Música Antiga
Entre papéis rasgados e matérias não completas, eis que acho uma conversa esquecida e meio antiga. Mas mesmo assim, não me deixa menos feliz desde a primeira vez que li.
Ela: Você é chato, mas eu o aturo :)
Ele: Chato é quem me chama e eu não suporto kkk.
Ela: Sei, sei...
Ele: Não sabe não kkk
Ela: Então você não me suporta? Tá bom então...
Ele: Então tá pessoa insuportavelmente linda, legal, meiga, inteligente e madura, rsrs..
E foi assim, que seu rosto ficou marcado em meus pensamentos. Até hoje.
CONFUSÃO INSONOLENTA
Insônia…
Antiga companheira que hoje novamente me visita.
Não pelos motivos de outrora,
Mas pela dúvida angustiante em nem saber qual o motivo…
Reflexo de uma mente confusa…
Confusa pelas dúvidas…
Confusa pela solidão perturbada…
Pelas burlescas palavras impensadas e ditas sem sentido,
Que me afundam em opróbrio…
Talvez ditas pela necessidade de falar…
De escrever…
Sem ainda entender o porquê…
Misturadas num mar caótico de sentimentos ainda não compreendidos…
Pois afinal, o que estou fazendo?
Pode o céu ter ciúme da lua pelo mar abraçar o seu reflexo?
Por que o martírio?
Aonde guardei a máscara do sorriso?
Qual o meu papel nessa peça?
Quais meus passos nessa dança?
Existe peça, existe dança?
Ou são pensamentos precipitados que vislumbram algo inexistente?
Por que os pensamentos não me abandonam?
O semblante colado em minha retina,
Como mancha de sol que permanece mesmo quando olhamos ao redor
Ah, malditos olhos!
Por que tinha de ter esses olhos?!
“Detesto seus olhos!
Porque me enfeitiçaram e me dividiram: uma metade minha é sua,
E a outra metade é sua.”
Onde está minha solidão?
Solidão que sempre me acolheu em seus braços cálidos
Que nunca confundiu minha mente
E sempre me trouxe certezas…
Tenho de buscá-la novamente
Minha cura maligna…
Talvez… a única que me sirva.
Estamos jogados num tempo distante sem sabermos da história antiga/
sem saber da história esquecida/ chegamos tão longe e mesmo assim
tão distante da verdade não dita .
Composição dum Nada
Ao som da orquestralma, que solenelucida
nossa antiga caosciladora descida,
subimos agora escada avulsa e comprida.
Tal como composição por aglutinação,
tornamo-nos um. Para isso, perdi-me
em ti, que te perdeste em mim. Por tanto,
perdemo-nos em nada. Por quê?
Somos um, somos nada.
Ser que me envolve e tem, ancião
tu és de mim. Já que sou tu,
me chame pelo teu nome;
já que és eu, fogo cru,
chamarei-te pelo meu.
Porque te necessito assim como ar.
Porque te almejo assim como andar.
Porém estou sufocada por esse nada
e paralisada por aglutinação indesejada.
"Como o tempo nos muda"
comenta a velha senhora, velha poetisa,
mirando a foto antiga na orelha da obra.
Estação após estação
ela amou o viço das cores, o sabor das rosas,
a graça dos movimentos, o passar dos rios,
as nuvens douradas tangidas pelo vento.
Ano a ano alimentou-se de lírios e livros
e amores poucos, porém intensos.
O sol já não banha sua face com a juventude da brisa
a mão erra pelas páginas, tocando paisagens mudas
as letras tornaram-se miúdas,
os amores se foram,
os sonhos se incorporaram ao céu azul-negrume.
Somos só perfume.
As estações despertam sem pressa
nascem todas por igual
na muda do tempo que não muda
sob terra e cal.
Gostávamos da casa porque, além de espaçosa e antiga (hoje que as casas antigas sucumbem à mais vantajosa liquidação de seus materiais), guardava as recordações de nossos bisavós, o avô paterno, nossos pais e toda a infância.
Habituamo-nos, Irene e eu, a permanecer nela sozinhos, o que era uma loucura, pois nessa casa podiam viver oito pessoas sem se molestarem. Fazíamos a limpeza pela manhã, levantando-nos às sete, e pelas onze eu deixava a Irene as últimas peças por repassar e ia à cozinha. Almoçávamos ao meio-dia; sempre pontuais; então não ficava nada por fazer além de uns poucos pratos sujos. Era para nós agradável almoçar pensando na casa ampla e silenciosa; e em como nos bastávamos para mantê-la limpa.
A violência é a pior coisa existente na sociedade e também a mais antiga,
pois, biblicamente falando, o primeiro homicídio foi cometido nos primórdios da
história da humanidade, entre os primeiros filhos da terra, quando Caim matou seu irmão Abel.
Reflexos.
Ainda sentado na mesa da cozinha, já era tarde da noite, dava pra ouvir uma antiga trilha sonora que vinha do rádio no fundo da sala, depois de uns minutos levantei-me e resolvi tomar um banho. Me despi de minhas roupas e liguei o chuveiro. Ali parado com a água fria caindo sobre minha cabeça me fazia pensar sobre muitas coisas que já haviam acontecido ou que ainda estariam porvir.
Me perguntava o porque do tempo passar tão rápido, ou qual o meu papel ali naquele lugar, e até mesmo mesmo me culpava por não conseguir mudar meu destino por mais que quisesse.
Naquele tempo parado eu consegui perceber que olhando para a lâmpada eu podia ver através da água que caia o meu puro reflexo, que só conseguia ficar ali parado olhando e observando até mesmo sem reação, sem palavras, sentimentos expostos ou um semblante de dor. E naquela melodia que tocava no rádio ao fundo da sala eu me afundava mais e mais até chegar a um lugar onde eu me via submerso, como um riacho, lago ou até mesmo um rio, que não se movimenta, mas reflete tudo que está em sua volta.
Um brinde
pelas cicatrizes deixadas.
Várias feridas antiga, exatamente aquelas que pela dor você provocou, em mim.
O simples me atrai
Cheiro de história antiga
Máscaras e adornos
Cores que atraem olhares
De forma orgânica e minimalista
Com ou sem nexo
Basta atrair
Me conduzir a sensações
Entre música e poesia
Arrepio e suspiro
Atrair e permitir
Meus sobrinhos acostumados a tecnologias atuais, param boquiabertos diante da antiga máquina de escrever, lembrança que guardo do meu pai.
- Tia, o que é isto?
- O equipamento que usávamos para escrever, antes do computador.
- Como assim...
Coloco uma folha de papel e começo a digitar.
- Uau! Que irado! Nela a gente pode digitar e imprimir ao mesmo tempo!
Exclamam, maravilhados.
Penso! Que pena os adultos perderem a inocência onisciente, do olhar da criança.
Juntei os pedaços.
Colei-os
Refiz minha vida.
À antiga, dei um adeus de despedida.
Ainda sou pedaços...
Um quebra-cabeças
Montado
Que a qualquer brisa suave
Em mil pedaços se esparrama por todo lado.
Sigo bambaleando.
Na corda bamba da vida
Vivendo... existindo
Me refazendo...
Ao sopro forte do vento...
Às tempestades da vida...
Ao gosto amargo de certos dias...
Sigo... resistindo.
A muitos e muitos ...
E mais muitos ainda,...
Anos atrás.
Eu fazia Edificações na antiga Escola Técnica.
E tinha um colega e amigo meu que era um amôrrr:
Aula no laboratório de Geologia, 12 horas e 30 minutos.
Imagina a fome, com aquele cheiro de enxofre do ambiente.
Na aula podia-se ouvir o som de um mosquito.
De repente papel desembrulhando no final da sala.
De bombom.
Cheiro de chocolate.
Todo mundo olhava pra traz. Era o Niltinho com um Sonho de Valsa aberto.
Ele olhava pra mim e perguntava: _ Quer um pedaço?
Eu só acenava.
Ele lambia o bombom inteiro e dava pra gente. Depois ainda dizia: _ Desculpa, tem três dias que não escovo os dentes, mas você não acha ruim né?
Aff! Que fome!
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
Antiga alquimia
Criada Pelos antigos
Filósofos e escritores
Em um ritual conceitual
Formado pelo seu
Amor, sangue e magoas
Junto a uma concentração espantosa
Um coração Flamejante
Uma mente enevoada
E Uma escrita detalhista
Forma-se a mais Realista
E genuína Poesia
"Há uma antiga história que se passa através de gerações, ao longo dos anos, séculos e milênios, válida até os dias atuais. Trata-se de uma busca, muitas das vezes interminável, de algo que a maioria das pessoas não sabe ao certo o que é, mas que as motiva a procurar, ainda que involuntariamente, respostas para perguntas que nos afligem no dia-a-dia, tais como: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Por que estou aqui? Existe vida após a morte? Deus existe? Quem é Deus?!
Muitos são os que procuram ao longo de suas vidas, mas poucos encontram, felizes daqueles que ao encontrarem, cultivem perenemente, tal e qual a chama tênue de uma vela na escuridão. Na maioria das vezes procuramos em diversos lugares, alguns distantes, não raro em peregrinações por outros países (caminhos de Damasco, Jerusalém, Machu-Picchu, Pasárgada ou Santiago de Compostela), outras culturas, outras civilizações, outras religiões, outras filosofias de vida.
E, finalmente, quando alguns encontram o que tanto procuravam e dão por encerrada a busca, constatam que na realidade o que tanto buscavam sempre estivera com eles, muito mais 'próximo' do que imaginavam, no âmago de seu ser, aguardando tão e somente o despertar de sua própria consciência, para que lhes fosse revelada a essência divina, através da comunhão do "eu" menor com o Eu maior, através da sintonia com DEUS, Onisciente, Onipresente, Onipotente!"
Colégio Estadual Regente Feijó – Ponta Grossa/PR
Regente...
De tanta gente...
Aquele de antigamente...
Com seu brilhante Corpo Docente...
Que ensinava, de forma abnegada, seu Corpo Discente...
Aos mais antigos, a sua visão, traz uma saudade permanente...
Devemos “tirar o chapéu” para tantos anos de um trabalho tão competente...
Sou o que sou, porque ali estudei e aprendi que o ensino me tornou mais consistente...
Ah! Regente...
De tanta gente!
Pedro Marcos
Ternura Antiga
Ai, a rua escura o vento frio
Esta saudade este vazio
Esta vontade de chorar
Ai tua distância tão amiga
Esta ternura tão antiga
E o desencanto de esperar
Sim, eu não te amo porque quero
Ai, se eu pudesse esqueceria
Vivo e vivo só porque te espero
Ai, esta amargura esta agonia
Hoje estou em uma nova e antiga etapa em minha vida:
seguir neste caminho o qual não se admite desistências.
O qual joguei pela janela a perfeição...
Quero minutos vividos ao teu lado sem razão...
Se tu cabes perfeitamente em meu coração...
Te quero nesta vasta imperfeição.
