Nao Alimentar Esperancas

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Procura.

O real saber
Não é saber onde fica
O lugar em que a gente se machuca
Quando vai lá
...e por isso não ir
Nem tampouco saber
Como não se machucar
Bom mesmo é não saber.
Desconhecer que o dia renasce
Pois o mesmo dia
Nunca existiu duas vezes
Pra isso é preciso sorver
Um novo cálice de vida
Assim que o dia amanhece.
Entender
Que não existe um novo amanhecer
Pois, quase sempre
Amanhece de novo
Mas que nada
Nunca é novo eternamente.
Guardadas as devidas proporções
Olhar um pouco além
Do lugar onde a rua termina
Comer doce de Lua
E quando precisar
Parar um pouco e descansar
Se possível
Que seja lá no alto da colina.
O calor do asfalto incomoda
E se acaso a roda gira
Que seja uma roda gigante
Pra poder passar a vista
Lá do alto do mirante.
Cada segundo de vida
Que se vive neste mundo
Dura somente um instante
O Mundo gira
O tempo passa
O giro é pra frente
Se a gente olha em derredor
Lugares iguais
São iguais
Por mera opção de escolha
Nada mais.
É preciso aprender
Que cicatrizes
Não são cura
Antes, lembranças
de lugares que não guardavam
Aquilo a que se procura.
Existem noites claras
Manhãs escuras
E nunca é tarde pra saber
Que apegar-se à dor
É algo que ninguém queria
Mas um dia, sem perceber
A gente jura.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Aprendi a ser eu mesmo
Praticando ato de ser
A mim mesmo de vez em quando
Eu não posso e não preciso
Ir a todos os lugares
Mas posso olhar calado
E descobrir o que não quero ser
O que restar, sou eu
Aquele que traz no coração
O que merece ser lembrado
Aprendi a errar sem pedir ajuda
Meus erros me ensinam
Que o mundo muda
Mas que há coisas no mundo
Que serão sempre as mesmas
Do pouco que aprendi
Eu sei que tem coisas ali
Que devo levar comigo
Pois não devem ser ensinadas
A mais pura manifestação de vida se dá
Nos momentos em que não se sabe como agir
Pra todas as outras se olha os ponteiros
Enquanto o relógio enferruja
Sem que se veja
Qual dos dois tempos foi mais verdadeiro.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando vir que o dia começa
Não se apresse em declarar-se grato
Pelo simples fato de viver ainda
Os pássaros e as flores demonstram gratidão
Sendo parte integrante da natureza
E o fazem com simplicidade
Sem mostrar ou demonstrar
Nem pressa e nem gritaria
Observe o silêncio do vagalume
Na nuvem de tempestade
Que se agiganta e encobre a montanha
A outra montanha, de altura tamanha
Cujo viço leva o cume a sobrepor-se à chuva
O som das águas na voz do rio que canta
A sombra sob a árvore
Onde a abelha faz colmeia
E a aranha monta e desmonta
Sua linda e complicada teia
Atravessando a sua breve vida
Em divina serenidade
Permeando a nossa, enquanto isso
Compromissada em viver
Sem compromisso e nem nada
A verdade perene
Eternamente equilibrada
Pois as grandes obras
Mesmo despercebidas
Estarão sempre lá
Pra quem ainda quiser aprender
Que reconhecer a tudo isso é, sim
Agradecer a Deus
Guardando em paz o coração
Enxergar a palavra
No silêncio das coisas que Ele faz
Exortar gratidão
Buscar a ciência e a justiça
Ler nas entrelinhas
Das coisas que estão invisíveis
Apesar de simples e cristalinas
Deus trabalha humildemente
No pulsar da maior estrela
e na forma da formiga
Que recolhe a folha morta
Por isso, se o dia amanhecer
Agradeça a vida em atos
Veja que a resposta estava junta
Muito antes do advento das palavras
Pensamentos ou perguntas
Onde o vento somente as multiplica
E assim como o dia começa
Enfim, toda vida termina
Culminando quase sempre
Em súplica que descreve
E apesar de tudo isso
Aquilo que não se via
Sempre esteve
E estava lá todo dia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Este mundo é um lugar
Onde as coisas, de vez em quando
Fazem sentido
Basta olhar
Que quando não se entende um olhar
Não adianta dizer palavra
E mesmo assim
A gente as escreve
Pensando que assim
Pode ser que lá no fim do mundo
Pode ser que lá no fim da vida
Deve ter algum sentido pra tudo isso
Senão não teria um motivo qualquer
Nem sequer pra ter nascido
Neste mundo
Um lugar onde as coisas
Normalmente fora de lugar
Aguardando arrumação
Que a gente quase nunca
Encontra tempo suficiente para fazê-la
É triste, é muito triste
Quando se percebe, que fatalmente
Mesmo assim
Há de se ouvir um sentido
No ruido que vem das estrelas
Mudas, perenemente mudas
Meus Deus
Este mundo precisa é de ajuda.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A vida não é feita de mudanças
Ela é feita de tempo
Mas o tempo modifica as coisas
E as coisas não tem vida
O tempo passa pela criança
Ela envelhece
E nada muda
Qualquer mudança aparente
Se manifesta
Porque o tempo, que as coisas muda
Oferece ajuda
E a criança a sua alma revela
Pois não resta alternativa
É a parte do tempo
A correr com calma
Destarte a verdade aflora
A ilusão cai por terra
Um medo, um desejo escondido
ou momento de ira
Tudo na vida tem hora
E de horas compõe-se o tempo
Que muda
As coisas que não tem vida
A causa da vida é imutável
E quando se modifica
É provável que seja
Por causa que aquilo é coisa
E que não tem vida
Tira tudo
Aquilo que o tempo
E nem nada muda
É a parte que se chama vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O grilo
Cantava pra Lua de noite
E fugia do pássaro
Quando o dia amanhecia
Tem coisas que não se alcança
Por mais suaves
Sejam as palmas das mãos
Elas passam despercebidas
Há lugares pra se olhar de longe
E outros que se sabe
Mas nem ao longe se vê
Só não há como prender o tempo
Nem quando a gente o quiser
Nem mesmo sem o querer
O toque das mãos
Um dia deixa de ser tão suave
O canto do grilo
A Lua não alcança
O tempo troca a noite pelo dia
Correndo suavemente
Qual toque das mãos
Um dia deixam de ser tão leves
Porém são tão breves
Quanto a queda num precipício
A vida, tão linda que era
Até mesmo um encontro ela tinha
E passava toda a si mesma
A cuidar da sua própria beleza
Pois a beleza da vida
Quando a vida era bela
Jamais envelhecia
E passava sem pressa
Na certeza dessa espera.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu não entro em atritos com o mundo
Tenho questões mais importantes
E infinitamente mais profundas
A resolver comigo mesmo
Reservo algum tempo assim
A tentar ouvir coisa nova
Uma ideia, um poema, uma trova
Escuto
Uma avalanche de trovões
Vozes astutas
Encalabouçadas
Palavras de cor escura, soam mais velozes
Que os próprios pensamentos que as gerariam
Se porventura pensamento houvesse
Pois não dizem nada
Desconhecem até mesmo o que procuram
Ecoam
Devido ao lugar vazio de onde vem
A essa altura da minha vida
Percebo um mundo ensimesmado
Orbitando mil universos, em derredor de si mesmos
Lugares sem ninguém
Assim
Sobram-me os dias
A enxergar como é bonito
O círculo vicioso
Tornar paz em conflitos e afins
Um xingamento, um problema, uma prosa
Paredes pintadas, desenhos de flores
Nos jardins não há rosa, nenhuma flor se via
Entrementes, a cada dia mais conflitantes,
Rebuscando a paz, onde paz, antes havia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"A parte importante de mim
não está em mim
e portanto não pode ser vista
mas quem gosta de mim a vê
porque gosta de mim
e mais nada
Pois a parte importante de mim
e de qualquer outra pessoa
é a parte que não tem, não quer ter
e também não exige
A nada que não lhe pertença
deseja somente a presença
da parte boa que não se vê
Senão com o olhar da alma
A parte importante da gente
É a parte que pressente
a finitude da vida
e percebe
que a melhor atitude perante ela
é querer a companhia
da parte que consigo não carrega nada
Pois a vida que se tem à vista
é passageira
e desta vida não se leva nada
Além da parte fraterna
Que não se via
Eis aqui toda verdade
Um dia
Essa parte há de ser vista
e benquista e companheira
de quem a quis pelo bem querer
Assim há de ser
por toda uma eternidade"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

"O preço de tudo isso
É o quanto isso vale pra gente
E não o que o mundo lhes dá
De má vontade
Pois a bem da verdade
O mundo mente."

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Luzes.

A melhor qualidade da alma
Se esconde na faculdade
dela não poder ser vista
Pois é isso que intensifica
Essa luz que determina
A nossa maneira de lêr
O mundo que nos rodeia
Pois de todas as janelas
Que nele existem
As paisagens sempre haverão
de mostrarem-se diferentes
Olhando por elas se aprende
A enxergar a verdade que vai
Separada do todo que fica
Uma certa sensibilidade
No tato mais apurado
Distingüir de lama
A água cristalina
Sem jamais esquecer
Que do lodo a colheita germina
Pois assim se aprende
Que não nos é dado o direito
A prescindir de nada
As causas da vida são muitas
E a corrente do rio
As vai tornando diferentes
Quando juntas
Eternamente separadas
Apesar de aparentar pequenas
Apenas acontecem
Pra que a gente entenda
Que em todas as dimensões
Um olhar mais acurado
Não desvenda o segredo da vida
Mas indica a direção
Que de certa forma nos aproxima
Ao Sublime conhecimento
Da existência de algumas normas
Unindo a luz, cá de dentro
À luz que vem lá de cima
Em cada Universo um poema
E em cada verso uma rima.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

É tarde de mês de novembro
É tarde de ventania
É dia de chuva
A chuva é de vento
Não existe Mar à vista
Nenhum continente pra conquistar
Não há Mar pra eu andar sobre as águas
Não é tarde de conquista
Ela é só mais uma tarde de novembro
Eu nem me lembro quantas vezes vivi
Ou quantos meses eu vi este ano
Nesta tarde planejo
Molhar-me na chuva
Troveja
E eu vejo pela janela
O vento carregando aquela nuvem
Pra distante
E antes que chova
Novamente o Sol arde no Céu
Como há muito esse Céu não ardia
Malogrando meus planos
Num dia de tarde de mês de novembro
Era chuva de vento
E lentamente o meu banho de chuva
Outra vez se distancia
Numa tarde de Sol
de outro mês de novembro.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Ontem eu era alguém
Que não sabia quem era
À espera do dia de hoje
Onde, longe de ser quem era
Eu digo que tanto faz
Pois de tanto ter sido quem era
Agora eu não sei quem sou
Mas quem eu era já não sou mais"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não fico triste
Por não voar como os pássaros
E nem nadar como peixe
Penso
Imagino-me voando
Pertinho das estrelas
Deixo-me tornar todas elas
Em estrelas-do-mar
No mais profundo oceano
E vou lá
Pois os pássaros e os peixes
Não querem ser quem eu sou
Compreendo
Que as pessoas
Encontram-se perdidas
Pois estão
Mas, em segredo
Resta a mim
Meu medo
Pássaros e peixes
Não tem noção
Do ar e nem do mar
Tampouco sua finitude
Minha atitude perante a vida
É prosseguir vivendo
Sendo a mim mesmo sempre
Enquanto as pessoas
Não aceitaram ainda
A condenação
Nem mesmo
De vez em quando
Serem somente a si mesmas.
E são pássaros sem penas
Peixes sem olhos
Gente sem nada
Olhando a vida lá do alto
Sentadas em brancas estrelas
De onde caem toda manhã
E dão com a cara no asfalto
Assim que amanhece o dia
Enquanto isso
Eu dormia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu me perdi
Faz tempo que eu ando
Perdido na vida
Não me sinto culpado
Este mundo é um grande labirinto
Portanto, estamos perdidos
Sem saber que o melhor que fizemos
Foi o fato de não termos lido
O aviso que havia na entrada
Dizendo que poucos de nós
Vão querer encontrar a saída
Mas um dia, a saída nos encontra, isso é fato
Contra o qual, ninguém pode fazer nada
Mas há sempre a opção
De deixar uma boa risada
Apagando o ruido da dúvida
Que essa vida tem fim
Mas que nada foi perdido à toa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Tem coisas
Que não tem como dar certo
Algumas delas
Custam um certo tempo
Pra que, no tempo certo
A gente se convença
Que não tinha como dar certo"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Não
Eu não estive
em todos os lugares
E também não gostaria
de estar ou de ter estado
Não
Eu nem posso dizer
Que vi todas as cores
Há dias que desconheço
Quantas existem
Não
Eu não vivi
Nem todas as tristezas
E nem todas as alegrias que o mundo tem
Há dias que me sinto bem
E tem dias que estou bem triste
Não
Eu não vivi a vida de mais ninguém
Além da minha
Vivi da maneira que eu pude
Dispondo das coisas que eu tinha
Nuns dias eu via calor e janelas fechadas
Nuns dias a chuva ameaçava
E no outro ela vinha
Não
Eu não tomei todas as chuvas
E nem ouvi a todas as negativas
Eu tive uma vida e vi flores vivas
Eu tive um pião, uma trave de gol, uma lata de linha
Eu tive um emprego e amigos e amor
Escrevi poesia, aprendi violão
Eu tive família; pais, irmãs, irmãos
Brinquei de formiguinha na barriga de uma filha
Esperei a sorte que vem e ela não vinha
No meio do dia
A morte que nunca esperei
E no fim ela veio
Tão singela quanto a vida
E na hora da partida um pensamento
Este mundo tem muitas vidas
E tem gente que as quer viver muitas
Não
A minha não foi a melhor
Mas foi uma só
E eu só vivi a minha.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não tive medo da vida
Pois quando aprendi
O sentido da palavra medo
Eu estava muito ocupado
Vencendo todas as dificuldades
Que, por si só
Teriam destruído a vida de muitos
Não tive tempo de sentir medo
Pois o tempo não parou pra isso
Nem busquei uma causa, razão
e nem motivo e nem sentido
A vida passou tão depressa
Que só nesta fase da vida
É que me ocorre o pensamento
Do quanto teria sido inútil
Ter tido o medo que quase senti
Pois a vida não parou pra ser perfeita
Por isso foi sendo refeita todo dia
Qual fosse um castelo de areia
Quando a gente tenta e tenta
E não tem por onde
Pois quando não venta forte
Vem sempre uma onda
De modo que no fim da tarde
A gente percebe
Que nem tudo está perdido
Há uma palavra escondida no vento
O tempo, sem pressa ensina
Que a beleza das coisas
São como promessas, escritas na areia
Mas quando a gente tanto insiste
Em tentar fazê-las
Aprende a fazer desenhos
Nas estrelas que o Céu ponteiam
Por isso não tenho medo
e também não me sinto triste
Existem mais delas no firmamento
do que todas as areias sem firmeza
Que o vento, sem dó
Carrega por entre os dedos
Talvez, por não ter sentido medo
É que descobri
O sentido da palavra vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Cada coisa em seu lugar
Pois, cada qual tem seu tempo
Somente a dor não tem par
Mas pro erro, há comparação
A todo mal, seu lamento
Lentamente
A folha amarela no outono
O plano antigo de viagem
A chance de ir lá
E ter como certo a miragem
O vazio do deserto
Anda propenso a estar por perto
Penso, que apesar de imenso e frio
É um lugar que não me cabe
A própria vida que se sabe
Uma ilusão
Olhares pra além do horizonte
Além de horizontes, verão
Há, pra cada espera, o momento
Cada flecha lançada, aflição
Para todas escolhas, colheita
A doçura do mel, talvez não
Para toda falsa luz
Existe a sombra da verdade
E, pra toda liberdade, uma prisão
O alento é na outra estação
Quiça, cada luz tem seu Sol.
À boca de meias-verdades
Um ouvinte que se foi
A batalha que você não vence
Era sua e sequer lhe pertence
Na página seguinte
Todas as imagens belas
Mas alheias
A cada mar o seu vento
E pra toda nau sincera
Procela, escuridão, a vela sem direção
À goteira, o telhado que não desabou
O ás do baralho perdido
O curinga que se esconde ao lado
A palavra que faltou
O desconto no mercado
As fases da Lua
Para a frase o ponto final.
Nuances de uma mesma face
A escada que ninguém galgou
Estrada pouco iluminada
O lugar da partida, o adeus
No cume de qualquer montanha
Há o início da descida
No passado de qualquer memória
Vaga lento um vaga-lume
Num canto esquecido, uma noite qualquer
Mas o tempo vai trazer dezembros
Para tantos janeiros quanto houver.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Sonhei com a simplicidade
Não sei quanto tempo levou
Mas o instante levou
O tempo que a vida leva"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva