmologia, eu fico com Jesus."
Sou ateu, mas não estou desinteressado de Deus. Os crentes pensam que os ateus são insensíveis ao problema de Deus. Pelo contrário. Deus é o meu maior problema.
