Nada Pior que o Silencio
SOU UMA MENINA NEGRA NA COR
A aurora chega trémula no tom, quebrando meu silêncio cansado
Tristeza no olhar, mas tenho que levantar
Já é manhã cedo
Desço a Avenida, tropeçando na calçada sem nível
Atravesso sob o olhar fixo do farol
Único que não vê em mim, a menina negra que sou
Nada dificulta ser pontual para servir
É já ali, onde tudo começa
Vidros, janelas, portas, escadas e gente
Perguntas no olhar, silêncio na fala
Minha incerteza aconselha-me a desistir
Quero esquecer toda diferença e terminar minha caminhada
Sou mais uma menina negra na cor
Semelhante no rácio
Hábitos que divergem com dedo na cor, eu sei
Meu andar é compatível
Penso correr para bem longe e chorar
Acabo sozinha bem perto daqui
No corredor cínico que dá esperança de vida
Vozes simpáticas na cor pra me animar
Quando canta o galo na rocinha
Menina sem tecto, tristeza na cor
É cor na actitude que ensina
É cor na companheira de sala, eu sei
Distante dos meus, vou resistir
Menina negra na cor, eu sou
Não vou desistir
Esperança na raça, eu tenho sem cor.
«RGomes«folhas c.v. morta
quando estou só e o silêncio a minha alma escuta a tua voz e sinto o teu calor junto a mim, logo percebo Senhor que não te afastas de mim... A gora paro e percebo, que foi eu Senhor que me afastei de ti.
Andam confundindo egocentrismo com orgulho. Andam confundindo silêncio com razão. Andam confundindo suas próprias palavras. Mas o silêncio um dia ecoa e perde a razão, porque sai de si.
É no meu silencio que encontro inspiração para escrever. Na verdade escrevo somente o que eu sinto e o meu silencio é apenas guardião dos meus sentimentos. Sentimento esse que prefiro esconder, pois escondendo não corro o risco de perdê-los.
O silêncio, dependendo da situação, mostra-se tão constrangedor quanto uma palavra dita na hora errada.
Existem pessoas que precisam de silêncio e tranquilidade para meditar. Outras só precisam de fones de ouvido e uma boa música no volume máximo.
Um fundo branco... Placas com setas, vá á frente, caminhe
Um estante no silêncio, a conversa sem palavras
A procura da linha reta com passos tortos, ajeitarei os pés
O reto está no concerto no ato de se curvar diante do Grande
Uma história a ser contada, enquanto vivida, ainda assistida
O Grande estar por vir, curvem os corpos, endireite os pés
Ninguém andara em linhas restas com pés tortos
A verdade tem de ser vivia antes de ser pronunciada
O efeito das palavras testificadas em um ato de escolha
Modifica o modo de viver, lhe trás o poder
O ser em Quem fez o seu "Eu" é a resposta da razão da existência própria
O Grande esta por aqui, por ali, por todos os lados
Então, viva da verdade, despreze todos os dias a mentira, do falso "grande" destruidor de vidas!
