Nao Acabou pra Mim
Ficaram comigo, as horas de choro, o tempo que acabou não voltando, minha pseudo-dedicacão e minha estranha alegria transitória.Ficou tudo comigo, a saudade, meu sofrimento e agora? Aonde vou conseguir espaço no tempo para retribuir tanto sentir?...
16 de Fevereiro de 2.018
O mundo não acabou...
É verdade, o mundo não acabou, nada mudou, tudo amanheceu igual, as rotinas, as noticias, as vontades, as frustrações, os medos, as alegrias...
Se ele tivesse acabado, o que você teria a dizer sobre todas as coisas que você não viveu e de quanto você aproveitou? Não somos meros dinossauros.
Todos que sobrevivem que acordaram hoje, ainda têm pela frente todo o tempo que durar.
O mundo acaba para todos que desistem que ficam estagnados na esperança, que têm sonhos mais não os seguem, não tentam realizá-los.
O mundo é para quem quer viver, para aqueles que apesar dos percalços nunca desistem.
O que você deseja fazer daqui para frente?
Amanha pode ser tarde demais!
Lembranças do Facebook:
E agora José? A copa acabou, a Alemanha ganhou, Júlio não se redimiu, a massa vascaína sorriu, o Brasil faliu, a Dilma estocou ar e a FIFA enriqueceu, o Fred desapareceu, o Neymar machucou, a Argentina Chorou, o Felipão já vazou, o dollar subiu o real caiu, a conta cresceu e o supremo soltou o Dirceu...Valeu?
As vezes é preciso fechar o livro. Não se trata de apenas virar uma página. A história já acabou e por mais que tenha sido uma linda história. Ela vai ficar lá. Num lugar mágico e especial. Nossa memória.
Não dá para ficar voltando algumas páginas para dar a impressão que não acabou. Sentir o gostinho. Aceite. Foi bom, mas se foi.
Com esta compreensão teremos que começar um novo livro. Um que o final esteja longe de chegar e com as páginas em branco para que possamos escrever da forma que quisermos.
E no final se não tiver sido do jeito que queríamos. E daí? Escreva outra história. Quantas forem preciso. Afinal é a sua história.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República: Não é porque o senhor acabou com o horário de verão que vai justificar sua incompetência e brochice.
Não tem jeito, a traição é constante entre os seres humanos e a vergonha acabou se tornando algo comum.
"A farinha da panela não se acabou, e o azeite da botija não faltou, segundo a palavra do Senhor." Quando confiamos n’Ele, sempre há provisão (1 Reis 17:16).
Fique de pé, não desista,
a jornada ainda não acabou.
Quem tem Deus como abrigo
sempre encontra um novo voo.
Teu lugar na mesa está vazio,
Mas o banquete ainda não acabou.
O Pai ainda espera à porta,
Com o mesmo amor que nunca mudou.
Já não há mais separação,
nem pecado, nem aflição.
O tempo acabou, o mal se calou,
e o Cordeiro enfim triunfou!
Sobre você existe uma promessa, e quem te fez a promessa te levanta, e te diz: não acabou, tudo que se realizou até aqui é só o começo do que está por vim.
O Último Grito do Velho Mundo
(ensaio lírico-profético)
O mundo não acabou de súbito.
Ele se gastou.
Como um círio queimando por dentro.
Como a esperança que vira cinza
sem ninguém perceber.
Não foi a bomba,
não foi o vírus.
Foi o ego.
Foi a pressa.
Foi a mentira repetida até virar fé.
As nações marcharam para o abismo
de olhos bem abertos.
Brindaram com vinho podre
à vitória de um rei sem rosto,
de um deus sem alma,
de um futuro sem ternura.
O homem construiu muralhas,
mas esqueceu a casa.
Construiu máquinas,
mas esqueceu os filhos.
Construiu impérios,
mas esqueceu a si mesmo.
O céu chorou.
Mas ninguém levantou os olhos.
Estavam ocupados demais
com as telas.
Com as senhas.
Com os ídolos de carne e marketing.
Veio o colapso.
Mas não foi tragédia —
foi revelação.
A Terra cuspiu os venenos.
O mar devolveu os corpos.
As árvores negaram seus frutos.
E mesmo assim,
houve quem risse.
Houve quem vendesse ingresso
para assistir ao fim.
O último grito não foi de dor.
Foi de desespero.
Foi de quem percebeu tarde demais
que já não sabia amar.
Que já não sabia parar.
Mas —
no ventre da escuridão,
um resto de luz ainda tremia.
Era uma criança.
Era uma canção.
Era uma palavra esquecida
na boca dos justos.
Aqueles que não negaram o coração,
aqueles que enterraram os seus mortos com lágrimas,
aqueles que ouviram a dor do outro
como quem ouve a própria mãe.
Esses não morreram.
Dormiram.
E o paraíso,
em segredo,
começou a sonhar com eles.
Ainda torço por ti, de longe.
Enfim… acho que agora acabou mesmo. Não tem volta, não tem mais “nós” será? Mas obrigado por aquele tempo, foi real pra mim. Eu senti de verdade, Aqueles momentos… ficaram. Vc apareceu quando eu mais precisei, e conseguiu trazer um pouco de luz a mim.. mas ficou pelo tempo errado. A vida tem dessas. Só que tudo tem fim, né. Te desejo o melhor… de coração. Vou continuar aqui, quieto, torcendo por ti de longe.
Acabou?
Adeus?
Chega..Sair fora?
Bater a porta?
Você pode..
Só não pode sair do meu coração.
Isso só com minha permissão.
Acabou o show, todos já saíram; eu fiquei aqui no meu cantinho, melancólico pensando, porque não deu certo o amor? Porque não um final feliz como Janete Clair? Fiquei olhando os olhos rasos da platéia, conjecturando um final onde dissessem: “e foram felizes para sempre.” Um lanterninha se aproxima e pede que eu me retire. O teatro está silencioso; ouço apenas murmuro nos camarins, provavelmente atores e atrizes se descaracterizando. As luzes vão se apagando lentamente; o lanterninha está diante de mim, terno preto de designer anônimo como uma imposição, uma ameaça; o show acabou, a pipoca murchou, o refrigerante esfriou, vou saindo triste e decepcionado de um espaço arquitetônico com perfeita estética e funcionabilidade. Meu celular emite o som inconfundível das mensagens; abro ansioso e percebo; é julieta; leio com alívio e indescritível alegria: ”te amo, Romeu!”
E o tempo não lembrou que hoje fazia aniversário.
Vítima de si mesmo, sua vida acabou caída no esquecimento.
