Nao Acabou pra Mim
Parte de nós é o que queremos ser.
A outra parte é o que aceitamos ser. Aquilo que não conseguimos mudar.
Sou quando digo,
mas, quando dizes não,
sou mais.
Só minha voz me fala;
O que vem de outra boca
não me desperta.
Eu vivo em mim
e em mim sou.
Os que são por aí
nunca serão meus.
E quando eu sair,
sairei solitário,
sem nenhum aceno,
nenhuma despedida.
Silenciosamente invisível.
(Do livro Abstratos poéticos)
Carta aberta para mim:
Desculpa por tentar te encaixar num lugar no qual você não se sente confortável, me desculpa não deixar você desabafar e chorar prantos, me desculpa por tentar se perfeita e esquecer que temos que voltar a viver, me desculpa mentir e depois se afogar nas lágrimas, por favor me desculpa por tentar ser boa em tudo e esquecer que somos imperfeitas, me desculpa por nos destruir com minhas amargas palavras, sério me perdoa por todas as vezes que precisei deixar um sorriso no rosto mesmo estando muito mal, me desculpa tentar esconder a ferida que não cicatriza, me desculpa por nos machucar por erros, me desculpa por fingir não me importar com as palavras e ações dos outros, me desculpa por guardar as emoções e sair com um sorriso no rosto, e por favor peço que me perdoa por às vezes me comparar com outras pessoas, me perdoa por te colocar em situações que você vai se machucar, me desculpa por criar esse nosso mecanismo de defesa que não nos permite falar, me desculpe guardar tudo para a gente e depois surtar, me desculpa por não conseguir nos expressar, me desculpa ter traumas no qual me deixa tão nervosa ao ponto de machucar, me desculpa por meus pensamentos ruins, me desculpa por meu estado mental, me desculpa por fingir coragem quando na verdade nos estamos com muito medo, me desculpa por nos culpar por tudo e depois ficar com aquela dor no peito, sério tenho que te pedi desculpa por tudo que passamos nesses anos, tento ser forte mas mentalmente só estou tentando aguentar o peso posto nas minhas costas...
Uma parte de mim, que, ainda, não conheço, se revela, quando eu estou absorta pensando, meditando, orando...
Que importância tem
no que você pode fazer por mim
quando eu não estiver mais aqui,
para agradecer a ti?
Dessa forma, se tens algo
a fazer por mim, que faça
antes de eu partir.
Se você soubesse quantas vezes já falei de ti para mim mesmo, você não me ignoraria nem me trataria com arrogância
A sociedade faz eu tornar-me uma pessoa ruim porque eu não quero mostrar a minha fragilidade para que ninguém tire proveito de mim.
eu sou o que eu sou e não o que tu pensas
Os meus pensamentos colhem motivação, mas também decepção sem esquecer da minha imperfeição
Grito na calada da noite renascendo a minha tristeza mas esperando a minha realização
Sou o vento que sopra no deserto causando destruição mas a mim ninguém consegue me destruir incepto o meu deus. Seu o pensamento que te enche a alma.
E se você se aproximar
e não gostar de mim?
Sou estranha,
um ser estranho,
uma coisa louca,
nunca sei qual a palavra que deve sair da minha boca.
Sou frágil criatura,
que a vida tortura,
os cabelos sem noção
vivem fazendo revolução.
Sou um grão de areia
não sou bonita... sou feia.
Minhas sardas e meu nariz...
Meu Deus! O que foi que eu fiz?
E se você se aproximar
e do que eu revelar não gostar?
Minha casa está vazia, as paredes ainda não completamente pintadas e agora, parte de mim também se foi.
Escolhi não comemorar datas, não quero me apegar ao tempo. Já não basta ele ser apegado a mim? (Anderson C. Sandes)
Não tenho saco pra esses joguinho, de quem desgosta mais, quem liga menos, quem demora mas a manda ou responde mensagem.
Ser o que sou é o que mais sei ser, e já que sou, o jeito é ser... E o que pensam que sou não diz respeito a meu ser.
Não pense que minha ausência foi em relação a você, mas a mim mesmo, que é pior.
Espero me reencontrar, voltar a viver a tempo de não lhe perder.
Dos amores e desamores que me visitaram
O primeiro — não foi bem-amado, mas necessário.
No segundo, tropecei às escuras, e ali me perdi.
O terceiro? Fagulha e incêndio. Do prazer ao desprazer, uma dança entre brasas.
O quarto, suor e paredes. Instinto sem enredo.
O quinto, breve ilusão com perfume de engano.
Do sexto, um pacto: conveniência, desejo e sedução mascarada.
O sétimo... ah, o sétimo. Teus olhos, a chave. Teus cabelos ao vento, tuas mãos — santo ofício do infinito.
O oitavo, desértico. Sem sal, sem açúcar. Um barco à deriva, explorado sem destino.
No nono, alquimia e êxtase. Fórmulas soltas no ar, afagos que me dissolviam no teu luminar astral. Ali, fui inteira.
O décimo, a queda. A conquista amarga, tua alma em desalinho — própria ao caos, imprópria à divindade.
Então veio ele — o que nunca se fez número, mas foi tempestade. Breve e explosivo, intempestivo e tempestivo. Nunca me esqueceste, pois era o que procuravas: tua chave do bem e do mal, tua colheita. O indígena dos teus olhos foi a única coisa que me fascinava. E mesmo não sendo eterno, foste ritual.
O décimo primeiro, aventuras secas. Mas vieram as águas. Yemanjá, tua onda me trouxe até aqui.
O décimo segundo? Distante, mas pontual — como um cometa.
E o décimo terceiro... será que virá? Teus olhos azuis e pequeninos me encantam. Mas há loucura nisso. E sei — és proibido para mim.
