Música
Quando leio uma bela frase, um belo poema, uma estonteante melodia, penalizo-me incomensuravelmente com a indagação, ``Porque cérebro, porque minha mente não foi eu o autor´´, apesar de também me penalizar por ser tão vaidoso no ponderar,
A pauta musical tem cinco linhas e quatro espaços o meu coração por você, meu amor tem mil beijos e muitos abraços.
Certas melodias têm tanta vida que obrigam à sua manifestação, mesmo pelos maus cantores. Eles não cantam nada, mas são, sim, cantados por essas grandes músicas.
Às vezes estamos tão acostumados com
uma melodia, que mesmo ela sendo silenciada, continuamos a bailar.
Preste atenção ao som dos ouvidos, Deus habita na música, quanto mais sagrada a palavra melhor a qualidade das criações.
No Brasil, já não se fazem músicas como nas décadas passadas, que tinham belas poesias e maravilhosas melodias. A música era profunda reflexão filosófica. Hoje a mediocridade prevalece.
Apesar de tudo que eu vivi, há em mim a alucinação musical, a plenetude e a delicadeza, a leveza e o carinho, o respeita e a gratidão.
Eu não quero que a minha música seja uma onda, prefiro que ela seja uma rocha. As ondas passam, mas as rochas continuam.
Na minha viagem de regresso, fosse pelo Sol radioso que tocava tudo ao meu redor, fosse pela música que enchia o meu coração, senti algumas lágrimas rolarem pela minha face e, olhando os carros que circulavam na outra faixa contrária, pensei se, por baixo dos óculos escuros de cada condutor, também haveria mais alguém de olhos molhados, com saudades de alguma coisa ou de alguém.
Quando nas eleições, os comícios deixarem de ser espetáculos musicais e teatrais, e os eleitores a eles se dirigirem para ouvir do candidato a sua proposta de governo, com certeza a política estará entrando no caminho certo.
Noites em claro, dias mais lentos, ao entrar no carro e ouvir aquela música, quando alguém passa e você sente aquele maravilhoso perfume, o filme da sessão da tarde, muitas das vezes estamos rodeados de sinais que nos fazem lembrar de momentos ou pessoas que nos fazem rir ou chorar. Tentamos esquecer todas os lugares, coisas, sensações mas não é tão fácil como pensávamos, até um dia conhecermos um novo dia, uma nova música, um novo perfume, um novo filme, um novo alguém. Uma nova história!
Quando vejo um cara como o Charles Bradley colocando a alma na musica e cantando com tudo aquilo que ele pode oferecer eu apenas digo que as pedras clamam e nos ficamos de ouvidos fechados para o grito e gemidos dos que gritam por socorro!
''Dançava com a vida como se tivesse num musical dos anos 30, não se incomodava com a forma que a olhavam, não se incomodava com nada. Ela menina, moça, mulher, com pessoas ela não se assustava, conquistou seu lugar no mundo, lugar esse que ninguém dela tirava. Menina forte, menina abusada. - De onde veio essa menina as pessoas perguntavam,ela pouco se importa e respondia sorrindo: dessa vida eu não levo nada.''
A música me leva ou me traz. Ela me faz viajar dentro de mim e dentro desse país. As pessoas se encantam e assim me faz com que eu me encante mais pela vida.
Algumas coisas não duravam para sempre, outras sim. Como uma boa música, ou um bom livro, ou uma boa lembrança que se pode pegar e desdobrar nos piores momentos, segurando pelos cantos e olhando bem de perto, esperando reconhecer a pessoa que se vê ali.
Posso partilhar o que é belo, o que me diverte, o que me encanta, ouvir a música que me transporta, mas posso pedir para reflectirmos e fazermos alguma coisa no nosso pequeno mundo... Nem que seja uma gota neste vasto oceano, mas que pode fazer toda a diferença.
Vingança é bom. Eu acho que a vingança também é saudável e se você conseguir usar a música desse jeito, como uma espécie de terapia para si mesmo, não pode fazer mal nenhum.
Eu toco muitas músicas muitas pra você me notar mais nunca cantarei pra você gostar de mim sem sentir oque também sinto por ti.
PauloRockCesar
