Musica Velha

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- TRISTES BADALADAS -
(Aos sinos da Velha igreja de
Santo Antão em Évora)


Batem Tristes, magoadas
Madrugadas, badaladas
Na igreja de Santo Antão
E a minh'Alma nesta Praça
Não se cansa e abraça
Cada instante de solidão!

Há um pedinte que passa
De olhar triste, sem graça
E soa o sino no torreão
Ai que triste Madrugada
Junto às velhas badaladas
Da igreja de Santo Antão!

Tudo passa, tudo sofre
E até daquele pobre
Que se arrasta pelo chão
Sinto passos e tormentos
Que me vem dos lamentos
Dos sinos de Santo Antão!

E oiço uma badalada
Oiço duas badaladas ...
Morri! Parou meu coração!
Batem tristes, magoadas
Madrugadas, badaladas
Na igreja de Santo Antão!

Quando olho para trás e vejo como o tempo passou....

Não enxergo quanto velha estou, mas sim tudo que vivi, todas as alegrias, tristezas, conquistas, amores, experiências profissionais.... Tudo!

A vida é feita de momentos, viva o hoje!
No futuro olharemos para trás com memória seletiva.... E lembraremos do que quisermos, do que nos faz bem!

Quer saber de uma coisa?
Eu tô começando achar que minha alma é velha.
Como assim?
Pois, eu simplesmente não gosto de estar
em todos os meios.
Mas o meio influcia em alguma coisa?
Sim, meio ruim. Ah tá, entendi.
Mas só por isso? Tabmém por saber
sorrir quando estou trieste,
por saber chorar quando estou alegre,
por saber compreender quando não é
compreendida, por saber cicatrizar as
feridas da minha própria alma.

Um dia de cada vez deixou de fazer sentido.

A velha máxima de "um dia de cada vez" deixou de fazer sentido a partir do momento em que teríamos de apagar todo o nosso passado da memória o que, infelizmente, não é possível.
Acabamos por levar toda esta bagagem que nem sempre nos deixa andar para a frente e nos faz pensar cada passo que damos, com receio e um olhar para trás constante.

Deixamos de viver por medo de reviver emoções passadas, dores sofridas, desconfianças e a falta de confiança em nós próprios.
Erramos e caímos nos erros dos outros.

Viver é fácil, viver descansado e sem peso nos ombros, é impossível!

Que tudo isto que passamos seja um longo caminho e que o bem estar e o alívio, venham como troféu.

Sabe aquela velha história de que Deus da nozes a quem não tem dentes?
Vejo cada vez mais isso... Mas acredito muito no dia que chegará o momento em que o cara lá de cima, vai posicionar as coisas exatamente como deveriam ser, por merecimento...
Chegar o dia que as pessoas vão saber dar valor e ser gratas as coisas e as pessoas que tem ao seu lado!
Gratidão por tudo que vier, mesmo que não seja bem do jeito que você gostaria.

No fundo da velha cômoda...
encontrei o meu coração..
guardo as melhores recordações...
deitei fora as mágoas, tristezas.
ventos da incerteza, da inquietação..
tempestades de neve, da incompreensão..
palavras, súplicas, no fundo da gaveta ...
da velha cômoda encontrei o meu coração.!!

É uma coisa meio contraditória
é sempre a mesma velha historia
uma coisa de "eu te amo" com "vá embora".

⁠Há uma dor latente
presa no subconsciente
desde a terna infância.
Uma velha conhecida
adormecida, não resolvida,
que estraga a atual versão.
Respinga em gente inocente,
faltas que deterioram o presente.
Grita por solução.

UMA VELHA MELODIA

A viola toca
Uma velha melodia
E as lágrimas fazem cócegas
Na pele curtida
Não é a arte que transporta
Mas a lembrança
Que faz pulsar
O coração tão jovem
Num corpo com as restrições
Do tempo, da vida, das ausências...

Todo mundo sente um dia um jeito diferente
Ainda vive a velha vontade de estar inteiro

Quando você acha que enfim chegou, tropeça
Mas recomeça, pra estar inteiro, novas palavras
O sonho antigo que te acorda e te faz seguir
Novas estradas
Ouve o mar como se ouvisse a mim

FOTOGRAFIA VELHA !

Click: esse foi o barulho da minha máquina velha,
registrando mais uma fotografia,que se eternizará no meu álbum, e que, daqui à muitos anos se tornará uma fotografia velha.

Seat next to you

Uma longa e lenta viagem pela velha estrada empoeirada
Você põe a mão para fora da janela, ouvindo o rádio
É onde eu quero estar...

Em um velho banco de um parque em dezembro
Uma chuva fria cai, não consigo achar um abrigo
Eu não me importaria com isso...

Dias difíceis, bons tempos, céu azul, noites negras
Querida, eu quero que você me leve para onde você for
E talvez dizer que você irá me reservar
Um lugar perto de você

Em uma mesa no canto de um bar da cidade
Com a sua cabeça em meu ombro
Fumando um charuto barato
Eu não me importaria com isso

Na fileira de trás de um cinema ou em um trem
Eu quero ouvir sua voz sussurrando o meu nome
É onde eu quero estar

Dias difíceis, bons tempos, céu azul, noites negras
Querida, diga que você me levará para onde você for
E talvez dizer que você irá me reservar
Um lugar perto de você

A vida é como uma roda-gigante, sempre dando voltas
Quando você chega ao topo é difícil olhar para baixo
Agüente firme... nós conseguiremos
Me reserve... um lugar perto de você

Quando você chegar aos portões do paraíso
E os anjos cantarem
Vá para onde os sinos da igreja tocam
Você sabe que eu virei correndo
Correndo te encontrar

Querida, diga que você me levará para onde você for
Talvez eu queira que você me reserve
Um lugar perto de você

Minha velha
Minha preta, minha mãe, meu amor.
Que eu te amo com todo amor desse mundo
Minha veia, minha mãe inteligente
Ah, se tudo nesse mundo fosse bonito
Se pudesse viver do meu lado pra sempre.

Um poema pra ti eu faço
Tenho medo de demonstrá-lo
Você me ensinou o que é o mundo
Você me ensinou o que é o amor
Deu-me toda inteligência necessária
Para eu poder voar como um beija-flor

Sobre ti escrevo, sobre ti escreverei.
Agradeço por me ensinar todo mundo
Minha mãe, minha velha pra todo.
Sempre te amarei.

Eu prefiro ser essa metamorfose âmbulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei por que.

Raul Seixas

Nota: Trecho da música "Metamofose Ambulante" de Raul Seixas

RECORDAÇÕES

Pela janela do ônibus vislumbro a velha rua da minha infância,

As casa, as calçadas de cimento partido, tudo como antes...

Sem grandes mudanças, a não ser as pequenas árvores, que cresceram

Os antigos amigos e as brincadeiras que também se foram,

Mas há outras crianças brincando, nas mesmas ruas que brinquei.

A velha casa lá... batida pelo tempo, mas em pé, assim, como eu, marcada

Pela vida, mas vivendo cheia de lembranças.....

O ônibus vai passando e eu recordando.

O tempo bom, a vida sem problemas, a felicidade inocente do primeiro amor,

Passo no ônibus pela minha antiga rua.

E vou passando pela minha vida, levando lições amargas, mas também muitas lembranças boas das coisas e pessoas que vieram e passaram…

E levo comigo a esperança de coisas novas e boas que ainda virão…

BÂTON ROUGE

Sobre a velha cômoda,
já sem lustro e descascada,
solitário,
o velho e gasto bastão vermelho espera,
paciente,
a última boca a pintar.

Todas elas,
as velhas prostitutas,
o têm usado
para mascarar a face
precocemente desgastada pela vida.

E ele, coitado,
se doou, aos poucos,
a todas elas,
as velhas prostitutas
de apenas trinta anos.

Já tem pouco a dar.

Mas vai, agora,
uma vez mais,
emoldurar o sorriso quase sem dentes
da mais idosa
e fazê-la parecer linda e feliz,
como nos velhos tempos.

E, na concessão dos últimos beijos
daqueles lábios ressequidos,
que ainda tentam demonstrar paixão,
pouco a pouco
desaparece o velho batom
escarlate.

E assim, com ele, vai também
um pedaço da vida e das lembranças
delas todas,
as velhas prostitutas,
já mais velhas
e, agora,
de sorriso mais sem graça...

Pensa...
Não é necessário agir, não há mais tempo, nem chance,
Só pensa...
Aquela velha história de que no pensamento a gente voa,
sem preconceitos contra nossos próprios sentimentos, lembrança de um tempo que adoça a alma...
Lembra?
Se lembrar dói, pensa só naqueles sonhos que sonhamos acordados,
Nos planos que nunca foram realizados mas que vão ser pra sempre nossos,
e se um dia realizar com alguém, pensa que começou a sonhá-los comigo, e guarda pra ti, sem nunca deixar de lembrar que essa força pra realiza-los veio também de mim, não precisa falar, só não esquece de lembrar de vez em quando,
dos sonhos...de mim...de nós, que não somos mais nós, que não sonhamos mais juntos, que falhamos nos planos, mas que quando olharmos pra trás, estaremos sempre lá...naqueles momentos, naqueles lugares, na lembrança daquelas pessoas, naquelas canções...em algum lugar do tempo que já foi, nós estamos e vamos permanecer pra sempre, é só pensar, porque esquecer sei que não iremos, então é só buscar no pensamento o que já não está mais no coração...

Chorei cinza de falta sua
Mas sorri colorido quando vc subiu rua, com aquela mochila velha nas costas, Cabelos grandes ao vento
Era você de volta, mas não era você de volta pra mim, você diferente, bem contente, cabeludo, mais bonito, mais vivo, menos meu. Ali eu vi, que na verdade eu chorava não de falta sua, e sim de falta minha, de como eu era quando vc era meu.
Carla Aguiar.

PRIMAVERA DA ALMA
Não mais jovem, porém não tão velha,
pois a alma ainda vagueia pela Primavera.
Primavera dos Sonhos,
do querer, do desejar.
Ah! Como é bom sonhar!!
Mas o dever é o buscar, o realizar.
Quão doce primavera, a primavera da alma, que me faz sorrir e continuar a sonhar!

Uma nova vida não te faz esquecer da velha!
O fim de um caminho não te faz esquecer do começo!
A vida te faz temer a morte porque a morte é o descanso da vida!