Nada Pior que o Silencio
No meio do mar revolto, na escuridão da noite e no silêncio da tua voz, eu desancoro meu barco e simplesmente estendo as velas fico a sua espero sei que ele virá.
¡atenção!
pede silêncio!
faça silêncio!
O mundo cala.
A TV cala.
A repórter cala.
A Boca cala,
o coração GRITA.
o olhar suspira!
¡atenção, num mundo de ira!
Em algum momento de silêncio!
O nosso eu quer encarnar em nós.
Mas não temos coragem...
De tudo aprovação buscamos...
Numa sociedade que não é ela mesma!
DESCOBRINDO A POESIA
(14.08.2018).
Descubro-te poesia em meio ao silêncio que invade todas as minhas noites. A face a surgir é a do tempo, quando resgata o melhor de mim.
MÚSICA
Ouvimos música no mais alto volume simplesmente para fugirmos do nosso próprio silêncio como uma forma de escape e tranquilidade, pois se a música parar de tocar iremos nos assustar com as confusões que moram dentro de nós mesmos.
QUE TAL UM CAFÉ COM O SILÊNCIO ?
O silêncio bateu na minha porta ontem, eu o atendi e lhe convidei para tomar um café. Ele entrou para dentro de minha casa e enquanto conversávamos fui recebido por um inesperado comentário, meio incomodado disse-me ele ´´Deveria existir mais pessoas como você garoto. O problema é que a maioria batem a porta na minha cara e seguem me ignorando só para se livrarem das inevitáveis verdades que moram em mim.
"Eu sei que muitos pensam que o melhor na maioria das vezes é "O silêncio", e tem razão. Discutir com ignorantes te faz igualar-se a eles."
—By Coelhinha
Nosso silêncio em relação às pessoas estúpidas, mal humoradas, arrogantes, rancorosas, sem educação e maus caráter serve também para nos proteger de doenças. Agindo desta forma protegeremos nossa saúde física e mental de serem afetadas por pessoas que não se importam com o bem-estar dos outros, porque elas são doentes necessitadas de tratamento, sempre desejaram nos desgastar, humilhar e ridicularizar. Deixamos o aborrecimento para quem tem e gosta, porquanto não fazemos parte do grupo deles.
Um sorriso, um abraço, um beijo, um amasso.
O silêncio, o arrepio... um suspiro me saiu.
O seu toque, o seu cheiro... me sinto por inteiro.
Seus olhos castanhos, sua boca macia, seu rosto alegre que sempre me sorria
SAUDADE
O silêncio tantos, aqui frente a frente,
uma privação... O contido medonho!
E, de peito arrebatado, vorazmente,
quedei a ideia, num olhar tristonho.
Saudade! ... Tão mais que de repente,
nas tuas lembranças as minhas ponho,
ressurge nostálgico sentimento ardente,
no cerrado, sob o entardecer sem sonho.
Amargo, na angústia, êxtase supremo;
solitariamente, a dor na emoção invade
nos redivivos sensos, assim blasfemo;
e torturantes, volvendo a infelicidade,
aureolado pelo agastamento postremo
do desagrado da insensível saudade.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O belo rende
O triste abafa
O silêncio, um amuleto farsante
Que poupa fortalezas
Da fragilidade velada em sorrisos
