Nao Alimentar Esperancas
Sou como aquela gaveta do armário onde se joga tudo o que não tem lugar certo ou não se quer pensar no momento, a bagunça que se ignora e deixa pra depois, o que é complicado de pôr em ordem, então apenas se convive e acha que deve arrumar um dia. De tempos em tempos alguém insiste em jogar tudo fora sem autorização, mas nem dá tempo de sentir falta do que não se prestou devida atenção quando aconteceu. Vida nova, gaveta vazia, seguir em frente.
Não olhe para trás. Você já sabe onde esteve. Você só precisa saber para onde vai.Acostume os seus olhos a mirar o futuro e fazer o presente.
Talvez eu queira demais. Não só de mim, entende? Dos outros também. Espero que descubram, por trás dos meus disfarces, toda a coisa. Porque as nossas angústias usam máscaras. E eu tenho uma mania de ser valente, dá até medo. O mundo entra na mochila e ela fica mais pesada que rocha. Aí brinco de tartaruga e quero levar tudo dentro. Nem eu me seguro, ora. Não sei porque insisto. Às vezes não dá, tenho que aceitar isso. Não é vergonhoso, nem fraco, é que não dá. Porque não. Mas, você sabe, não aceito essas respostas.
Chega, chega. Pra que isso? Se ele estiver com alguém agora, e daí? Ele e eu não temos nada a ver, certo? Porque era bom e tal. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega. Adulta, adulta…
O meu amor não se esquece ele apenas adormece, até que apareça um novo amor e o faça reviver mais forte; sempre esperando que desta vez seja por alguém que o merece...
Oi, eu não vou mais insistir em algo só. Não é questão de desistir de amor, é desistir da dor. Às vezes temos que tomar atitudes que não queríamos tomar. Por vezes insistimos em algo que já não mais vale a pena. E não é que o amor não vale a pena, é a dor que não compensa carregar no peito por longos períodos. O amor é bom quando é reciproco, pois quando só uma parte ama, a dor é inevitável. Eu não desistir do amor, eu desistir de te amar.
Já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei. E quantas pedras me atiraram ou quantas atirei. Tanta farpa, tanta mentira, tanta falta do que dizer. Nem sempre é "so easy" se viver.
Pequenas atitudes mesmo que erradas, não refletem o caráter das pessoas, é preciso conhecê-las a fundo.
Ninguém nega corretamente a si mesmo, se não se entrega por completo ao Senhor e está disposto a confiar cada detalhe à boa vontade d'Ele. Se nos colocarmos nessa atitude de espírito, então, não importando o que nos aconteça, jamais nos sentiremos infelizes ou acusaremos a Deus por nossa situação.
O Direito ao Silêncio
Como explicar que não estar preparado para responder uma mensagem ou um telefonema também é um limite — um limite que deveria ser compreendido e respeitado?
Vivemos tempos em que o imediatismo é confundido com afeto, e o silêncio com indiferença.
Mas há silêncios que são apenas pausas necessárias para quem já está sobrecarregado demais.
Estamos cansados emocionalmente, mentalmente, humanamente.
E, muitas vezes, o motivo de não responder não é falta de carinho, é justamente o excesso dele.
É o medo de repassar o peso, de transbordar dores em quem queremos proteger.
É o cuidado disfarçado de distância.
Mas como se fazer entender num mundo que só reconhece o que é dito, e não o que é sentido?
Como dizer que o silêncio também é uma forma de respeito?
Que às vezes o maior gesto de amor é o recolhimento, é o tempo que se leva para conseguir dizer algo verdadeiro — sem disfarces, sem máscaras, sem a pressa de parecer bem?
O silêncio, quando nasce do cansaço e do cuidado, não é afastamento.
É um pedido de espaço para respirar.
É a pausa de quem ainda quer estar, mas precisa primeiro voltar a ser.
Eu não critico os garotos punk-rockers de dezessete anos por me chamarem de vendido. Eu entendo isso. E talvez quando crescerem um pouco, eles vão perceber que há mais coisas na vida do que viver a sua identidade rock&roll de forma tão séria.
Não vale a pena discutir com pessoas de mente pequena, vc gasta muito tempo expondo sua inteligência e só 0,01% do que você fala é compreendido.
Se você quiser me conhecer, não me pergunte onde eu moro, ou o que gosto de comer, ou como penteio meu cabelo, me pergunte o que eu estou vivendo, em detalhes, me pergunte o que eu acho que está me impedindo de viver totalmente por aquilo que quero viver.
