Nao Alimentar Esperancas
SUPERAÇÃO ANALÓGICA
Sou clássica, sou da superação analógica.
Não sou de sofrência, prefiro um jazz, blues, rock...
Lágrimas acabam com o turgor da pele, depois dos 40 uma pele hidratada é tudo (não espere me ver chorando).
Um mate gelado com limão ou uma água de coco são meus drink's preferidos (hidrata e continuo sóbria pra te analisar).
EXCEÇÕES
Antes que me perguntem novamente eu respondo:
Sim, eu me acho, mas isso não é uma regra... eu tbm me perco, e me acho de novo e sempre.
DESISTO
Eu desisto de amar, pois meu coração já não aguenta mais abrir novas e velhas feridas o tempo todo. Acho que me lançaram uma maldição, onde jamais seria amada apesar da entrega, ou o meu melhor jamais seria suficiente aos olhos mesquinhos dos outros... estou cansada, frágil, só precisava de um pouco de colo, de ser amada, compreendida, de sentir meu coração aquecido
recebendo de volta o amor que ele vem abundantemente desperdiçando ao longo da minha jornada.
Se o amor existe, eu não fui feita pra ele!
Sempre gostei de dias chuvosos, talvez seja porque ele lave algo em mim que os dias de sol não conseguem secar.
Você até pode parecer, ser forte, não abaixar a cabeça para ninguém e no fim do dia, só querer chegar na sua casa e tomar um banho quente, mas você também pode ir em um canto e chorar, Deus ficará orgulhoso da mesma forma.
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
A caridade não deve ser necessariamente divulgada, se você ajudar alguém, guarde isso para você, Deus sabe dos seus atos e é somente para ele, que você deve contar.
Minhas poesias são reflexos das minhas dores, talves se não as tivesse, eu seria um escritor encéfalo.
O problema da depressão não é o que os outros acreditam ou não.
O grande problema da depressão, é o portador dela também não acreditar que está doente.
Dor Crônica
Estou cansado de lutar por coisas que não vão acontecer, luto contra minhas dores, mas na realidade eu sei que jamais vencerei.
Com certeza tenho um coração, ou algo parecido pulsando em mim, só não sei onde e nem quando o perdi.
Filosofar não é escrever algo que já se torna óbvio, filosofar é uma forma de impactar diferentes gerações sobre seus atos, tanto passados, quanto futuros!
Não importa quais sejam as dificuldades que você esteja enfrentando, edificar sua fé em Deus e em seu amor por você pode ajudá–lo a encontrar paz.
Não se trata de mudança de humor constante, trata-se de, às vezes, eu não conseguir fingir que estou bem. Sem perceber, às vezes sou verdadeiramente eu, e isso incomoda.
Ao não conseguir mascarar a verdade interior, sinto-me exposto à própria fragilidade, como se deixar que meu “eu” verdadeiro apareça fosse admitir que tenho falhas e medos que fogem ao controle. Essa transparência, ainda que
dolorosa, revela que a força que me sustenta vem de aceitar minhas quebras em vez de fingir perfeição.
A vida me fez ser uma pessoa que não pode ter medo nem inseguranças, não posso perder tempo com distrações.
Aprendi que, num cotidiano marcado pela dor, hesitar pode significar retroceder. A cada passo, preciso demonstrar coragem mesmo quando as pernas tremem. Essa imposição de resistência constante cria um estado de alerta quase doentio, cada distração vira um risco de me fazer esquecer o quão frágil sou.
A escuridão não é a ausência de luz. É algo muito mais complexo. Eu já estive lá várias vezes, aliás, ela, de vez em
quando, vem ao meu encontro. Mas, mesmo nas sombras, eu sei que Deus está sempre comigo, nunca me
desamparou. Mesmo na escuridão completa, segura a minha mão e me mostra o caminho. A ausência física de claridade simboliza apenas a fração visível do que sinto, há uma densidade sombria que engole sentido e esperança. Porém, a percepção de uma presença divina me faz acreditar que existe, mesmo no ponto mais escuro, uma mão invisível capaz de me guiar quando minhas forças falham.
Chorar não adianta mais. Eu e meu choro fazemos companhia um ao outro.
Já chorei até não sentir mais nada, as lágrimas se esgotaram, deixando apenas um vazio duro. Hoje, o choro é como um amigo que visita minha face sem quase derramar gota, ele lembra o tanto que tentei e falhei em encontrar alívio na própria tristeza.
Acredite, a autoflagelação não é a resposta, ela gera mais perguntas. Quando a depressão sussurra que ferir-me me libertaria, cada corte na pele trouxe apenas interrogações sobre minha sanidade e limites. Vi que a dor física não silencia o tormento interno, ao contrário, escancara novas fraturas emocionais que não sei como curar.
Não existe idade para recomeçar, o importante é que a mudança começou. Mesmo com cicatrizes profundas, descobri que cada etapa da recuperação, seja da fala, dos passos ou da esperança, é um recomeço. Não importa se os ossos não se curaram como antes, a coragem de tentar um passo novo, no instante exato, revela que a jornada renasce a cada esforço, sem data para terminar.
